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Papa aceitou a renúncia do arcebispo de Paris. Foi acusado de ter mantido relação com uma mulher
Mundo 02.12.2021
Igreja Católica

Papa aceitou a renúncia do arcebispo de Paris. Foi acusado de ter mantido relação com uma mulher

No final de novembro, o bispo Aupetit entregou a sua demissão ao Papa após ser acusado pela imprensa de ter mantido um relacionamento íntimo com uma mulher, apesar de ter negado o caso categoricamente.
Igreja Católica

Papa aceitou a renúncia do arcebispo de Paris. Foi acusado de ter mantido relação com uma mulher

No final de novembro, o bispo Aupetit entregou a sua demissão ao Papa após ser acusado pela imprensa de ter mantido um relacionamento íntimo com uma mulher, apesar de ter negado o caso categoricamente.
Foto: EPA
Mundo 02.12.2021
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Papa aceitou a renúncia do arcebispo de Paris. Foi acusado de ter mantido relação com uma mulher

Lusa
Lusa
Nomeado arcebispo de Paris em 2017, monsenhor Aupetit teve em 2012 “um comportamento ambíguo com uma pessoa muito próxima a si”, admitiu a diocese de Paris.

O Papa Francisco aceitou a demissão do arcebispo de Paris, monsenhor Michel Aupetit, anunciou esta quinta-feira o Vaticano num comunicado, acrescentando que o bispo Georges Pontier foi nomeado como o novo responsável pela diocese de Paris.

“O Papa aceitou a demissão (…) apresentada pelo bispo Michel Aupetit e, ao mesmo tempo, nomeou o bispo Georges Pontier como administrador apostólico” da arquidiocese de Paris, disse o Vaticano.

No final de novembro, o bispo Aupetit entregou a sua demissão ao Papa após ser acusado pela imprensa de ter mantido um relacionamento íntimo com uma mulher, apesar de ter negado o caso categoricamente.

Georges Pontier, arcebispo emérito de Marselha, nomeado para o cargo

Num outro comunicado à imprensa, a Conferência dos Bispos de França confirmou a decisão do Papa, que foi comunicada pela nunciatura apostólica francesa (embaixada do Vaticano em França), bem como a nomeação de Georges Pontier, arcebispo emérito de Marselha, para o cargo de administrador apostólico da diocese Paris.

Nomeado arcebispo de Paris em 2017, monsenhor Aupetit, 70 anos, teve em 2012 “um comportamento ambíguo com uma pessoa muito próxima a si”, admitiu a diocese de Paris.

"Não foi uma relação amorosa" ou uma "relação sexual", garantiu a diocese de Paris à agência France-Presse, acrescentando que o arcebispo falou do assunto com a sua "hierarquia na época".

 Aupetit é conhecido pelas suas posições rígidas sobre a família e a bioética 

Michel Aupetit foi promovido a bispo auxiliar em 2013 e, apenas um ano depois, passou a ser o responsável pela diocese de Nanterre. Passados mais três anos e meio, em 2017, foi nomeado arcebispo de Paris.

Aupetit, que teve que lidar com o incêndio de Notre-Dame de Paris em 2019, é conhecido pelas suas posições rígidas sobre a família e a bioética, tendo apoiado as "marchas pela vida" hostis ao aborto. Também assumiu posições severas em relação aos homossexuais em 2012, durante os debates sobre o "casamento para todos".

O novo arcebispo de Paris, Georges Pontier, 78 anos, já foi presidente da Conferência Episcopal Francesa entre 2013 e 2019.

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