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Parlamento europeu quer cortar emissões em 60% até 2030
Mundo 3 min. 07.10.2020 Do nosso arquivo online

Parlamento europeu quer cortar emissões em 60% até 2030

Parlamento europeu quer cortar emissões em 60% até 2030

Foto: Gerry Huberty
Mundo 3 min. 07.10.2020 Do nosso arquivo online

Parlamento europeu quer cortar emissões em 60% até 2030

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Ambientalistas querem aumentar a fasquia para 65%. As negociações da Lei Clima com os países começam para a semana.

Até 2030, atingir 60% de redução de gases com efeito de estufa em relação a 1990 é o novo ponto de partida das negociações que o Parlamento Europeu (PE) vai desenvolver com o Conselho Europeu durante as próximas semanas, antes de a Lei do Clima se tornar efetiva.

Em março, a Comissão Europeia, tinha apresentado uma Lei do Clima com o objetivo de a União Europeia atingir a neutralidade carbónica em 2050 (de acordo com os compromissos do Acordo de Paris). Mas em relação a 2030 a ambição de redução era de apenas 40%, havendo, no entanto, a promessa de uma revisão após um estudo de impacto. Na altura, tanto os ambientalistas como os parlamentares criticaram a falta de coragem do objetivo para 2030. Greta Thunberg acusou a Comissão Europeia de traição.

Após um estudo de impacto feito durante o verão, a 16 de setembro, no discurso do Estado da União, a presidente da Comissão Europeia, anunciou que a meta para 2030 iria ser aumentada para 55%.

Ontem, dia 6, na de abertura da sessão plenária do PE, Frans Timmermans, o comissário europeu responsável pela pasta do Clima, explicou aos parlamentares que a meta de 55% resultou de “um estudo rigoroso” sendo, ao mesmo tempo, ambiciosa e exequível. E que atingi-la “vai ser duro como tudo, mas pode ser feito”.

De 1990 a 2018 a UE reduziu 23%

“Propomo-nos reduzir de agora até 2030, tanto como reduzimos num quarto de século”, explicou Timmermans aos eurodeputados. O comissário referia-se ao facto de entre 1990 e 2018 a União Europeia já ter reduzido em 23% as suas emissões de gases com efeito de estufa. O que faltará agora nesta década para a Europa reduzir em 55% as emissões de gases com efeito de estufa em relação a 1990 é o restante, ou seja, 32% a partir de agora.

Para o valor de 60% - uma cartada mais alta que os deputados agora vão defender junto do Conselho Europeu - a ambição corresponde a, na prática, todos os países da EU reduzirem as emissões, a partir de agora e até 2030 num total de 37%.

Jytte Guteland, a relatora das emendas à proposta da Comissão, considerou a aprovação destas metas mais robustas “um momento histórico”. “ Começa aqui a grande transição”, salientou.

Para a CAN-Climate Action Network, uma coligação de 170 organizações de clima e ambiente na Europa, o valor “para ir ao encontro do que a ciência diz que será necessário para atingir os Acordos de Paris deveria ser de 65%”.

No entanto, o diretor da organização, Wendel Trio, salientou que a proposta do PE é “um enorme passo para a ambição europeia e a sua liderança internacional na luta contra as alterações climáticas”. Wendel Trio, sublinhou que os Estados-membros deveriam agora ver esta proposta como uma base para começar e não um limite. Para honrar os compromissos no âmbito do Acordo de Paris, a ambição deveria subir para 65%. 

Mas é sabido que nem todos estarão os 27 estarão de acordo. A posição dos países de leste e sobretudo, a posição da Polónia, grandemente dependente das minas de carvão da Silésia, tem sido de ser contra cortes radicais na economia dos combustíveis fósseis.

A Lei do Clima começa a ser discutida a nível dos líderes europeus na próxima semana, e a presidência alemã do Conselho Europeu já garantiu que quer um lei ambiciosa aprovada até ao final do seu mandato,

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