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Partido do Brexit não vai a jogo contra Conservadores
Mundo 2 min. 11.11.2019

Partido do Brexit não vai a jogo contra Conservadores

Partido do Brexit não vai a jogo contra Conservadores

Stefan Rousseau/PA Wire/dpa
Mundo 2 min. 11.11.2019

Partido do Brexit não vai a jogo contra Conservadores

Nigel Farage anunciou que o Partido do Brexit não vai disputar assentos parlamentares com Boris Johnson nas eleições de 12 de dezembro.

O Expresso chama-lhe "uma espécie de pacto de não-agressão" com o Partido Conservador. O líder do Partido do Brexit, Nigel Farage, falou hoje à imprensa para anunciar que não vai a votos nos 317 círculos conquistados pelos conservadores nas eleições de 2017. 

Quer isto dizer, que o partido decidiu não concorrer a metade dos círculos eleitorais para não competir com Boris Johnson. Promete concentrar-se apenas na disputa dos assentos conquistados pela oposição do Partido Trabalhista. 

"O Partido Conservador não me entusiasma por aí além, mas creio que com esta decisão evitamos a possibilidade de haver um segundo referendo", disse Farage em campanha em Hartlepool, no Norte de Inglaterra. 

"Vamos concentrar os nossos esforços nos lugares ocupados pelo Partido Trabalhista, que quebrou a promessa que fez em 2017 de respeitar o resultado do referendo", justificou o líder do Partido do Brexit, que tem a saída do Reino Unido da União Europeia como primeiro e último ponto do programa eleitoral com que se apresenta às eleições antecipadas marcadas daqui a um mês, a 12 de dezembro.  

"Só uma maioria conservadora pode concretizar o Brexit até ao final de janeiro", reagiu, entretanto, Boris Johnson no Twitter. Classificou a atitude como um "reconhecimento de que só há uma forma de lidar com o Brexit: votar no Partido Conservador". 

O deputado trabalhista, Ian Lavery, vincou que o partido rejeita "o tributo tchatcherista à anos 80, que vai permitir que os tories ataquem de forma ainda mais selvagem a classe trabalhadora" do Reino Unido.   

O liberal-democrata Ed Davey não poupou críticas. Disse à BBC que a decisão mostra que os "conservadores e o Partido do Brexit são agora uma e a mesma coisa". 

Certo é que, para alcançar a maioria no parlamento britânico, os conservadores vão ter de conquistar lugares à oposição. O britânico The Guardian diz que a divisão do voto eurocético nesses círculos com o partido de Nigel Farage pode dificultar o objetivo. 

O líder do Partido do Brexit chegou a propôr uma coligação aos conservadores, mas a aliança foi recusada. Agora, justifica a retirada de cena em 317 círculos eleitorais com o facto de Johnson ter dado sinais de "uma grande mudança de posição" na abordagem da saída do Reino Unido da União Europeia. Elogiou-o por se ter demonstrado mais eurocético do que a sua antecessora, Theresa May. 



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