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Petroleiro iraniano chegou à Venezuela contornando sanções impostas pelos EUA
Mundo 2 min. 14.09.2020

Petroleiro iraniano chegou à Venezuela contornando sanções impostas pelos EUA

Petroleiro iraniano chegou à Venezuela contornando sanções impostas pelos EUA

Foto: AFP
Mundo 2 min. 14.09.2020

Petroleiro iraniano chegou à Venezuela contornando sanções impostas pelos EUA

Lusa
Lusa
Nas últimas semanas as filas para obter combustível multiplicaram-se em várias regiões da Venezuela com a população a queixar-se de que, mesmo a preços internacionais, há cada vez mais dificuldades para abastecer.

Um barco proveniente do Irão chegou esta segunda-feira à Venezuela com gás condensado para produzir gasolina, contornando as sanções impostas pelos Estados Unidos contra ambos países, anunciou o ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza.

O anúncio foi feito através da rede social Twitter onde o ministro divulgou várias mensagens da ONG venezuelana Sures e do serviço online independente de atividades marítimas Tanker Trackers (TT), confirmando a chegada do navio petroleiro à Venezuela.

“O superpetroleiro iraniano VLCC, carregando dois milhões de barris de gás condensado chegou ao Terminal José, na Venezuela. Provavelmente navegou ao redor da África do Sul”, explica uma das mensagens.

Segundo a TT “o nome e o número  IMO (número de identificação atribuído pela Organização Marítima Internacional) foram cobertos por pintura” pelo que o petroleiro “tem um novo nome: Honey”.

Por outro lado, uma mensagem da Sures, divulgada pelo ministro venezuelano, explica que “atracou na Venezuela o primeiro navio-tanque iraniano, Honey, carregado com aproximadamente um milhão de barris de gasolina”.

“Chegou ao Terminal de Armazenagem e Embarque de José, em Puerto La Cruz (340 quilómetros a leste de Caracas), e navegou até ao país (Venezuela) sem nome, para não ser identificado”.

Segundo a TT, o Irão enviou recentemente outros três petroleiros com combustível para a Venezuela, que seguem uma rota alternativa pelo sul de África.

Na passada sexta-feira, a Venezuela anunciou a ativação de um plano para suprir o mercado de combustível, um produto cada vez mais escasso localmente, o que tem ocasionado longas filas e protestos por todo o país.

“Informamos sobre a implementação, temporária, de um plano especial de contingência para o abastecimento de combustíveis, que tenderá a normalizar e regularizar o esquema de distribuição no curto e médio prazo”, refere a empresa estatal Petróleos de Venezuela SA (Pdvsa) num comunicado.

No documento, o Governo venezuelano reafirma “o compromisso de produzir (localmente) toda a gasolina e outros produtos necessários para o desenvolvimento energético da Venezuela”.

Nas últimas semanas as filas para obter combustível multiplicaram-se em várias regiões da Venezuela com a população a queixar-se de que, mesmo a preços internacionais, há cada vez mais dificuldades para abastecer.

Caracas diz que as sanções impostas pelos EUA são um “ataque” à soberania que “trouxe graves prejuízos a todo a indústria energética, afetando em maior medida o sistema de refinação e produção de combustíveis”.

A oposição acusa o Governo de ter “desmantelado” a indústria petrolífera e de ter feitos acordos prejudiciais com a China e a Rússia.

Em 01 de junho último, o Governo venezuelano fixou pela primeira vez o preço dos combustíveis em dólares norte-americanos, com subsídios para alguns setores básicos.

O aumento teve lugar depois de chegarem à Venezuela cinco navios com combustível proveniente do Irão, uma operação que foi questionada pelos EUA, que anunciaram ter apresado, pela primeira vez, quatro petroleiros iranianos que transportavam gasolina para a Venezuela.

Os cargueiros Luna, Pandi, Bering e Bella foram apresados em alto-mar, depois de uma autorização emitida por um juiz federal, em rota para Houston, no Texas (sul dos Estados Unidos), segundo o diário The Wall Street Journal (WSJ).

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