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Papa critica as deficiências nos sistemas de saúde expostas pela pandemia
Mundo 12.01.2021

Papa critica as deficiências nos sistemas de saúde expostas pela pandemia

Papa critica as deficiências nos sistemas de saúde expostas pela pandemia

Foto: AFP
Mundo 12.01.2021

Papa critica as deficiências nos sistemas de saúde expostas pela pandemia

Lusa
Lusa
O Papa Francisco disse esta terça-feira que a pandemia do coronavírus evidenciou inúmeras deficiências nos sistemas de saúde e no atendimento aos doentes e alertou que "a saúde é um bem comum primário".

Na sua mensagem para o 29.º Dia Mundial do Doente (11 de fevereiro), divulgada hoje pelo Vaticano, o Papa recorda as vítimas da pandemia, especialmente "os mais pobres e marginalizados", aos quais garantiu a sua proximidade espiritual e o "afeto da Igreja".

“A atual pandemia trouxe à tona inúmeras deficiências nos sistemas de saúde e deficiências no atendimento aos doentes. Os idosos, os mais fracos e os mais vulneráveis nem sempre têm acesso garantido ao tratamento e nem sempre esse acesso é equitativo ", frisou Jorge Bergoglio.

“Depende de decisões políticas, da forma de gerir os recursos e do empenho dos responsáveis. Investir recursos na atenção aos enfermos é uma prioridade ligada a um princípio: a saúde é um bem comum primária ", acrescentou.


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"Na próxima semana começaremos a fazê-lo aqui [no Vaticano] e marquei a minha vez. Temos de o fazer”, declarou hoje o Sumo Pontífice.

Na sua mensagem, o Papa também elogiou, como já fez noutras ocasiões, a “dedicação e generosidade” demonstrada nestes meses por profissionais da área da saúde, mas também por religiosos e padres que, “com profissionalismo, abnegação, sentido de responsabilidade e amor ajudaram, cuidaram, consolaram e serviram tantos doentes e suas famílias”.

O Papa também lamentou que quando uma pessoa está doente, muitas vezes "a incerteza, o medo e às vezes o desânimo tomam conta da mente e do coração" e deixa-o "numa situação de desamparo".

“A doença sempre tem um rosto: tem o rosto de cada doente, também daqueles que se sentem ignorados, excluídos, vítimas de injustiças sociais que negam os seus direitos fundamentais”, defendeu.

Por fim, sublinhou que “uma sociedade é tanto mais humana quanto mais sabe cuidar dos seus membros fragilizados e sofredores e sabe fazê-lo com eficácia, animada pelo amor fraterno”.

“Caminhemos rumo a este objetivo, garantindo que ninguém fique só, que ninguém se sinta excluído ou abandonado”, concluiu.

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