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Papa alerta para "indiferença" pelo próximo que marca a sociedade contemporânea
Mundo 2 min. 01.12.2019

Papa alerta para "indiferença" pelo próximo que marca a sociedade contemporânea

Papa alerta para "indiferença" pelo próximo que marca a sociedade contemporânea

Foto: AFP
Mundo 2 min. 01.12.2019

Papa alerta para "indiferença" pelo próximo que marca a sociedade contemporânea

A Igreja Católica celebra este domingo o início do advento, primeiro tempo litúrgico do novo ano do calendário celebrativo católico.

O papa Francisco alertou hoje para a “indiferença” perante o próximo que marca a sociedade contemporânea, convidado os fieis a preparar o Natal dando atenção às pessoas com necessidades.

“Vigilância significa, concretamente, estar atento ao próximo em dificuldade, ser interpelado pelas suas necessidades, sem esperar que ele nos peça ajuda, mas aprender a prevenir, a antecipar, como Deus faz sempre connosco”, disse Francisco, assinalando o início do Advento.

Da janela do apartamento pontifício, onde presidiu ao ângelus perante os milhares de pessoas que o acompanharam na Praça de São Pedro, Francisco advertiu para os riscos da “indiferença e vaidade” que levam à “incapacidade de estabelecer relações genuinamente humanas, de cuidar do irmão solitário, abandonado ou doente”.

A Igreja Católica celebra este domingo o início do advento, primeiro tempo litúrgico do novo ano do calendário celebrativo católico.

O pontífice convidou ainda os católicos a ter uma “visão de fé e esperança” sobre todos os acontecimentos da sua vida, com uma “atitude de peregrinação, de caminho em direção a Cristo, o significado e o fim da história”.

O papa Francisco disse também que segue com “preocupação” a situação no Iraque, onde a repressão dos protestos contra o governo, nos últimos dias, causou dezenas de vítimas.

“Rezo pelos mortos e feridos. Estou próximo das suas famílias e de todo o povo iraquiano, invocando a Deus a paz e a concórdia”, declarou.

Depois de, na quarta-feira, manifestantes terem irrompido pelo consulado iraniano de Najaf, uma cidade no sul do Iraque de maioria xiita, houve uma escalada de violência que foi condenada pelas principais autoridades desse ramo da religião muçulmana e pelos líderes políticos, tendo culminado na renúncia do primeiro-ministro.

Desde 01 de outubro que dezenas de milhares de manifestantes iraquianos tomaram as ruas, indignados com o que consideram ser a corrupção generalizada, a falta de oportunidades de emprego e os fracos serviços básicos, apesar da riqueza em petróleo do país.

As manifestações de protesto têm ocorrido, sobretudo, nas praças Tahrir e Khilani, na capital iraquiana, e nas províncias predominantemente xiitas do sul, contando com uma dura repressão das forças de segurança iraquianas.

Além dos perto de 400 mortos, fontes médicas e de segurança dão conta de cerca de 15.000 feridos, na sua maioria manifestantes.

Lusa