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Parlamento Europeu reduz semana de trabalho presencial a um dia e meio
Mundo 3 min. 11.03.2020

Parlamento Europeu reduz semana de trabalho presencial a um dia e meio

Parlamento Europeu reduz semana de trabalho presencial a um dia e meio

Foto: dpa
Mundo 3 min. 11.03.2020

Parlamento Europeu reduz semana de trabalho presencial a um dia e meio

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
Cerca de 2188 funcionários do Parlamento Europeu trabalham no Luxemburgo. Os restantes 5500 estão nos escritórios de Bruxelas, Estrasburgo ou noutros locais.

 Por causa da epidemia do Covid-19, o Parlamento Europeu decidiu que todos os seus funcionários deverão fazer 70% de teletrabalho. “O que significa que a presença no local de trabalho será reduzida a um dia e meio por semana”, pode ler-se numa nota enviada hoje a todos os trabalhadores.

“Em função de desenvolvimentos futuros, o teletrabalho poderá ser alargada a 100%”, afirma Klaus Welle, secretário-geral do Parlamento Europeu. A medida entra em vigor já na próxima segunda-feira.

 Na circular enviada a todos os funcionários, a que o Contacto teve acesso, acrescenta-se que “a decisão dos diretores gerais será feita com base nas necessidades de trabalho da semana”. Assim cada trabalhador “será informado se é abrangido por esta medida neste momento”. 

Cerca de 2188 funcionários do Parlamento Europeu trabalham no Luxemburgo. No total dos 7820 trabalhadores, a maioria (5039) está em Bruxelas. Os restantes estão em Estrasburgo ou noutros locais.

Recorde-se que , ontem, o presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, anunciou que vai trabalhar de casa nas próximas duas semanas, como medida de precaução após ter estado no fim de semana em Itália, o país europeu mais afetado pelo surto de Covid-19.

No único dia de sessão plenária do Parlamento Europeu, que decorreu em Bruxelas, o italiano Sassoli, que não está a presidir aos trabalhos, divulgou um comunicado no qual indica que esteve no passado fim de semana em Itália, pelo que, como medida de precaução, decidiu exercer as suas funções de presidente da assembleia desde a sua residência em Bruxelas nos próximos 14 dias, cumprindo o protocolo de saúde em vigor na assembleia.

Apontando que o surto de Covid-19 "obriga todos a serem responsáveis e cuidadosos", Sassoli admite que este é "um momento delicado" para todos, mas sublinhou que "o Parlamento vai continuar a trabalhar para exercer os seus deveres", pois "nenhum vírus pode bloquear a democracia".

Este debate marcou a sessão plenária de março, que foi ‘transferida’, na semana passada, de Estrasburgo para Bruxelas, e reduzida na segunda-feira a um só dia de trabalhos, precisamente devido à epidemia do novo coronavírus.

Na segunda-feira, dia em que era suposto ter início a sessão plenária, a Conferência de Presidentes do PE decidiu reduzir os trabalhos, previstos até quinta-feira, para uma só jornada, e sem votações no hemiciclo, como medida sanitária de prevenção.

"O Parlamento Europeu quer permanecer aberto e dar continuidade aos seus trabalhos, mas temos de tomar todas as precauções necessárias e reduzir ao mínimo as atividades", justificou então o presidente da assembleia, ao anunciar as alterações à agenda da sessão plenária.

Recorde-se que um funcionário da Agência Europeia de Defesa (ADE) foi o primeiro caso confirmado de infeção pelo novo coronavírus nas instituições europeias sedeadas em Bruxelas.

 A EDA indica que informou pessoalmente “os poucos funcionários que estiveram em contacto próximo com o colega” que permaneçam isolados por 14 dias, como medida de precaução.

Na sequência deste caso, a agência decidiu cancelar todas as reuniões agendadas para as suas instalações até 13 de março, bem como todas as deslocações de funcionários a reuniões externas até à mesma data.

A Agência Europeia de Defesa foi criada em 2004 e tem por missão ajudar os seus 26 membros (todos os países da UE menos a Dinamarca) a desenvolver os respetivos recursos militares.

Com sede em Bruxelas, a ADE tem cerca de 140 efetivos e é dirigida pelo Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança e Vice-Presidente da Comissão Europeia, Josep Borrell.


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