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Os coletes amarelos voltam a sair às ruas e governo fala de "golpe de Estado"
Mundo 2 min. 16.02.2019

Os coletes amarelos voltam a sair às ruas e governo fala de "golpe de Estado"

Os coletes amarelos voltam a sair às ruas e governo fala de "golpe de Estado"

Foto: AFP
Mundo 2 min. 16.02.2019

Os coletes amarelos voltam a sair às ruas e governo fala de "golpe de Estado"

Os manifestantes vão na sua 14ª mobilização nacional, a expectativa vai ser como vão reagir depois das primeiras prováveis condenações judiciais a membros influentes do movimento e sob um aumento das declarações agressivas do governo ao movimento.

 O movimento dos “coletes amarelos” efetua hoje em França o 14.º sábado de mobilização nacional contra o aumento dos combustíveis, por uma taxação mais justa e contra a queda do poder de compra.

Os protestos, iniciados a 17 de novembro de 2018, têm sido marcados por atos violentos de destruição de bens públicos e privados, sobretudo na capital francesa.

A polícia francesa deteve desde o primeiro grande protesto, a 17 de novembro de 2018, cerca de 8.400 pessoas, nos quais quase 1.300 agentes e bombeiros ficaram feridos, revelou quinta-feira o ministro do Interior francês, Christophe Castaner.

Do total de detidos desde o primeiro grande protesto, 1.800 foram condenados, dos quais 316 a penas de prisão, e há 1.300 casos ainda por julgar. Muitos foram apenas identificados e depois libertados.

O ministro culpou "pequenos grupos movidos pelo ódio" de atos violentos, e opôs-se a qualquer amnistia, como pedem alguns dos porta-vozes dos “coletes amarelos” e partidos da oposição.

Recorde-se que a procuradoria pediu na passada sexta-feira um mês de prisão contra um destacado membro dos coletes amarelos, Eric Drouet, por alegada "organização de manifestação não autorizada". 

Na quinta-feira o ministro do Interior, Christophe Castaner, denunciou, na sua conta de Twitter, uma alegada tentativa de "golpe de Estado" dos coletes amarelos, com base em declarações filmadas com câmara oculta, de um destacado colete amarelo, Chritophe Chalençon, que foi um dos protagonistas de um encontro entre ativistas do movimento com membros do governo italiano. 

Nessas declarações filmadas, Chalençon falava de ex-militares e paramilitares dispostos a derrubar o governo francês.

Depois de três meses de contestação, o apoio dos franceses às reivindicações e ações dos coletes amarelos é hoje mais baixo, pela primeira vez a maioria dos franceses, 56%, segundo uma sondagem da Elabe divulgada na terça-feira passada, é contra as ações do movimento deste movimento de protesto.


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