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ONU. Guterres critica "vacinonacionalismo"
Mundo 30.07.2020

ONU. Guterres critica "vacinonacionalismo"

ONU. Guterres critica "vacinonacionalismo"

Foto: AFP
Mundo 30.07.2020

ONU. Guterres critica "vacinonacionalismo"

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
O secretário-geral das Nações Unidas reitera a defesa por uma vacina global que não deixe os países mais pobres de fora e apela a uma solidariedade internacional.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou, esta quinta-feira, 30 de julho, estar preocupado com a falta de "unidade e solidariedade" dos países no combate à covid-19 e criticou aquilo que chamou de "vacinonacionalismo", reiterando que uma vacina para ao novo coronavírus deverá ser um "bem público".


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Os dois negócios, adiantou o executivo de Boris Johnson, fazem "parte da estratégia para criar um portfólio de vacinas novas e promissoras para proteger o Reino Unido”.

"Vivemos numa situação muito difícil, falta-nos unidade, falta-nos solidariedade. Infelizmente o covid-19 tem posto o mundo de joelhos e o mundo não tem sido capaz de se unir para responder de uma forma eficaz a esta doença", disse, em declarações aos jornalistas, à margem de uma homenagem pelos 25 anos das gravuras rupestres de Foz Coa. 

Além da "enorme incapacidade dos países para se unirem", Guterres não escondeu a preocupação com a corrida de cada país à vacina contra a covid-19, que apelidou de "vacinonacionalismo". 

"Sempre defendi que qualquer tratamento ou qualquer vacina que seja descoberta para a covid-19 tem que ser considerada um bem público mundial - uma vacina dos povos - e vejo com grande preocupação a emergência daquilo a que se poderá chamar o 'vacinonacionalismo'."


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O ministro dos Negócios Estrangeiros e Europeus, Jean Asselborn, garantiu apoio político ao pedido do diretor da Organização Mundial de Saúde, para que a futura vacina seja um "bem público e mundial, de acesso equitativo".

 O secretário-geral da ONU criticou o facto de  "cada vez mais países a consagrarem recursos para resolverem, um dia que haja vacina, um problema dos seus povos", isoladamente, "esquecendo que se não houver uma vacina disponível e a preço acessível para todos, em toda a parte, ninguém ficará eficazmente protegido", lembrou.

Numa altura em que os ensaios clínicos de potenciais vacinas contra a covid-19 avançam em países como os Estados Unidos da América, o Reino Unido, a China e a Rússia, com os estados a comprarem já reservas de stock, o secretário-geral da ONU reitera a necessidade de os meios de tratamento para a covid-19 serem de acesso global, apelando à "solidariedade internacional",

"Temos de derrotar este 'vacinonacionalismo' e temos de criar um verdadeiro compromisso mundial por um bem público global, por uma vacina dos povos", defendeu. 



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