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Dossier

Opinião

Artigos de opinião, crónicas, editoriais da Redacção, e as tribunas "Na Rua da Grande Cidade" de Hugo Guedes, e "Avenida de Liberdade", de Sérgio Ferreira Borges.

EDITORIAL: Os indiferentes

A guerra civil na Síria já matou mais de 350 mil pessoas e causou milhões de desalojados. Agora, os bombardeamentos da aviação governamental estão a vitimar centenas de homens, mulheres e crianças em Ghouta.
 “Elina Fraga vai arder em lume muito brando, ao longo de muito tempo, chamuscando Rui Rio.”

Avenida da Liberdade: As aflições de Rui Rio

 “Elina Fraga vai arder em lume muito brando, ao longo de muito tempo, chamuscando Rui Rio.”
Com a eleição de Rui Rio, o PSD resolveu um problema, mas parece ter arranjado outros, na Comissão Política e no Grupo Parlamentar. O líder passa por momentos difíceis.

Na Rua da Grande Cidade: Um vício difícil de largar

“O Facebook é considerada a sexta companhia mais detestada dos EUA, logo a seguir à McDonald’s (num universo de milhares de marcas).”

EDITORIAL: Nunca desistir

Amanhã assinala-se o Dia Internacional da Criança com Cancro. Todas as crianças que sofrem no mundo, tal como os adultos, precisam de saber: o apoio próximo é determinante para que nunca se desista, apesar de a luta ser desigual.

Não à discriminação

Habitação, educação, emprego, política, desporto – as demonstrações de dificuldade em aceitar o outro como igual estão um pouco por todo o lado.
Corinne Cahen, ministra da Família e Integração, entrega certificado de participação de curso cívico a um imigrante.

EDITORIAL: Simplificar a integração

Corinne Cahen, ministra da Família e Integração, entrega certificado de participação de curso cívico a um imigrante.
Uma política de acolhimento e integração da diversidade é aquela em que ninguém fica para trás por qualquer tipo de diferenciação.

OPINIÃO: Ativos e passivos

Lendo uma publicação, fiquei a saber que a Fundação Gulbenkian pretende alienar a sua empresa de exploração petrolífera. A Partex foi sempre a grande financiadora da fundação a que Portugal tanto deve. E os números não eram pequenos. Basta dizer que, nos anos 60, o orçamento da Gulbenkian superava o do Estado português que, já nessa altura, tinha de alimentar três frentes de guerra.
(L-R) Horst Seehofer, leader of the conservative Christian Social Union (CSU), German Chancellor Angela Merkel, leader of the conservative Christian Democratic Union (CDU), and Martin Schulz, leader of the social democratic SPD party, pose at the end of a press conference in Berlin on February 7, 2018, after conservatives and the Social Democrats sealed a deal on a new coalition, as media reported, potentially ending four months of political standstill in Europe's top economy. / AFP PHOTO / Tobias SCHWARZ / ALTERNATIVE CROP

OPINIÃO: Onde estamos agora

(L-R) Horst Seehofer, leader of the conservative Christian Social Union (CSU), German Chancellor Angela Merkel, leader of the conservative Christian Democratic Union (CDU), and Martin Schulz, leader of the social democratic SPD party, pose at the end of a press conference in Berlin on February 7, 2018, after conservatives and the Social Democrats sealed a deal on a new coalition, as media reported, potentially ending four months of political standstill in Europe's top economy. / AFP PHOTO / Tobias SCHWARZ / ALTERNATIVE CROP
“Do ponto de vista da UE, a grande coligação soa prometedora.”

EDITORIAL: Desejos por concretizar

Se, para vários países europeus, 2018 poderá marcar o fim de uma década de crise, para o Luxemburgo não se preveem mudanças substanciais. Os problemas aqui são outros…

OPINIÃO: Um golo na própria baliza

O ano de 2017 não podia ter terminado de pior maneira para o futebol português, com suspeitas de corrupção sobre os principais intérpretes do espetáculo: os jogadores.
(L-R) Horst Seehofer, leader of the conservative Christian Social Union (CSU), German Chancellor Angela Merkel, leader of the conservative Christian Democratic Union (CDU), and Martin Schulz, leader of the social democratic SPD party, pose at the end of a press conference in Berlin on February 7, 2018, after conservatives and the Social Democrats sealed a deal on a new coalition, as media reported, potentially ending four months of political standstill in Europe's top economy. / AFP PHOTO / Tobias SCHWARZ / ALTERNATIVE CROP

OPINIÃO: Onde estamos agora

(L-R) Horst Seehofer, leader of the conservative Christian Social Union (CSU), German Chancellor Angela Merkel, leader of the conservative Christian Democratic Union (CDU), and Martin Schulz, leader of the social democratic SPD party, pose at the end of a press conference in Berlin on February 7, 2018, after conservatives and the Social Democrats sealed a deal on a new coalition, as media reported, potentially ending four months of political standstill in Europe's top economy. / AFP PHOTO / Tobias SCHWARZ / ALTERNATIVE CROP
“Do ponto de vista da UE, a grande coligação soa prometedora.”
Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa.

EDITORIAL: Estadode (des)graça

Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa.
"Um ano particularmente saboroso", para António Costa, "um peso enorme de consciência" para Marcelo Rebelo de Sousa.

OPINIÃO: Entre o bom e o péssimo

Numa eventual guerra nuclear, todos seremos vencidos, com custos e consequências incalculáveis.

OPINIÃO: A década perdida

Na última década a Bulgária perdeu quase 10% da sua população. Entre os que saíram, é comum dizer-se, meio a brincar meio a sério, que em vez da Bulgária a governar a Europa, seria bem mais útil o contrário.

EDITORIAL: Quero um gorro cor-de-laranja

Desde 2010, decorre uma campanha, intitulada “Gitt siichtbar” (“torna-te visível”), com o objetivo de sensibilizar os peões a utilizarem roupas com refletores durante as estações do outono e do inverno.
Paula Brito e Costa.

OPINIÃO: O escândalo da Raríssimas

Paula Brito e Costa.
O escândalo da Raríssimas abanou o país durante a última semana e até o próprio Governo, com a demissão do secretário de Estado da Saúde. Pode dizer-se que se criou um alarme social em relação a todas as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), sustentadas por muitos milhões, dados pelo Estado.
Internet cables

OPINIÃO: O caixão da democracia ganha mais um prego

Internet cables
A Google ou a Netflix vão pagar à Vodafone para não ficarem mais lentos; e nós vamos deixar de ter controlo sobre a velocidade a que vamos aceder a outros sítios que não queiram pagar às diferentes telecoms.

EDITORIAL: Já só falta quase tudo

Obrigado a reduzir as emissões de dióxido de carbono e com base no relatório apresentado pelo economista Jeremy Rifkin, intitulado “A terceira revolução industrial no Luxemburgo”, o governo luxemburguês decidiu em novembro de 2016 tomar medidas para uma diminuição gradual do chamado “turismo dos combustíveis”.

OPINIÃO: Santana e Rio

Ambos têm atacado o Governo de António Costa, mas nenhum parece ter uma estratégia própria.

OPINIÃO: Pensamento fresquinho

“Vai e grita aos ouvidos de Jerusalém”, lê-se na Bíblia. Sendo o local onde se originou a religião cristã, é natural que a cidade ali figure proeminentemente. E então Trump foi e gritou.
Mário Centeno.

EDITORIAL: Ponto final ou vírgula?

Mário Centeno.
A necessidade de avançar com várias reformas económicas e monetárias, incluindo a da própria governança da Zona Euro, vai obrigar Mário Centeno a efetuar alianças fortes.

Errado, parcial e incompleto

Sou orgulhosamente português e europeu (não necessariamente por esta ordem) e como tal desejo sempre o melhor para ambos, desejo esse fácil de conciliar – algo de bom para a Europa é também algo de bom para Portugal, e vice-versa. Mas nem sempre. Há minutos aconteceu uma dessas divergências.

OPINIÃO: Um bloco de interesses sem interesse nenhum

A dois anos de distância das eleições legislativas, multiplicam-se os comentários e previsões sobre a futura solução governativa. E há muita gente que deseja a reinvenção de um bloco central, para afastar a influência do PCP e do Bloco de Esquerda da esfera governativa.

EDITORIAL: Não perder o terceiro comboio

Quando em finais do século XVIII, em Inglaterra, as máquinas começaram a substituir o homem em muitas das suas tarefas, temeu-se pelo emprego e pela economia em geral.
Bernie Madoff em 2009.

OPINIÃO: Mentiras, mentiras e mais mentiras

Bernie Madoff em 2009.
“Voltamos a descobrir que as regras são só para nós, os papalvos, porque para os poderosos e super-ricos elas não se aplicam.”

OPINIÃO: Bárbara e Carrilho

Um ex-ministro da Cultura foi condenado a quatro anos e meio de prisão, com pena suspensa, pelo crime de violência doméstica. Aquela que o tribunal considerou vítima é uma apresentadora de televisão.

EDITORIAL: Mong Kok, Lisboa e Luxemburgo

Mesmo em 2060, com uma população de cerca de um milhão de habitantes, o Luxemburgo teria uma densidade populacional inferior à de Lisboa.

OPINIÃO: Marcelo e Costa

As relações entre o Presidente da República e o Governo estão diferentes. Foram chamuscadas pelos incêndios, mas não existe qualquer conflito entre os dois órgãos de soberania.

OPINIÃO: #ElaTambém

E de repente, as redes sociais começaram a ver-se inundadas por declarações enigmáticas: “MeToo” (eu também) ou “BalanceTonPorc” (denuncia o teu porco).

EDITORIAL: Se está na Bíblia…

Na sua argumentação, o juiz citou a Bíblia, lembrando que “ainda não foi há muito tempo que a lei penal [de 1886] punia com uma pena pouco mais que simbólica o homem que, achando a sua mulher em adultério, nesse ato a matasse”.

OPINIÃO: Matar a mensageira

O texto escrito há dez dias pela jornalista maltesa que investiga o caso Panama Papers, Daphne Caruana Galizia, no seu popular blogue mostrava o seu estilo direto, cortante, fraturante. Depois de publicar o texto, saiu de casa ao volante do seu carro e alguém acionou por controlo remoto uma bomba.

OPINIÃO: Contra a humanidade e a natureza

No último fim de semana, percorri algumas das zonas devastadas pelos incêndios. Fui de Mortágua a Tondela, passando por Santa Comba Dão e São Pedro do Sul. Gostava que a vida me poupasse a outro espetáculo semelhante.

EDITORIAL: País rico de gente pobre

O cálculo utilizado pelo organismo nacional de estatística, Statec, para estabelecer o limiar da pobreza é feito com base numa percentagem (60%) do salário médio nacional, o equivalente a 1.990 euros.

OPINIÃO: Horror!

O horror de julho repetiu-se em outubro, superando as expectativas mais pessimistas. Outra vez o calor, com muito vento, humidade baixíssima e um Estado incapaz de prevenir e combater incêndios.
A ministra da Administração Interna demissionária, Constança Urbano de Sousa, e o primeiro-ministro António Costa

OPINIÃO: O Estado falhado

A ministra da Administração Interna demissionária, Constança Urbano de Sousa, e o primeiro-ministro António Costa
Este domingo estivemos outra vez em guerra contra o fogo – e desde Lisboa, a ministra (ir)responsável lembrou-nos que não foi de férias.

EDITORIAL: Coisas de gente rica

Em finais dos anos noventa, no Grund, em pleno coração da capital, comprava-se casa por menos de 300 mil euros. As mesmas que hoje, 20 anos depois, valem o triplo.
Pedro Passos Coelho

OPINIÃO: A derrota anunciada

Pedro Passos Coelho
"Foi a pior derrota de sempre do partido laranja"
Carles Puigdemont, presidente do governo catalão

OPINIÃO: De que lado estás, Europa?

Carles Puigdemont, presidente do governo catalão
"Ilegal é a violência, incluindo a da polícia de choque".

EDITORIAL: Patinho bonito ao sol

Não fossem os incêndios, 2017 seria uma ano para recordar. Mais crescimento económico, mais emprego e menos défice num país que nunca esteve tanto na moda.

OPINIÃO: Os sobressaltos de Angela

"Esta vitória de Merkel tem muitas zonas de sombra"
Luís Montenegro

Opinião: Autárquicas e não só

Luís Montenegro
"Luís Montenegro pode ser o candidato da continuidade"

Editorial: Vacina anti-crise

Demasiados jovens continuam a ser “orientados” para o ensino técnico pelos pais e pelos professores, muitas vezes em detrimento dos seus sonhos e aptidões, sob o pretexto de terem um emprego assegurado.

Opinião: Nem lixo, nem luxo!

A agência de rating Standard & Poor’s retirou a dívida pública portuguesa da categoria de “lixo”, onde estava mergulhada desde 2012. Espera-se agora que as duas congéneres, Moody’s e Fitch, sigam o mesmo caminho.
Jean-Claude Juncke

Opinião: Discurso para inglês ouvir

Jean-Claude Juncke
“Raramente existe amor sem dor”. Foi com esta frase quase camiliana que Jean-Claude Juncker definiu a sua relação pessoal com a construção europeia – para a qual afirmou “sempre ter vivido e trabalhado sem nunca ter perdido o amor pela Europa, nem nas horas mais dolorosas”.

Editorial: Cuecas públicas

Numa época em que tanto se fala de privacidade, sobretudo devido à exposição trazida pela internet e exponenciada pelas redes sociais e pelo acesso facilitado a dados privados, parece incrível que estejamos ainda à mercê de uma lei com 35 anos.

OPINIÃO: Privatizar a democracia

Um debate político entre os candidatos do DP, LSAP, CSV e Verdes à autarquia da cidade do Luxemburgo foi organizado por um influente grupo de comunicação social. Embora os temas discutidos sejam eminentemente públicos, e as “estrelas” participantes estivessem ali na qualidade de candidatos a cargos públicos, a entrada custava 250 euros.

OPINIÃO: Guerra de nervos

A crise na península da Coreia parece ser o prenúncio de uma guerra nuclear. Se acontecer, terá consequências trágicas para todo o mundo e ninguém sabe qual é a causa.

EDITORIAL: A fatura dos imigrantes

“Mais de metade do eleitorado trabnão mudar, vão ser sempre os mesmos a pagar a fatura.” alha na Função Pública. São estes que escolhem quem governa o país e enquanto isto não mudar, vão ser sempre os mesmos a pagar a fatura.”

OPINIÃO: As férias de uns e a ganância dos outros

Os portugueses que trabalham no estrangeiro estão a chegar a Portugal, para gozo de férias. Vão ser bem recebidos? Talvez sim, mas não tanto quanto mereciam.

OPINIÃO: Falsos impolutos

Que azar. Logo na altura em que o cérebro de cada um de nós está muito mais focado em areia, mar e gelados do que em problemas económicos, é que se descobre a ponta de um icebergue potencialmente gigantesco que levanta questões tão desconfortáveis como importantes.

Avenida da Liberdade: A aritmética de Santana

À hora a que esta edição chegar às mãos dos leitores, já Pedro Santana Lopes terá entregue, no Tribunal Constitucional, mais de 7.500 assinaturas que vão legalizar o seu novo partido, o Aliança.
O que resta do Museu Nacional do Brasil, em Rio de Janeiro.

Na Rua da Grande Cidade: O suicídio da memória

O que resta do Museu Nacional do Brasil, em Rio de Janeiro.
" A memória brasiliera, desprezada e abandonada, suicidou-se."

Avenida da Liberdade: Europa e esperança

Os portugueses, tal como todos os cidadãos do mundo, precisam de esperança. Mas ela escasseia, por culpa exclusiva da política que se revela incapaz de resolver os problemas das sociedades.
Costa algarvia

Na Rua da Grande Cidade: Arruinar o que resta do Algarve

Costa algarvia
Tabasco é um dos Estados que compõem o México – situa-se no sudoeste deste grande país da América do Norte, sobre o golfo, virado para as Caraíbas.
António Costa

Avenida da Liberdade: Ou há moralidade ou...!

António Costa
António Costa promete um benefício fiscal aos emigrantes que agora desejem regressar ao país. A proposta não é nova. Surgiu em 2005, aqui, neste jornal, num artigo que então publiquei.

Na Rua da Grande Cidade: Amor, fama e tragédia

Natal de 1931. Pablo Picasso acaba de completar 50 anos e, longe do exilado anónimo que tinha vivido na maior pobreza em Paris, é um nome facilmente reconhecido pelo público. A fortuna acompanha a fama, e além da limusina Hispano-Suiza (com correspondente chauffer) e do duplo apartamento na rua de la Boètie, o artista acaba de adquirir um verdadeiro castelo rural na província francesa.
"O poder politico devia ser mais justo e não esquecer aqueles que, por viverem longe, têm a sua capacidade reivindicativa reduzida".

Avenida da Liberdade: Heróis cívicos

"O poder politico devia ser mais justo e não esquecer aqueles que, por viverem longe, têm a sua capacidade reivindicativa reduzida".
Chegou o tempo das férias e, com elas, o momento do regresso a Portugal desses heróis cívicos que, no Luxemburgo e noutras paragens, conseguiram fintar as desventuras de um país pobre que nunca lhes deu o que mereciam.

EDITORIAL: Aceitem-nos!

A recém-eleita presidente da CCPL tem um discurso de dinamismo e disponibilidade para se bater pelos direitos dos portugueses na sociedade luxemburguesa. Mas também não esquece que uma parte da responsabilidade está do lado de cá.

EDITORIAL: A Europa num labirinto

De cada vez que não consegue estabelecer um acordo global para uma política de imigração, a Europa afasta-se dos seus cidadãos e do mundo. E os próprios princípios fundadores da atual União Europeia são colocados em causa.
O primeiro-ministro grego Alexis Tsipras, à direita, e o seu homólogo da Macedónia do Norte, Zoran Zaev.

Na Rua da Grande Cidade: Adeus, Jugoslávia

O primeiro-ministro grego Alexis Tsipras, à direita, e o seu homólogo da Macedónia do Norte, Zoran Zaev.
O novo país que acaba de nascer na Europa representa mais uma vitória do 'poder suave' da UE.

Avenida da Liberdade: Os professores precisam de alunos

Os professores cumprem mais um ciclo reivindicativo, dividindo opiniões, tanto na sociedade civil, como nas forças políticas. Um caso que tem mais de 40 anos.

Na Rua da Grande Cidade: Lá vamos nós outra vez

Quem acompanha o que é escrito neste espaço mediático talvez conheça a ideia: andamos a viver uma bizarra repetição da década de 1930. O colapso financeiro de 2008 foi a nossa “quinta-feira negra” de 1929, ou seja, um tiro de partida para uma década de crise, instabilidade, austeridade, empobrecimento – e respostas políticas cada vez mais incapazes, populistas e extremistas.

Avenida da Liberdade: Sem vencedores nem vencidos

Se é verdade que os deputados votaram em consciência, parece-me absurdo e quase imoral retirar consequências políticas da rejeição da eutanásia no parlamento. Mas não falta quem o queira fazer, de um e de outro lado.

EDITORIAL: Identidade nacional

Portugal não se reduz ao espaço continental e das ilhas, porque está espalhado pelo mundo. Mas, com o 10 de junho à porta e num tempo de nacionalismos perigosos, vale a pena refletir sobre aquilo que nos marca.
Boris Johnson.

Na Rua da Grande Ciudade: Não é a economia, estúpido

Boris Johnson.
No Brexit a economia não importa muito. O voto decidiu-se em temas viscerais, aqueles em que o coração fala mais que a mente – o bloqueio da imigração, o patriotismo exacerbado, a desconfiança do diferente.

Avenida da Liberdade: O congresso que se previa

O Congresso do PS não produziu surpresas, diria até que foi tudo muito previsível. Houve momentos de emoção, com as evocações de Mário Soares e António Arnaut. E, sobretudo, a consagração de António Costa.

EDITORIAL: Morrer nunca é simples

Por estes dias, o tema da eutanásia, do suicídio assistido e da morte assistida voltou à discussão, pública e no Parlamento português. É uma oportunidade para debate sério e, como de costume no que respeita a questões de âmbito fraturante, um momento que alguns aproveitam para reemergir do mais fundo do bafio expresso nas suas opiniões.

Avenida da Liberdade: Ai Jesus!

Ninguém, nem os mais pessimistas, conseguiam antecipar aquilo que se passou em Alcochete, nem o que se tem passado no universo do Sporting. Tudo por obra de um presidente com um estilo muito próprio, cuja escolha não se pode justificar.

Na Rua da Grande Cidade: Vamos deixar de ser vendidos

Ok, o título é irrealista por demasiado otimismo. Mas pelo menos vamos ser menos vendidos, começando já esta sexta-feira.

EDITORIAL: Justiça feita. E agora?

Aplauda-se a decisão de impedir que uma injustiça fosse cometida. Porém, ao mesmo tempo exija-se que sejam criadas regras para evitar a repetição de casos do género.
Diogo Rodrigues.

Na Rua da Grande Cidade: Os cordatos

Diogo Rodrigues.
Diogo Rodrigues foi o proverbial homem do leme, um marinheiro explorador que subiu a pulso nos rígidos códigos hierárquicos da nobreza medieval portuguesa até se tornar capitão, cavaleiro e governador de terras na Índia, culminando com a honra máxima de deixar o nome para a História como descobridor: depois de ele ali ter chegado em 1528, uma das ilhas da República da Maurícia chama-se “Rodrigues” em sua homenagem.

EDITORIAL: A guerra das sondagens

O caso Sócrates regressou às grandes linhas da informação com um objetivo que parece claro – atacar o PS e o Governo, ou, pelo menos, criar embaraços a António Costa.

As mãos sujas

Não há equilíbrios possíveis com um desequilibrado como Trump. Para reforçar a posição perante o seu eleitorado toma decisões que desestabilizam o mundo e se traduzem em muitas vidas perdidas.
“As massas não conseguem obrigar-me a não adorar Trump. Somos ambos energia de dragão. Ele é meu irmão”, disse Kanye West sobre Donald Trump.

Na Rua da Grande Cidade: Da escravatura como opressão

“As massas não conseguem obrigar-me a não adorar Trump. Somos ambos energia de dragão. Ele é meu irmão”, disse Kanye West sobre Donald Trump.
Um jovem rapper irrompeu pela cena musical com um aclamado álbum cheio de histórias pessoais sobre família, religião, sexualidade ou ganância. O álbum chamava-se “College Dropout” e o rapper (afro-americano), Kanye West, saiu do anonimato; numa das canções mais importantes da obra, sobre o estatuto e a riqueza que sobem à cabeça quando alguém se torna famoso e bem-sucedido, Kanye canta o verso “o racismo continua vivo e nós só o escondemos”.
José Sócrates.

Avenida da Liberdade: "Sócrates. Um ator de baixa comédia"

José Sócrates.
Num golpe de teatro, num estilo em que é exímio, José Sócrates desvinculou-se do Partido Socialista, iniciando assim um ataque à direção de António Costa. Este pode ter sido o primeiro ato de uma peça muito mais longa.
Xavier Bettel.

EDITORIAL: Responder em círculos

Xavier Bettel.
O primeiro-ministro não pode transformar realidades negativas em cenários agradáveis.
O patrão da Amazon, Jeff Bezos, tem sido alvo de protestos.

Na Rua da Grande Cidade: Projeto estrelinha-de-poupa

O patrão da Amazon, Jeff Bezos, tem sido alvo de protestos.
O primeiro filme do agente secreto 007, “Dr. No”, encerra um dos momentos essenciais de toda a série: quando o vilão que dá nome ao filme aprisiona James Bond e, antes de começar a matá-lo, se dá ao trabalho de lhe explicar os seus maléficos planos, o sedutor Sean Connery responde calmamente, pelo meio de um sorrisinho trocista. “Dominar o mundo… ah, esse velho sonho”.

Avenida da Liberdade: Liberdade!

Quarenta e quatro anos depois, o 25 de Abril celebra-se, apenas como um ritual que as gerações mais jovens não compreendem. O erro é dos mais velhos que não souberam explicar-lhes o que foi a ditadura.

EDITORIAL: A andar para trás

Cinquenta anos depois do maio de 68, exemplos como o que chega de Espanha não apontam para o progresso, mas sim num sentido em que os passos mais parecem de recuo.

O dia de todos nós

O dia que hoje celebramos é aquele em que passámos, de facto, a ser livres. O problema é que o valor da Liberdade tem sido cada vez mais relativizado ao longo dos anos.
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Festival de Cannes. Tapete sem selfies

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Os títulos da seleção oficial da 71ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes foram revelados na semana passada durante a conferência de imprensa conduzida pelo diretor artístico do certame, Thierry Frémaux, e Pierre Lescure, presidente do festival.
Mário Centeno e António Costa.

Avenida da liberdade: O homem de quem se fala

Mário Centeno e António Costa.
Mário Centeno, o ministro das Finanças, tem estado debaixo dos holofotes e o seu nome é badalado, por tudo e por coisa nenhuma, justa e injustamente.

EDITORIAL: Pobre Luxemburgo rico

É um péssimo sinal que a desigualdade salarial, a dificuldade no acesso a cuidados de saúde e o risco de pobreza aumentem. Perde-se qualidade de vida, alarga-se o fosso em relação aos mais ricos e aumenta o desequilíbrio social. Nenhuma sociedade democrática pode estar satisfeita com este panorama.
Embarque do Corpo Expedicionário Português para a Flandres.

Na Rua da Grande Cidade: 100 anos depois da vergonha

Embarque do Corpo Expedicionário Português para a Flandres.
A 9 de abril, há um século, Portugal sofreu aqui bem perto uma das maiores humilhações da sua longa História. Algo para ser relembrado e compreendido – o que se torna difícil quando não é, sequer, muito conhecido.

Avenida da Liberdade: Farsante

No curto intervalo de semanas, venho, pela segunda vez, falar das desgraças que cercam o futebol, tema que, obviamente, não é das minhas preferências. Mas há instituições nacionais vexadas por comportamentos abjetos.

Na Rua da Grande Cidade: A laje deslocada

Domingo, 9 de Abril do ano 30 d.C. Três mulheres deslocam-se a uma tumba comprada por José de Arimateia para tratar do cadáver fresco do líder de um movimento revolucionário, assassinado dois dias antes pela máquina repressiva do Império Romano. Ao chegarem, no entanto, encontram a enorme laje que tapava a tumba afastada para um lado, tornada inútil por não haver ali qualquer corpo.

Avenida da Liberdade: Espiões, confusões e aldrabões

O envenenamento do agente duplo Sergei Skripal e da sua filha está a provocar uma injustificada guerra diplomática, cheia de falácias, confusões e muitas precipitações.

EDITORIAL: Legal é. Será justo e moral?

Alguém que passa uma vida inteira a trabalhar com contratos semanais, cumprindo sempre os respetivos descontos, pode ficar sem a proteção do sistema de saúde para o qual contribuiu? Pode, se o fim de um dos contratos coincidir com o seu internamento.

Avenida da Liberdade: O mito do mato

Portugal tem sido “bombardeado” com a necessidade de limpar os matos das florestas, numa tentativa de fazer acreditar que está aqui a verdadeira causa dos incêndios de verão. Um mito tão mentiroso como outros que se ouviram no passado.

Na Rua da Grande Cidade: Apatia cultural

Seria bom que os cidadãos fossem considerados como adultos desenvolvidos, e tratados como força potencial para o progresso comum – em vez de clientes acéfalos de produtos saudosistas.

Editorial: O inferno são os outros

Em alguma parte do mundo, num dado momento, todos seremos estrangeiros. Será essa condição suficiente para estarmos mais vulneráveis à prisão? Esperemos que não, porque culpar os outros não pode ser sempre a resposta mais certa.

Na Rua da Grande Cidade: Revolta-te, rua

O nome deste espaço de jornal (encontrado em 2009 ao fim de dois segundos) pretende ser uma referência às raízes da democracia representativa. Este sistema de governo – o pior, à exceção de todos os outros – baseia-se no princípio de uma população anónima (ou seja, figurativamente, “a rua”) e crescentemente urbana que elege representantes para gerir os recursos de todos, o bem comum. Estes representantes são eleitos para os servir e respondem perante eles.

EDITORIAL: A máscara da educação

Os repetidos alertas da OCDE de pouco servem, porque o Luxemburgo vai usar o argumento das “especificidades” para só aceitar participar no PISA de seis em seis anos. E assim procura mascarar os reais resultados de uma educação que deveria integrar, mas, na realidade, segrega.
Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves.

Avenida da liberdade: Fogo posto no Benfica!

Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves.
As instituições são sempre mais importantes do que as pessoas que, conjunturalmente, as dirigem. É bom recordar este princípio, quando se mistura o nome do Benfica com um eventual escândalo de corrupção.

EDITORIAL: Transparências

Nada de bom pode vir de um espaço onde impera a opacidade e que alguns dos mais ricos aproveitam para manobras realizadas longe do escrutínio público.

Na rua da grande cidade: Jeans e bourbon

Um “bar de bourbons” abriu recentemente perto do sítio onde vivo. Eu, que não sou apreciador de whisky, presumo ainda assim que os melhores exemplares continuam a vir da Escócia e da Irlanda, e imagino que restringir o bar apenas a whiskies provindos dos EUA seja uma simples jogada de marketing de nicho. Seja como for, a ideia está a resultar, porque o local tem estado bastante concorrido, mas teve muito azar no timing: ainda há pouco apareceu e talvez já vá ter de fechar as portas, porque o produto que vende vai encarecer.

Avenida da liberdade: Desenvolver sem regionalizar

O clima de desanuviamento entre PS e PSD está a estimular os adeptos da regionalização, embora agora se fale apenas de descentralização e de desenvolvimento regional. São três conceitos diferentes que importa esclarecer.
Lisbon mayor Antonio Costa talks to journalists as he arrives at his campaign headquarters in Lisbon September 28, 2014.  Portuguese Socialist Party (PS) Secretary-General Antonio Jose Seguro resigned today after losing to Costa during the party's prime ministerial primary. Costa will represent PS as the party's Prime Minister candidate in Portugal's 2015 general election. REUTERS/Hugo Correia (PORTUGAL - Tags: POLITICS ELECTIONS)

OPINIÃO: António Costa com mais problemas que soluções

Lisbon mayor Antonio Costa talks to journalists as he arrives at his campaign headquarters in Lisbon September 28, 2014.  Portuguese Socialist Party (PS) Secretary-General Antonio Jose Seguro resigned today after losing to Costa during the party's prime ministerial primary. Costa will represent PS as the party's Prime Minister candidate in Portugal's 2015 general election. REUTERS/Hugo Correia (PORTUGAL - Tags: POLITICS ELECTIONS)
AVENIDA DA LIBERDADE, POR SÉRGIO FERREIRA BORGES - Sampaio da Nóvoa, antigo reitor da Universidade de Lisboa, fez saber que, até finais de Abril, decidirá se entra na corrida para Belém. Com isso, criou mais um problema para o líder socialista, António Costa.

OPINIÃO: A hierarquia da morte

NA RUA DA GRANDE CIDADE, POR HUGO GUEDES - Era minha intenção escrever este texto sobre Manoel de Oliveira. Mas no mesmo dia em que Oliveira desapareceu, 148 pessoas foram barbaramente assassinadas no Quénia.
Pope Francis gives his weekly general audience at the Paul VI hall on January 7, 2015 at the Vatican.  AFP PHOTO / ALBERTO PIZZOLI

EDITORIAL: Arautos da Ressurreição

Pope Francis gives his weekly general audience at the Paul VI hall on January 7, 2015 at the Vatican.  AFP PHOTO / ALBERTO PIZZOLI
POR BELMIRO NARINO - Desde há mais de dois mil anos que milhões de homens e mulheres vivem e se deixam escravizar, vilipendiar, torturar e matar por Jesus Cristo, que por nós se entregou à morte na cruz.
O Governo português promete incentivos para os portugueses regressarem ao país

OPINIÃO: Cinismo

O Governo português promete incentivos para os portugueses regressarem ao país
Avenida da liberdade, por Sérgio Ferreira Borges - Mais uma vez, os emigrantes foram usados para manobras de diversão e propaganda. O anúncio de um programa de encorajamento ao regresso dos portugueses imigrados não passa disso mesmo.

OPINIÃO: Somos todos macacos

Na Rua da Grande Cidade, por Hugo Guedes - Uma imagem vale mil palavras. A imagem dada por Dani Alves, um jogador de futebol, no passado domingo, é bem capaz de ter feito mil vezes mais pela causa da luta anti-racismo do que mil artigos, argumentos ou provas científicas.

EDITORIAL: A Revolução que não foi

Por Belmiro Narino - “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce... Cumpriu-se o Mar, o Império se desfez, /Senhor, falta cumprir-se Portugal” (Fernando Pessoa, 1988-1935). Este lamento do poeta vale também para o 26 de Abril, que ainda não se cumpriu... Foi devolução, do poder ao povo, mas não revolução, no sentido completo de mudança radical, dramática, e de grande amplitude. Por falta de sonho, a obra ainda não nasceu.

OPINIÃO: Desemprego e democracia

AVENIDA DA LIBERDADE, por Sérgio Ferreira Borges - O 25 de Abril acabou, vem aí o Primeiro de Maio. Mas há muitas instituições que pretendem prolongar as comemorações dos 40 anos da revolução dos cravos até 2015. A proposta faz algum sentido, se o tempo for bem aproveitado.

OPINIÃO: Gabriel García Marquez, 25 de Abril e Utopia

Por Pedro Carrito - Não é de muito difícil reflexão encontrar um ponto comum nestes temas. No entanto, essa possibilidade afasta-se e aproxima-se dependendo da interpretação ou conexão histórica dos assuntos a abordar. Na especificidade actual diria que todos estão incrivelmente relacionados e este exercício só peca pela negativa de todos eles se anularem à realidade histórica que vivemos.

OPINIÃO: Crónica de uma morte anunciada

NA RUA DA GRANDE CIDADE, por Hugo Guedes - Parece que todos os jornais tinham preparado os seus obituários para Gabriel García Marquez (como imagino que eles também estejam preparados para o seu amigo Fidel Castro – a diferença é que este último se tem recusado teimosamente a morrer). García Marquez, o enorme escritor colombiano, tinha 87 anos, estava fisicamente decadente e enfermo. Na quinta-feira de Páscoa, o mago apagou-se.

EDITORIAL - O Homem-Deus ressuscitado: razão e fé

Por Belmiro Narino - Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus... Por nós, homens, e para nossa salvação... encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria e Se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai” (Credo).

OPINIÃO: O saudosista

NA RUA DA GRANDE CIDADE, por Hugo Guedes - Ao ser empossado primeiro-ministro em 2002, Durão Barroso recebeu um elogio público da sua esposa, que o comparou a um cherne (um peixe que habitualmente lidera o seu ecossistema). Claro que a alcunha pegou em Portugal. Mas em Bruxelas, após dez anos como presidente da Comissão Europeia e devido a outras qualidades políticas que não a liderança, o agora denominado José Manuel Barroso ganhou outro cognome: “o camaleão”. Um animal que muda de cor para melhor se adaptar – e confundir com – o ambiente em que está inserido.

OPINIÃO: O 25 de Abril da polémica

AVENIDA DA LIBERDADE, por Sérgio Ferreira Borges - As comemorações dos 40 anos do 25 de Abril prometem ser muito mais que isso. A efeméride deve ser aproveitada para aumentar o tom da contestação política e para continuar uma polémica que já está a ferver. Tudo, porque os capitães de Abril não vão discursar, na sessão solene da Assembleia da República.

OPINIÃO: Os últimos dias da música moderna

NA RUA DA GRANDE CIDADE, por Hugo Guedes - Os Nirvana desapareceram há exactamente 20 anos, quando Kurt Cobain se suicidou com um tiro na cabeça no chamado “apartamento da sogra”, o pequeno quarto situado por cima da garagem na sua opulenta mansão em Madrona, um subúrbio de Seattle que ironicamente afixava à entrada um vistoso letreiro: “Zona livre de drogas”.

EDITORIAL: Que a NATO nos valha!

Editorial, por Belmiro Narino - Mundo sem Fronteiras é um sonho ancestral, sonho sem fim, que se alberga, para não se fanar, no coração de santos, poetas e profetas, como o Papa Francisco. É uma flor que nasce nos jardins da compaixão, quando uma tragédia, maior que todas, se abate, absurda, sobre um rincão da terra.

OPINIÃO: Chega de segredinhos

COLUNA DE OPINIÃO "NA RUA DA GRANDE CIDADE", por Hugo Guedes - Sente esta sensação de maior pureza e frescura no ar? Não é só a Primavera. Respira-se um pouco melhor no Luxemburgo desde a semana passada e podemos agradecê-lo à Europa.

EDITORIAL - Cidadãos de segunda

EDITORIAL, por José Luís Correia - Está convocada para hoje, uma manifestação frente ao Consulado de Portugal na cidade do Luxemburgo, para reivindicar mais funcionários e mais meios, de modo a este poder responder de forma mais adequada ao contínuo aumento da comunidade portuguesa no Luxemburgo.

OPINIÃO: PS a tremer

AVENIDA DA LIBERDADE, por Sérgio Ferreira Borges - O Partido Socialista está a ficar nervoso com a perda de terreno nas sondagens eleitorais. Toda a gente dá como garantida a vitória do PS nas eleições europeias e legislativas, mas as medições de voto vão reduzindo a diferença entre o PS e os dois partidos da direita.

EDITORIAL: Família e Matrimónio

EDITORIAL, por Belmiro Narino - Nos meus tempos de jovem estudante, eram-nos pregadas as três grandes devoções: ao SS. Sacramento, a Nossa Senhora, ao Papa. Não me parecia que o Papa estivesse bem no seu lugar. Sentimentos de respeito, aceitação e ternura, como se vê com o actual Bispo de Roma, de acordo. Mas, devoção, no mesmo pedestal das outras duas, soava um pouco a papolatria...

OPINIÃO: Mr Obama goes to Europe

NA RUA DA GRANDE CIDADE, por Hugo Guedes - O cenário é de uma feira mundial de vinhos, o tempo é o de há alguns anos atrás. Um homem, rezam algumas versões, envergando um largo chapéu de cow-boy (mas isso já soa a embelezamento do que já é por si uma boa história), aproxima-se do stand do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto e exclama confiante em inglês com cerrado sotaque americano: “Boa noite. Apresento-me, sou o maior produtor de vinho do Porto do mundo!”

OPINIÃO: Falar português é uma mais-valia académica que merece reconhecimento

CARTAS À REDACÇÃO, por Pedro Castilho - No mundo inteiro falar mais de uma língua é geralmente considerado como uma realização escolar digna de elogios. O facto de pela primeira vez o ADR protestar contra as exigências linguísticas de um anúncio de emprego que favorece lusófonos parece indicar que para o ADR existem idiomas que são menos meritórios que outros, sendo a língua portuguesa classificada nesta última categoria.

OPINIÃO: O poder e o Povo!

AVENIDA DA LIBERDADE, por Sérgio Ferreira Borges - A manifestação das diversas forças policiais pode ser uma fotografia do futuro. Aproximam-se as comemorações do 25 de Abril e, com elas, muitos ânimos se podem exaltar para lá do que é habitual. Há muitos extractos da sociedade descontentes, entre eles, os militares.

EDITORIAL: Reinventar a Europa

EDITORIAL, por Belmiro Narino - A actual agitação na Ucrânia, cujo epicentro se vai deslocando para Leste, a península da Crimeia, leva-nos a recordar a guerra (1854-6), declarada pela Grã-Bretanha, França, Turquia e Áustria, contra a avidez insaciável da Rússia, que já cobiçava o Mediterrâneo. A guerra da Crimeia travou, por algum tempo, as ambições do czar e dos seus oligarcas.

OPINIÃO: Crimes sem castigo

AVENIDA DA LIBERDADE, por Sérgio Ferreira Borges - Um escândalo. Os banqueiros responsáveis pelas maiores fraudes da economia portuguesa, com duas falências à mistura, resgatadas com dinheiros públicos, estão a beneficiar da prescrição dos respectivos processos. Jardim Gonçalves foi o primeiro beneficiado.

OPINIÃO: Lucros privados, prejuízos públicos

NA RUA DA GRANDE CIDADE, por Hugo Guedes - Ao conquistar a pequena cidade de Zela na Ásia Menor, Júlio César tornou-se imperador de todo o mundo romano conhecido. O relato da sua vitória que levou ao Senado, pleno de arrogância na sua falsa simplicidade, ficou para a História: "Veni, Vidi, Vici" – vim, vi e venci. Todos a partir dali prestariam o tributo fixado pelo ditador e arrecadado pelos questores.

EDITORIAL: O Papa vindo do futuro

EDITORIAL, por Belmiro Narino - Disse Kierkegaard que ser cristão é ser contemporâneo de si mesmo. No pensamento e na vida. Muitos seres humanos andam com a vida adiada, porque são órfãos do tempo, retrógrados programados. Os meios de comunicação social, abundantes e variados, são a voz das elites políticas, financeiras e, nalguns países, religiosas, mancomunadas para produzir, na inconsciência das massas populares, uma resposta pavloviana. A sua resposta.

OPINIÃO: Os "privilegiados"

NA RUA DA GRANDE CIDADE, por Hugo Guedes - Há histórias que tanto dão para rir como para chorar. Na semana passada li no site do jornal CONTACTO algo assim, contando como um anúncio de emprego publicado por uma associação humanitária serviu de arma de arremesso político para um partido da direita populista. O crime do anúncio? Pedir que a pessoa a contratar dominasse a língua portuguesa.

OPINIÃO: Merkel rende-se a Juncker

AVENIDA DA LIBERDADE, por Sérgio Ferreira Borges - Jean-Claude Juncker parece correr, de forma imparável, para a presidência da Comissão Europeia. A chanceler alemã rendeu-se ao prestígio internacional do antigo primeiro-ministro luxemburguês e percebeu que ele é o melhor candidato, da área conservadora.

OPINIÃO: A diplomacia dos afectos

AVENIDA DA LIBERDADE, por Sérgio Ferreira Borges - À hora a que escrevo, é esperado em Lisboa o primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, para uma visita carregada de significado. O programa é intenso e revela muito mais que aquilo que as aparências podem mostrar.

OPINIÃO: PSD volta a acreditar na vitória

AVENIDA DA LIBERDADE, por Sérgio Ferreira Borges - O PSD conseguiu transformar o seu congresso numa festa e num comício pré-eleitoral, com inegável sucesso. Mais importante que a vitória alcançada nas eleições para a liderança, foi o desfile de elogios que Passos Coelho recebeu de alguns oradores de primeira linha, como Marcelo Rebelo de Sousa ou Pedro Santana Lopes.

OPINIÃO: Juncker, o amigo dos portugueses

Por Luís de Sousa - Não me foi fácil compreender a deferência que a comunidade portuguesa em geral tem para com Jean-Claude Juncker. Mesmo entre aqueles que se identificam mais com valores de esquerda existe um respeito especial pelo antigo primeiro-ministro; mais até que entre os próprios luxemburgueses do mesmo quadrante político. Este respeito é em tudo saudável, contrastando enormemente com o que se passa em Portugal, mas ainda assim fora do comum.

OPINIÃO: Algo giro, para variar

NA RUA DA GRANDE CIDADE, por Hugo Guedes - Os jornais, a televisão, a rádio, os média em geral têm cada vez menos clientes para a sua informação e isso acontece em grande parte porque já poucos têm paciência para serem massacrados periodicamente com más notícias. Não tenho nenhum estudo que corrobore esta afirmação – trata-se apenas de uma opinião baseada em constatações. Mas o nosso instinto de autoprotecção sobrepõe-se muitas vezes à vontade de saber o que se passa no mundo, porque tantas notícias duras podem não matar, mas moem...

OPINIÃO: As inseguranças de Seguro

AVENIDA DA LIBERDADE, por Sérgio Ferreira Borges - O líder do Partido Socialista está debaixo de intensa pressão interna, começando a evidenciar um certo nervosismo. Para já, tem de ganhar de forma concludente as eleições europeias de 25 de Maio, mas as sondagens conhecidas não auguram nada de muito bom.

EDITORIAL: O bem não é comercial

EDITORIAL, por Belmiro Narino - "Le bien n'est pas commercial", assim respondeu um jornalista da TFI a quem lhe perguntou por que razão o jornal televisivo dá mais tempo e maior importância às más notícias do que às boas. Esta preferência descomedida não é apenas um pendor mórbido dos modernos meios de comunicação, porquanto já era denunciada pelo poeta inglês Michael Drayton, no longínquo séc. XVI: "Ill news hath wings, and with the wind doth go..." ("Más notícias têm asas e são levadas pelo vento", o bem-estar é claudicante, anda sempre atrasado).

EDITORIAL: Infame é a intolerância

EDITORIAL, por Belmiro Narino - Para a mentalidade secularista da Europa actual, todos os distúrbios e guerras no mundo têm a sua origem em conflitos religiosos. Os títulos dos noticiários que nos são servidos diariamente parecem dar-lhe razão. E também o passado europeu, nomeadamente nos séculos XVI e XVII.

EDITORIAL: Achtung: campanha suja

EDITORIAL, por Paula Telo Alves - É uma velha piada política, mas parece que ainda há quem não a conheça. Imagine que há eleições para escolher o líder que vai governar o planeta e que o resultado depende apenas de si. À escolha, tem dois candidatos: o candidato A é conhecido por dormir até ao meio-dia, fumar constantemente e beber whisky como se não houvesse amanhã. O candidato B é um herói de guerra, é vegetariano, não ingere bebidas alcoólicas nem fuma. Quem prefere?

OPINIÃO: O local do suborno

NA RUA DA GRANDE CIDADE, por Hugo Guedes - Creio que a história se passou comigo em 2003. Estava então de visita à minha musa da época, uma rapariga austríaca; curiosos por conhecer a Eslováquia, país para lá da Cortina de Ferro e que estava na altura prestes a juntar-se à UE (e a Schengen), decidimos simplesmente apanhar um comboio suburbano em Viena e passar a tarde em Bratislava (a 50 km, as duas capitais mais próximas do mundo a seguir a Kinshasa e Brazzaville no rio Congo).

OPINIÃO: Passos acredita na vitória

AVENIDA DA LIBERDADE, por Sérgio Ferreira Borges - Passos Coelho está cada vez mais convencido que a coligação que lidera pode ganhar as eleições europeias de 25 de Maio. E agora são as sondagens que o ajudam nesse convencimento. E o PS pode perder, apesar de subir mais de nove pontos, em relação à votação que obteve em 2009.

OPINIÃO: Terra dos Fogos

NA RUA DA GRANDE CIDADE, por Hugo Guedes - Após uma viagem de pesadelo em que teve de esperar seis meses ancorado numa baía pelo fim do rigoroso Inverno e ainda enfrentar dois motins que punham em causa a sua autoridade, Magalhães ultrapassou o rio da Prata e rumou ao sul, convicto de encontrar a mítica passagem para o Pacífico.

Opinião: Tenham calma!

AVENIDA DA LIBERDADE, por Sérgio Ferreira Borges - Em Portugal, começa a sentir-se já uma guerra de nervos em relação às próximas eleições presidenciais. Mas ainda é muito cedo, porque as escolhas partidárias estão dependentes do que vier a acontecer nas legislativas de 2015.

Editorial: Ecumenismo

EDITORIAL, por Belmiro Narino - Ecumenismo (no original grego, "o mundo habitado") é o termo escolhido para designar o movimento que procura restaurar a unidade visível de todas as Igrejas cristãs. Um marco importante foi a Conferência Missionária de Edimburgo (1910). A crescente adesão de novos membros levou à criação do Conselho Mundial das Igrejas, em 1948.

Opinião: Infidelidades

NA RUA DA GRANDE CIDADE, por Hugo Guedes - O ano é 1993. O local é a SIC, a primeira televisão privada em Portugal, à época recém-nascida. José Pacheco Pereira, então um comentador que mantinha algum crédito, comentava o panorama político do mundo ocidental – onde, tal como agora, se verificava uma esmagadora maioria de governos conservadores e neoliberais. Referindo-se ao novo e jovem presidente dos EUA, Pacheco troçava do futuro sem remissão da Esquerda com um soundbite que pegou: tudo não passaria de um efémero "orgasmo clintoniano".

A Personalidade do Ano

OPINIÃO, por Luís de Sousa - A comunicação social aproveita tradicionalmente o abrandar de notícias em torno do Natal para passar o ano em revista e apontar a personalidade do ano. A revista americana Time entregou o título ao Papa Francisco, dando o mote ao resto do mundo jornalístico, em especial em países como Portugal, onde a imprensa nem sempre se presta a opinião própria.

Ventos de mudança

OPINIÃO, por Hugo Guedes - No seu livro "O mundo em 2030" (escrito há seis anos, em 2007), o futurologista Ray Hammond pinta um quadro preocupante do planeta em que vamos viver num futuro próximo, uma espécie de nuvem negra que é ainda assim rodeada por uma aura prateada: desde logo, é suposto que tanto o planeta como a Humanidade continuem a existir em 2030. Já não é mau.

O homem de que a Europa precisa

AVENIDA DA LIBERDADE, por Sérgio Ferreira Borges - As eleições da próxima Primavera para o Parlamento Europeu serão as mais importantes de todas as que se efectuaram até hoje. Da futura composição daquele órgão vai depender a escolha do próximo presidente da Comissão Europeia.

A Bandeira da Europa

EDITORIAL, por Belmiro Narino - Continua a flutuar e a ser, para povos que vivem afundados no pântano da corrupção e da injustiça, um farol de esperança. Nem tudo vai bem nos países do Sul. Mas a crise, que está a corroer sistematicamente o nível de vida, é, em grande parte, devida à corrupção que não quiseram banir.