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Parlamento espanhol autoriza extensão de estado de emergência até 6 de junho
Mundo 3 min. 21.05.2020

Parlamento espanhol autoriza extensão de estado de emergência até 6 de junho

Parlamento espanhol autoriza extensão de estado de emergência até 6 de junho

AFP
Mundo 3 min. 21.05.2020

Parlamento espanhol autoriza extensão de estado de emergência até 6 de junho

Lusa
Lusa
Espanha é o segundo país com mais mortos com a covid-19 por cada milhão de habitantes.

O parlamento espanhol aprovou esta quarta-feira, dia 20 de maio, o prolongamento por mais duas semanas, até à meia-noite de 06 de junho, do estado de emergência, em vigor desde 15 de março, com o objetivo de lutar contra o novo coronavírus.

A maior formação política da oposição, o Partido Popular (direita), votou pela primeira vez contra a proposta do Governo, depois de ter começado por apoiar o estado de emergência em março e de se ter abstido na última vez, numa altura em que o segundo maior partido da oposição, o Vox (extrema-direita), já votava contra.

Numa votação em que a maioria dos membros da assembleia participou a partir de casa, através de meios telemáticos, votaram a favor 177 deputados, contra 162 e abstiveram-se 11.

Trata-se da quinta vez que o Governo minoritário, formado por uma coligação entre o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE e o Unidas Podemos (extrema-esquerda), consegue aprovar a extensão por períodos de duas semanas.


O primeiro Ministro espanhol, Pedro Sanchez.
Primeiro-ministro espanhol pede desculpa pelos erros cometidos
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, pediu hoje desculpas pelos erros cometidos no combate à covid-19 e unidade para chegar à "vitória", ao intervir no debate parlamentar em que pediu o último prolongamento do estado de emergência.

O executivo socialista conseguiu a aprovação da nova prorrogação, depois de negociações de última hora com o Cidadãos (direita-liberal), que não agradaram a várias formações regionais.

Este apoio de um partido de centro-direita aumenta a distância do primeiro-ministro, Pedro Sánchez, com um partido que foi fundamental na sua investidura em janeiro último, a ERC (independentista catalão), com um outro que até agora tinha sido incondicional no apoio à crise, o Compromís (coligação nacionalista da comunidade de Valência), e com outros partidos da esquerda parlamentar.

Durante o debate parlamentar, que teve lugar antes da votação, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, pediu desculpas pelos "erros próprios" que possa ter cometido, sublinhou, devido à "urgência dos tempos, à falta de recursos e à excecionalidade e ausência de precedentes".

Por seu lado, o líder do PP, Pablo Casado, acusou Pedro Sánchez de estar "como uma galinha sem cabeça, mudando de parceiros e de estratégia", considerando que seria "irresponsável” dar o seu apoio ao executivo.

O plano de alívio das medidas de luta contra o novo coronavírus que está a ser implementado prevê o levantamento gradual do confinamento numa série de fases que deverão terminar em finais de junho, com a chegada a uma “nova normalidade”.

A maioria da população do país, cerca de 70%, já se encontra na “fase um” desse plano desde segunda-feira, mas as regiões mais atingidas pela pandemia de covid-19, que incluem a comunidade de Madrid, a área metropolitana de Barcelona e grandes zonas de Castela e Leão, mantêm-se numa etapa intermédia chamada “fase 0,5”.

Espanha é o segundo país com mais mortos com a covid-19 por cada milhão de habitantes (596 óbitos), depois da Bélgica (790) e antes da Itália (535), Reino Unido (526) e França (429), numa lista em que os Estados Unidos têm 285 e Portugal 124.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 323 mil mortos e infetou quase 4,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

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