Escolha as suas informações

ONU quer investigação independente à morte de dezenas de migrantes em Marrocos
Mundo 6 3 min. 28.06.2022
Migrações

ONU quer investigação independente à morte de dezenas de migrantes em Marrocos

Migrações

ONU quer investigação independente à morte de dezenas de migrantes em Marrocos

AFP
Mundo 6 3 min. 28.06.2022
Migrações

ONU quer investigação independente à morte de dezenas de migrantes em Marrocos

Redação
Redação
Pelo menos 23 migrantes morreram a tentar passar a fronteira no enclave espanhol de Melilla. ONGs registaram imagens de corpos empilhados de migrantes mortos e outros feridos.

As Nações Unidas solicitaram, esta terça-feira, uma investigação independente sobre a tentativa de forçar os migrantes de Marrocos para o enclave espanhol de Melilla, que resultou na morte de, pelo menos, 23 pessoas. Alguns órgãos de comunicação social, citando ONGs, falam em 37 mortos.

O número de vítimas mortais é o mais alto registado nas muitas tentativas de entrada de migrantes subsarianos naquela zona e no vizinho enclave espanhol de Ceuta.

As mortes, além das dezenas de feridos, ocorreram quando cerca de 2.000 tentaram entrar em Melilla na passada sexta-feira.  As autoridades também tinham relatado inicialmente a existência de 140 polícias feridos, cinco destes em estado grave.      

Dos 2.000 migrantes 133 terão conseguido passar para território espanhol, disseram as autoridades da cidade.

No lado marroquino foram detidas cerca de mil pessoas, segundo as autoridades de Marrocos citadas pela agência de notícias EFE.

Nos últimos dias já tinha havido confrontos em Marrocos entre grupos de imigrantes que se estavam a concentrar nas proximidades da fronteira com Melilla, alegaram as mesmas fontes.

As autoridades da cidade revelaram que cerca de duas mil pessoas se concentraram em território marroquino perto de Melilla e começaram a aproximar-se da fronteira às 06h40, tendo sido acionado um dispositivo policial pelos dois países.


Equipas de polícia e bombeiros foram mobilizadas para o local onde foi encontrado o camião, em San Antonio, Texas.
“Tragédia horrível”. 46 pessoas morreram sufocadas pelo calor presas em camião
A polícia do Texas, EUA, encontrou os corpos sem vida dos imigrantes fechados num camião, sem ventilação, nem água, num dia de temperaturas de 40 graus. Três pessoas foram detidas.

Um grupo de 500 pessoas conseguiu ainda assim chegar à vedação que separa os dois territórios, depois de terem destruído o acesso a um posto de controlo que estava fechado.

Esta terça-feira a ONU apelou e Espanha e Marrocos "para que garantam uma investigação eficaz e independente como primeiro passo para determinar as circunstâncias das mortes e ferimentos e quaisquer possíveis responsabilidades", disse em Genebra Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. 

Corpos de migrantes empilhados

Segundo a agência Reuters, há imagens e vídeos que mostram dezenas de migrantes deitados ao lado de uma cerca na fronteira do Marrocos, com ferimentos e muitos aparentemente sem vida.

As autoridades marroquinas disseram que o incidente ocorreu depois que os imigrantes tentaram romper uma cerca em Melilla, com alguns a morrerem esmagados, depois daquilo a que as autoridades apelidaram de fuga causada pelo pânico. Outros terão caído enquanto tentavam subir a cerca.


Amnistia Internacional pede à UE que cumpra promessas sobre refugiados
A União Europeia prometeu realojar 20 mil refugiados este ano, mas ficou-se por 4.075 até agora.

O responsável local da Associação Marroquina de Direitos Humanos, Omar Naji, disse que seus membros e simpatizantes filmaram um grande número de pessoas gravemente feridas empilhadas junto com as forças de segurança marroquinas.

Esta segunda-feira, em Madrid, dezenas de pessoas e ativistas manifestaram-se contra o tratamento desumano dado pelas autoridades aos migrantes que tentam atravessar as fronteiras dos enclaves espanhóis em Marrocos para chegarem à Europa.

Nas manifestações os ativistas recriaram as imagens dos vídeos que mostram os corpos empilhados, deitando-se no chão uns sobre os outros.

O chefe da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, também denunciou o "tratamento violento e degradante dos migrantes africanos", apelando a uma investigação da tragédia.

"Expresso a minha profunda emoção e preocupação com o tratamento violento e degradante dos migrantes africanos que procuram atravessar uma fronteira internacional entre Marrocos e Espanha", disse num tweet, citado pela AFP, no domingo à noite.  

O chefe da Comissão da União Africana apelou a uma "investigação imediata", lembrando que todos os países têm "as suas obrigações ao abrigo do direito internacional de tratar todos os migrantes com dignidade e dar prioridade à sua segurança e aos direitos humanos, ao mesmo tempo que se limita qualquer uso excessivo da força".

(Com agências)

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas