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Paris. Há até 30 mil empregos em risco no aeroporto Charles de Gaulle
Mundo 01.03.2021

Paris. Há até 30 mil empregos em risco no aeroporto Charles de Gaulle

Paris. Há até 30 mil empregos em risco no aeroporto Charles de Gaulle

Foto: Pixabay
Mundo 01.03.2021

Paris. Há até 30 mil empregos em risco no aeroporto Charles de Gaulle

Os trabalhadores subcontratados estão em grande maioria. Juntam-se os da Air France e do operador aeroportuário ADP.

Os sindicatos já falam numa "hecatombe no emprego" para se referirem aos despedimentos que estão a assolar o aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. Só na Air France estão previstos 7.600 despedimentos e outros 1.500 na ADP.  

Diretor-adjunto do operador aeroportuário responsável por tudo o que mexe no aeroporto, Marc Deman prevê que, num universo de 94 mil trabalhadores, venham a desaparecer entre "20 mil a 30 mil de empregos até meados de 2022".  

Na representação dos assalariados, os sindicatos - CGT e a SUD-Aérien, nomeadamente - advinham um cenário pior, tendo em conta que parte destes trabalhadores não tendo sequer um vínculo efetivo com as empresas a quem emprestam a mão de obra, argumentam que as estimativas "estariam muito abaixo da realidade porque não têm em conta o destino desses 20 a 30 mil trabalhadores temporários".  

Além dos balcões de check-in e dos técnicos que operam nas pistas, há muito mais num aeroporto. Com o regresso à atividade em câmara lenta, agora agravado pela obrigatoriedade da apresentação dos testes negativos no momento do embarque, as empresas de aluguer de automóveis, os hotéis e os restantes operadores turísticos estão a preparar-se para executar planos sociais em nome da sobrevivência.  

Publicada esta segunda-feira, a reportagem do Le Monde revela um aeroporto praticamente fantasma. Só a empresa de segurança Gibag-SGH pretende dispensar 10% dos trabalhadores. São 18 em 178. 

Na Flybus, 34 dos 96 trabalhadores também foram dispensados. Com o setor da aviação a meio gás e a economia francesa a encolher a cada vaga da pandemia, a expectativa é as 700 a 800 empresas que atuam no Charles de Gaulle lhes sigam os passos.   

 

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