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Pacto Verde foi aprovado pelos governos europeus
Mundo 2 min. 13.12.2019

Pacto Verde foi aprovado pelos governos europeus

Pacto Verde foi aprovado pelos governos europeus

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Mundo 2 min. 13.12.2019

Pacto Verde foi aprovado pelos governos europeus

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
A Polónia pede mais tempo e dinheiro para atingir a neutralidade carbónica em 2050 e a energia nuclear continuará a fazer parte dos pacotes energéticos de alguns países.

O Pacto Ecológico Europeu (PEE) foi hoje aprovado pelos chefes de governo da União Europeia, mas sem o compromisso da Polónia de atingir a neutralidade carbónica em 2050. 

O PEE é o grande projeto económico da nova Comissão Europeia para os próximos cinco anos, mas o teste fundamental estava por fazer: o de saber se os vários países da UE reunidos ontem e hoje iam aprovar ou não. 

Em duas ocasiões anteriores, a República Checa, a Hungria e a Polónia vetaram a pretensão da comissão Juncker de chegar a ‘net zero’ em 2050 e não havia certezas de que o plano ambicioso de Ursula von der Leyen (apresentado quarta-feira) passasse.

E foi como forma de pressão que 27 elementos do Greenpeace escalaram ontem de manhã o edifício do Conselho Europeu, em Bruxelas, e desembrulharam um cartaz gigante chamando a atenção para a emergência climática, tendo surpreendentemente iludido a segurança, numa zona que fica de acesso bloqueado a transeuntes desde cedo.

Hoje de madrugada, Charles Michel - o belga que é o atual Presidente do Conselho Europeu - pôde congratular-se com o desfecho da reunião de chefes de governo: o Green New Deal tem luz verde. É para avançar, embora um dos estados membros vá apanhar o comboio mais tarde.

A declaração final da reunião que entrou pela madrugada contou com uma adenda: “Um Estado membro, nesta altura, não pode comprometer-se a implementar este objetivo”. 

Ou seja, a Polónia não está contra a reconversão económica verde da UE, precisa apenas de mais tempo, e também de mais fundos, para fazer a transição energética para energias renováveis. O primeiro ministro Mateusz Morawiecki garantiu que a Polónia “chegará lá ao seu próprio ritmo”, fazendo depender a decisão de atingir a neutralidade carbónica em 2050 dos fundos que poderão ser alocados a este país dependente do carvão. 

O Mecanismo da Transição Justa, que engloba um pacote de 100 biliões de euros será divulgado em janeiro e é a partir daí que a Polónia lutará por uma parcela que convença o país a abandonar o carvão.

A República Checa e a Hungria, tinham ameaçado não aceitar o PEE, mas tendo-lhes sido garantido que poderiam escolher as tecnologias que quisessem para assegurar a transição energética dos combustíveis fósseis para as tecnologias não poluentes, assinaram o acordo. 

Em causa, estava sobretudo a aceitação do nuclear como parte da solução. Nas conclusões admite-se que “alguns estados membro indicaram que usam energia nuclear como componente do seu pacote energético nacional”.

No Conselho Europeu de Junho de 2020 a adesão da Polónia às metas europeias será de novo avaliada.