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ONU. Príncipe saudita pode estar envolvido em hack ao telefone do dono da Amazon
Mundo 2 min. 23.01.2020

ONU. Príncipe saudita pode estar envolvido em hack ao telefone do dono da Amazon

ONU. Príncipe saudita pode estar envolvido em hack ao telefone do dono da Amazon

Foto: REUTERS
Mundo 2 min. 23.01.2020

ONU. Príncipe saudita pode estar envolvido em hack ao telefone do dono da Amazon

Ana B. Carvalho
Ana B. Carvalho
As informações apontadas em comunicado sugerem envolvimento do príncipe herdeiro na vigilância de Bezos, dono da Amazon e do Washington Post “num esforço para influenciar, se não silenciar, as reportagens do Washington Post sobre a Arábia Saudita”.

Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram nesta quarta-feira uma “investigação imediata dos Estados Unidos e outras autoridades relevantes” perante informações que sugerem que o telefone do fundador da Amazon, Jeff Bezos, foi hackeado depois de receber um arquivo enviado da conta do WhatsApp do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman. Agnes Callamard e David Kaye, relatores especiais da ONU, em comunicado de Genebra, na Suíça, dizem-se “seriamente preocupados com as informações recebidas”,a propósito de uma possível violação aos padrões internacionais fundamentais de direitos humanos.

As informações apontadas em comunicado sugerem envolvimento do príncipe herdeiro na vigilância de Bezos, dono da Amazon e do Washington Post “num esforço para influenciar, se não silenciar, as reportagens do Washington Post sobre a Arábia Saudita”. Os investigadores da ONU declaram ter recebido informações que sugerem que softwares de espionagem "como o malware Pegasus-3 do grupo NSO" foram instalados no telefone de Bezos por meio de uma mensagem do WhatsApp de uma conta "utilizada pessoalmente por Mohammed bin Salman".

Segundo os especialistas, numa época em que a Arábia Saudita estava a investigar o assassinato de Jamal Khashoggi, jornalista saudita e colunista do Washington Post, e a processar aqueles que considerava responsáveis, ​​“estava clandestinamente a operar uma campanha massiva online contra Jeff Bezos e a Amazon, principalmente como o dono do The Washington Post”.

Os investigadores da ONU disseram ter recebido informações sugerindo que softwares de espionagem "como o malware Pegasus-3 do grupo NSO" foram instalados no telefone de Bezos por meio de uma mensagem do WhatsApp de uma conta "usada pessoalmente por Mohammed bin Salman".

Um relatório de Agnes Callamard, relatora especial da ONU, em junho, encontrou evidências confiáveis ​​que justificam uma investigação mais aprofundada de que o príncipe herdeiro e outras autoridades de alto escalão são responsáveis ​​pelo assassinato de Khashoggi. O príncipe Mohammed disse que, como líder saudita assumia "total responsabilidade" pelo assassinato, mas negou tê-lo ordenado.

Em dezembro, um tribunal saudita exonerou os principais assessores do príncipe Mohammed pelo assassinato do jornalista, um veredicto condenado globalmente como uma farsa da justiça, mas apoiado por Washington. O chefe de segurança de Jeff Bezos, já havia mencionado em março do ano passado que o reino saudita tinha tido acesso ao telefone do dono da Amazon, tendo obtido informações privadas.