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Papa defende que “violência é uma derrota para todos”
Mundo 17.10.2021
Vaticano

Papa defende que “violência é uma derrota para todos”

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Papa defende que “violência é uma derrota para todos”

Foto: AFP
Mundo 17.10.2021
Vaticano

Papa defende que “violência é uma derrota para todos”

Lusa
Lusa
O Papa Francisco defendeu este domingo que a “violência é uma derrota para todos” e alertou que "a busca do prestígio pessoal”, mesmo que “disfarçada de boas ações”, pode tornar-se uma “doença do espírito”, noticia a Efe.

"Peço, por favor, que abandonemos o caminho da violência, que é sempre um perdedor e uma derrota para todos (…) Lembremo-nos de que a violência gera violência”, disse Francisco, este domingo no final da oração do Angelus, na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano, em Roma, citado pela Efe.

"Na semana passada houve vários ataques, por exemplo na Noruega, Afeganistão, Inglaterra, que causaram muitos mortos e feridos", lembrou o sumo pontífice, que expressou "proximidade com as famílias das vítimas".


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Francisco sublinhou que nestes momentos para os cristãos “é necessário adaptar a forma de comunicar a mensagem às línguas contemporâneas” para que o Evangelho seja anunciado.

Francisco referia-se ao ataque de quarta-feira na cidade norueguesa de Kongsberg, quando um homem armado com um arco e flechas matou cinco pessoas, ao atentado suicida contra uma mesquita xiita no sul do Afeganistão, que causou pelo menos 60 mortes, e ao assassínio do deputado conservador britânico David Amess, na sexta-feira, quando estava a reunido com eleitores do seu círculo eleitoral, no leste de Inglaterra.

Durante a oração do Angelus, Francisco alertou ainda que “a busca do prestígio pessoal pode tornar-se uma doença do espírito, mesmo disfarçada por detrás de boas intenções”, uma “lógica mundana” de viver da qual a Igreja Católica, salientou, não está livre.

“Isto acontece, por exemplo, quando, por detrás do bem que fazemos e pregamos, realmente só procuramos a nós próprios e a nossa afirmação”, afirmou.

“Esta lógica mundana de viver todas as coisas mesmo as relações, para alimentar a nossa ambição, para escalar os degraus do sucesso, para alcançar lugares importantes (…) que se vê também na Igreja, opõe-se à de subir acima dos outros, descer do pedestal para os servir, em vez de emergir acima dos outros, imergir-se na vida dos outros", defendeu.

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