Escolha as suas informações

Onda de calor 'anormal' sufoca Espanha antes de chegar a França
Mundo 2 min. 13.06.2022
Aquecimento global

Onda de calor 'anormal' sufoca Espanha antes de chegar a França

Temperaturas na segunda-feira chegaram aos 48 graus em Sevilha.
Aquecimento global

Onda de calor 'anormal' sufoca Espanha antes de chegar a França

Temperaturas na segunda-feira chegaram aos 48 graus em Sevilha.
Foto: Crisitna Quicler/AFP
Mundo 2 min. 13.06.2022
Aquecimento global

Onda de calor 'anormal' sufoca Espanha antes de chegar a França

Redação
Redação
Segundo peritos, o fenómeno, "não limitado à Península Ibérica", chegará a outros países europeus, como a França, nos próximos dias.

Em Espanha, uma onda de calor nesta segunda-feira, está a atravessar o país e é descrita como um episódio "anormal" nesta época e um sinal de "aquecimento global", segundo um perito da Agência Meteorológica Espanhola (Aemet). 

Este calor invulgar, que vem depois do mês mais quente de maio dos últimos cem anos no país, vai resultar, vai causar "temperaturas extremas" e "pode durar até ao fim da semana", disse à AFP o porta-voz da Aemet, Ruben del Campo. 

As temperaturas vão exceder os "40 graus", durante o dia, e vão permanecer altas à noite, "acima dos 20 ou 22 graus", explica del Campo.  

O meteorologista adverte que o fenómeno, "não limitado à Península Ibérica", chegará a outros países europeus, como a França, nos próximos dias. "Este calor extremo, nesta altura da Primavera, não é normal" e deve-se ao "aquecimento global", assegura.  

Nos últimos 10 meses, a Espanha viveu quatro episódios de temperaturas extremas: uma onda de calor em agosto passado, durante a qual foram quebrados recordes (47,4 graus em Montoro, sul do país), temperaturas "excecionalmente elevadas" entre o Natal e o Ano Novo, o calor de maio e agora esta nova onda. 

Desde a era pré-industrial, as temperaturas subiram em média 1,7 graus em Espanha (2 graus na Europa), assinala o perito, garantindo que não só os valores são mais extremos, como também os episódios de calor são mais frequentes. 

E embora a Espanha tenha tradicionalmente verões quentes, admite, "estão a ficar cada vez mais quentes e mais longos: um verão dura mais um mês do que na década de 1980", o que leva à morte de quase 1.800 pessoas por ano. Para além das consequências para a saúde, o analista alerta para os efeitos ambientais, com um risco acrescido de seca e dificuldades de abastecimento de água e um aumento dos incêndios, como na zona da Serra Bermeja, na província andaluza de Málaga, onde um incêndio queimou 3.500 hectares na semana passada. 

O aumento das ondas de calor, especialmente na Europa, é uma consequência do aquecimento global, de acordo com os cientistas. As emissões de gases com efeito de estufa estão a aumentar a sua força, duração e frequência. 

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

Os investigadores notam que mesmo com o abrandamento das alterações climáticas as temperaturas continuarão a aumentar, por isso serão necessárias mudanças ambientalmente sustentáveis e a adaptação dos espaços e dos humanos para evitar mortes.
Washington
Na França, onde o recorde absoluto foi batido na sexta-feira com 45,9 graus centígrados no sul, as temperaturas caíram cerca de dez graus em Paris ou no noroeste, mas na zona leste continuam elevadas, 36 ou 37 graus centígrados.
Depois de uma semana de temperaturas atípicas, os especialistas do Meteolux prevêem um regresso à normalidade. Amanhã as temperaturas devem rondar os 25º/27º C de máxima.