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Operação de retirada de civis pelo Reino Unido termina hoje
Mundo 4 min. 28.08.2021
Afeganistão

Operação de retirada de civis pelo Reino Unido termina hoje

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Operação de retirada de civis pelo Reino Unido termina hoje

Foto: dpa
Mundo 4 min. 28.08.2021
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Operação de retirada de civis pelo Reino Unido termina hoje

Lusa
Lusa
França e Turquia concluem retirada do seu pessoal

 A operação de retirada de civis no Afeganistão pelo Reino Unido terminará hoje, antes da retirada militar, disse o chefe das forças armadas britânicas, general Nick Carter.

"Estamos a chegar ao fim da retirada, que acontecerá no final do dia de hoje, e então, é claro, será necessário colocar as nossas tropas no avião restante", disse à rádio BBC 4.

Segundo Carter, agora existem "muito poucos" aparelhos ainda a retirar civis do Afeganistão através do aeroporto de Cabul, onde milhares de pessoas se aglomeram na esperança de deixar o país.

A operação de retirada correu "tão bem quanto possível perante as circunstâncias", continuou o general Carter, "mas não conseguimos tirar todos de lá e é de partir o coração".

O Ministério da Defesa garantiu na sexta-feira que mais de 14.500 pessoas foram retiradas desde 13 de agosto, incluindo cerca de 8.000 afegãos qualificados para o programa destinado ao pessoal afegão que trabalhou para o Reino Unido.

Carter disse que, a partir de agora, apenas os candidatos à saída cujos casos já tenham sido tratados serão retirados, após o encerramento da unidade de receção localizado no Hotel Baron, próximo ao aeroporto.

"A capacidade do Reino Unido de lidar com outros casos está agora severamente reduzida e os números adicionais (relativos a civis retirados) serão limitados", acrescentou o responsável, enfatizando a necessidade de liberar espaço "para trazer os diplomatas e militares restantes".

O ministro da Defesa, Ben Wallace, estimou na sexta-feira que até 150 cidadãos britânicos e entre 800 e 1.100 afegãos elegíveis não poderiam ser retirados, gerando indignação nas fileiras dos conservadores no poder e na oposição.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, garantiu que moveria "céus e terra" para continuar a tirar pessoas do Afeganistão após a data final marcada para a retirada dos soldados norte-americanos em 31 de agosto.

Vários países já anunciaram o fim das operações de retirada de pessoas do Afeganistão.

França e Turquia concluem retirada do seu pessoal

A França anunciou hoje que concluiu a operação de retirada do Afeganistão, que abrangeu cerca de três mil pessoas, e a Turquia também deu por terminada a retirada do seu pessoal, excetuando um pequeno contingente.

O anúncio de França foi feito pela ministra da Defesa, Florence Parly, que através da rede social Twitter escreveu que “esta operação está concluída, mas França continua mobilizada para permitir a saída de todos aqueles que necessitam de proteção”.

Durante esta operação França retirou do Afeganistão cerca de três mil pessoas, entre as quais se contam mais de 2.600 afegãos, tendo garantido que tentará ajudar mais pessoas a sair depois de 31 de agosto – data limite para a retirada das forças estrangeiras.

Parly e o ministro dos Assuntos Estrangeiros de França, Jean-Yves Le Drian, emitiram um comunicado conjunto em que referem que “a França continuará, também depois de 31 de agosto, por todos os meios possíveis, o seu trabalho de proteção de todos os que estão ameaçados”.

“Prosseguiremos os nossos esforços junto dos responsáveis talibãs para garantir que não colocarão nenhum obstáculo à saída daqueles que assim o desejem, após o dia 31 de agosto”, salientam no mesmo comunicado conjunto.

Os dois governantes agradeceram aos Emirados Árabes Unidos, pela utilização de uma base militar e aos aliados, sobretudo aos Estados Unidos, por garantirem a segurança do aeroporto de Cabul.

Os mais de 2.600 afegãos retirados por França em menos de duas semanas, no âmbito da operação ‘Apagam,’ somam-se aos cerca de 1.500 que já haviam sido retirados antes de 15 de agosto.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou também hoje que o país retirou o seu pessoal do Afeganistão, com exceção de um pequeno contingente, dando por concluída a operação.

“Até hoje, trouxemos para o nosso país todos os nossos civis. Resta uma equipa de técnicos, um número reduzido, mas para além deles retirámos do Afeganistão todas as nossas equipas”, referiu Erdogan, em declarações proferidas durante uma visita a Serajevo.

Segundo adiantou, a equipa de pessoal turco que ainda ficou no Afeganistão é composta por cerca de 30 pessoas.

O presidente da Turquia confirmou que o seu país tem estado em contacto oficial com os talibãs, manifestando desejo de que estes encontros continuem.

“Os talibãs de hoje não são os de antes. O que importa é o que fazem agora, o que farão no futuro, não o que faziam antes”, disse Erdogan no final da sua visita a Serajevo.

Os talibãs conquistaram Cabul em 15 de agosto, concluindo uma ofensiva iniciada em maio, quando começou a retirada das forças militares norte-americanas e da NATO.

As forças internacionais estavam no país desde 2001, no âmbito da ofensiva liderada pelos Estados Unidos contra o regime extremista (1996-2001), que acolhia no território o líder da Al-Qaida, Osama bin Laden, principal responsável pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

A tomada da capital pôs fim a uma presença militar estrangeira de 20 anos no Afeganistão, dos Estados Unidos e aliados na NATO, incluindo Portugal.

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