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Persona non grata na Europa, Mike Pompeo cancela visita a Bruxelas
Mundo 2 min. 13.01.2021

Persona non grata na Europa, Mike Pompeo cancela visita a Bruxelas

Persona non grata na Europa, Mike Pompeo cancela visita a Bruxelas

Foto: AFP
Mundo 2 min. 13.01.2021

Persona non grata na Europa, Mike Pompeo cancela visita a Bruxelas

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
O Secretário de Estado norte-americano evita humilhação. Políticos europeus cancelam encontros com o chefe da diplomacia americana, outros acusam Trump de ser criminoso.

Numa nota publicada na terça-feira no site do Departamento de Estado dos EUA, foi anunciado que o responsável pela diplomacia norte-americana não embarcaria na viagem europeia que estava prevista começar poucas horas depois.

Mike Pompeo já tinha cancelado a visita ao Luxemburgo, que fazia parte da visita à Europa nos últimos dias do seu mandato. A decisão deveu-se às declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros luxemburguês sobre o assalto ao Capitólio. Jean Asselborn considerou que "o 6 de janeiro de 2021 é um 11 de setembro contra a democracia e Trump é o seu instigador".

Ontem, terça-feira, horas antes de Pompeo supostamente iniciar a viagem à Europa, um porta-voz da Comissão Europeia confirmou que não estavam previstos encontros entre nenhum responsável do executivo europeu e o chefe da diplomacia dos EUA. O porta-voz de Charles Michel, confirmou igualmente que não haveria nenhuma reunião entre o presidente do Conselho Europeu e Mike Pompeo.

Após os responsáveis políticos da União Europeia terem cancelado todos os encontros com Pompeo, pouco mais restava ao responsável da diplomacia americana do que se encontrar com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg. A NATO foi uma das organizações internacionais que a administração de Trump criticou, ameaçando cortar as suas contribuições. O encontro não teria, no entanto, nenhum impacto mediático, uma vez que não estava previsto nenhum momento filmado ou encontro com jornalistas. Jen Stoltenberg também tinha criticado o ataque em Washington e referiu que "o resultado destas eleições democráticas tem que ser respeitado".

Bruxelas, "buraco do inferno"

As relações entre os EUA e a União Europeia esfriaram durante o mandato de Donald Trump, que sempre se referiu à Europa com desprezo. Nos últimos meses, as relações tornaram-se ainda mais hostis quando, sem avisar, em março de 2020, o presidente norte-americano fechou as fronteiras do país com a Europa. E tornaram-se gélidas quando vários responsáveis políticos europeus manifestaram uma clara preferência por Joe Biden.

Ainda durante a sua campanha das eleições presidências de 2016, o candidato republicano dissera que Bruxelas era um "buraco do inferno" (hellhole, em inglês), corrigindo mais tarde que a "Bélgica (sic) era uma cidade muito bonita".


A marcha de um milhão de milícias ameaça a posse de Joe Biden
O FBI detetou planos para invadir e "atacar todos os 50 capitólios estatais e o Congresso entre 15 e 20 de janeiro". Está prevista uma "marcha de um milhão de milícias" para impedir a posse do novo Presidente Joe Biden.

No comunicado de ontem, dia 12, do Departamento de Estado norte-americano, refere-se que Mike Pompeo cancela a sua viagem à Europa para poder concentrar-se no processo de "transição pacífica e ordeira que se completa nos próximos oito dias". A tomada de posse de Biden acontece dentro de uma semana, na quarta-feira dia 20, em Washington.

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