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"Parem de nos matar". Raiva e união em homenagem às vítimas de atentado em bar 'gay'
Mundo 5 2 min. 22.11.2022
Tiroteio nos EUA

"Parem de nos matar". Raiva e união em homenagem às vítimas de atentado em bar 'gay'

Tiroteio nos EUA

"Parem de nos matar". Raiva e união em homenagem às vítimas de atentado em bar 'gay'

Foto: Getty Images via AFP
Mundo 5 2 min. 22.11.2022
Tiroteio nos EUA

"Parem de nos matar". Raiva e união em homenagem às vítimas de atentado em bar 'gay'

Redação
Redação
O atirador, Anderson Lee Aldrich, de 22 anos, foi travado por um militar reformado e uma 'drag queen'. Mais tarde foi preso.

Entre lágrimas, abraços e revolta, várias centenas de pessoas reuniram-se em Colorado Springs, Estados Unidos, para uma vigília pelas vítimas do tiroteio no Club Q, bar da comunidade LGBTQ. 

Várias pessoas discursaram contra o ódio contra a comunidade que já matou tantas pessoas no país. "Não devíamos ter de estar aqui esta noite", disse Allie Porter à multidão. "Não é justo para eles ou para qualquer um de vós. Não devíamos ter de estar aqui. Isto nunca deveria ter acontecido". 

No chão, entre velas e flores, os retratos das cinco pessoas que morreram no tiroteio da noite de sábado. Vinte e cinco pessoas ficaram feridas, pelo menos sete em estado grave, disseram as autoridades.

"Temos o direito de existir"  

"Precisamos de parar este projeto político contra a comunidade LGBTQ", gritou o artista de cabaret Bunny Bee. "As pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e queer na América continuam a enfrentar discriminação na sua vida quotidiana devido a estes projetos políticos anti-gay, anti-LGBTQ", continuou Bee. "Temos de continuar a combater o ódio e os políticos que estão a pôr em perigo vidas nesta comunidade". 

A intolerância deve acabar, disse Jimmy Gomez-Beisch, também artista. "Parem de nos matar. A violência deve simplesmente cessar. O ódio tem de parar. Temos de nos unir como seres humanos". Várias pessoas falaram de como tinham encontrado o apoio de que necessitavam para se sentirem confortáveis com a sua identidade dentro da comunidade LGBTQ em Colorado Springs, e especialmente no Club Q. 

"Quero que todos aqui se lembrem que são amados", disse um jovem rapaz chamado Cole. "Vocês são protegidos, não são rejeitados". 

"Aqui estamos em casa. Temos o direito de existir". Bunnie Phantom, uma artista de piercings de 25 anos, assegurou à AFP que a comunidade é suficientemente forte para superar o horror de um tiroteio. "Estou tão feliz por todos se terem unido", disse. "Ver toda a gente aqui, ter o apoio e a imagem da comunidade (...) significa tudo para mim." Bunnie diz que voltará ao Club Q quando este reabrir, "só para o apoiar e só porque me sinto segura lá". E acrescenta: "Não me vou esconder por causa do que aconteceu".  

O clube estava cheio e a comunidade celebrava o Dia da Memória Transgénero, dedicado às vítimas de violência transfóbica, celebrado mundialmente a 20 de novembro.   

O atirador, Anderson Lee Aldrich, de 22 anos, foi travado por um militar reformado e uma drag queen e, mais tarde, foi preso. Aldrich enfrenta cinco acusações de homicídio e cinco acusações de crime motivado por preconceito que causou lesões corporais, de acordo com registos judiciais conhecidos esta terça-feira.

O ataque ocorreu seis anos após o pior tiroteio em massa da comunidade LGBTQ nos EUA, quando um afegão-americano matou 49 pessoas numa discoteca gay em Orlando, Florida.   

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