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Os eurodeputados do Luxemburgo e Portugal são os mais influentes
Mundo 3 min. 16.10.2020

Os eurodeputados do Luxemburgo e Portugal são os mais influentes

Os eurodeputados do Luxemburgo e Portugal são os mais influentes

Foto: AFP
Mundo 3 min. 16.10.2020

Os eurodeputados do Luxemburgo e Portugal são os mais influentes

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Um estudo onde se faz o per capita da influência política coloca os dois países no topo da lista.

As delegações de Portugal e do Luxemburgo são as mais influentes no Parlamento Europeu, tendo em conta o seu peso relativo dentro deste órgão legislativo. As conclusões estão contidas no estudo anual Índice de Influência relativo a 2020 publicado esta semana pelo VoteWatchEurope (uma entidade independente que avalia o trabalho do Parlamento Europeu).

Em termos absolutos, são os 96 eurodeputados alemães os que têm um maior impacto, e são os que mais influenciam debates, dossiês e legislação. Uma conclusão óbvia, refere o estudo, porque “afinal de contas, a delegação alemã representa mais de 80 milhões de pessoas”.

Mas pondo as delegações em pé de igualdade, isto é, de acordo com a percentagem populacional que representam no total dos cerca de 450 milhões de cidadãos da União Europeia, são os pequenos Portugal (com 10 milhões de habitantes), Luxemburgo (com 600 mil) e Finlândia (com 5 milhões) os que levam a taça. Colocar as representações de acordo com o seu tamanho dentro da União Europeia é uma maneira de lhes fazer justiça e pôr as coisas em perspetiva, consideram os relatores do estudo.

Um português é o sétimo em 705 eurodeputados

Nesta avaliação, refere-se que os eurodeputados portugueses “subiram incrivelmente desde o anterior relatório”. E a maior explicação para o facto é que Portugal tem um número elevado de relatores-sombra em muitos dossiês legislativos importantes. “Curiosamente, mais do que em qualquer outro Estado-membro, estas tarefas legislativas estão distribuídas de forma bastante equitativa, o que dá uma noção da solidez global da delegação”.

No que diz respeito às avaliações sectoriais (ambiente, saúde, finanças, etc.), o estudo conclui que Portugal tem na área da saúde, a segunda deputada politicamente mais influente, a eurodeputada Sara Cerdas, inscrita no grupo Socialistas&Democratas. Médica de formação, Sara Cerdas, de 31 anos tem-se destacado num momento em que as questões sanitárias são de extrema relevância.

A influência política dos portugueses no hemiciclo europeu é também avaliada pelo facto de no ranking dos 100 eurodeputados mais influentes, o português José Manuel Fernandes, do grupo PPE, ser o sétimo deputado. Entre outras proezas, o VoteWatchEurope atribui-lhe o facto de ter um papel de liderança no dossiê dos recursos próprios. Este dossiê, ainda em fase de negociação política no Conselho Europeu, é fundamental para a aprovação do pacote de recuperação pós covid-19, de 750 mil milhões de euros. Para o próprio presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, os recursos próprios - ou seja, os impostos que a União Europeia irá cobrar diretamente – determinarão a sobrevivência da EU.

Os eurodeputados portugueses que mais se destacam, além de José Manuel Fernandes, são Pedro Silva Pereira, dos Socialistas e Democratas, e um dos vice-presidentes do Parlamento Europeu, e Paulo Rangel do PPE.

 Xavier Bettel, hoje, à saída da cimeira europeia onde se discutiu o Brexit
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Foto: AFP

Luxemburgo

A avaliação do Índice de Influência refere que o facto de os deputados do Luxembrugo pertencerem aos maiores grupos no PE influencia o seu peso dentro da instituição. Mas, diz o estudo, “parece que os políticos luxemburgueses são especialmente eficazes a criar pontes dentro dos grupos”. O que, de acordo com o relatório, explica porque apesar de não estarem numa grande delegação, “50% dos eurodeputados luxemburgueses sejam coordenadores, incluindo dentro do poderoso Comité do Comércio Internacional, no qual Christophe Hansen é coordenador)”. Os eurodeputados luxemburgueses mais influentes são Charles Goerens, do Renew Europe, Christophe Hansen, do Partido Popular Europeu, e Tilly Metz, dos Verdes.

 No fundo da tabela dos países menos influentes nas políticas europeias encontram-se a Croácia, a Eslovénia e a Eslováquia e o Chipre. Curiosamente, a Itália é o 23º país mais influente (entre os 27) apesar de ser um dos países fundadores da União Europeia.

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