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OMS estima que 70% da população mundial terá de ser vacinada para derrotar a pandemia
Mundo 12.11.2020 Do nosso arquivo online

OMS estima que 70% da população mundial terá de ser vacinada para derrotar a pandemia

OMS estima que 70% da população mundial terá de ser vacinada para derrotar a pandemia

Foto: AFP
Mundo 12.11.2020 Do nosso arquivo online

OMS estima que 70% da população mundial terá de ser vacinada para derrotar a pandemia

A cientista chefe da OMS, Soumya Swaminathan, salientou que, neste momento, ainda não se sabe se as vacinas em desenvolvimento vão apenas proteger contra a covid-19 ou se também vão impedir a transmissão do vírus.

Para acabar com a pandemia, vai ser necessário vacinar a população mundial "provavelmente na ordem dos 70%", afirmou a cientista chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, que espera que haja diferentes  vacinas para disponibilizar as doses necessárias em todo o mundo.

Kate O'Brien, diretora do Departamento de Imunização da OMS, também sustentou esta estimativa, sublinhando que o número de pessoas vacinadas deveria ser de cerca de "60 ou 70 %", mas advertiu que o objetivo a curto prazo, de momento, é conseguir que "todos os países do mundo sejam capazes de imunizar pelo menos 20% da sua população até 2021".

"Nesse caso, os grupos de maior prioridade poderão ter algum grau de proteção, o que não significa que vamos parar de fazer tudo o que estamos a fazer", acrescentou O'Brien, referindo-se à lavagem das mãos, distanciamento social, máscaras e limitação de contactos, como resumido numa sessão conjunta de perguntas e respostas organizada pela OMS na quarta-feira.

"Estas coisas não vão simplesmente desaparecer por magia com a vacina, vamos ter de esmagar este vírus usando tudo o que temos à mão", reiterou.

Swaminathan advertiu também que neste patamar das investigações desenvolvidas ainda é não é possível saber se as vacinas covid-19 em que diferentes países estão a trabalhar vão garantir a proteção pessoal contra o vírus mas também impedir a sua transmissão.


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Na melhor das hipóteses as vacinas que estão em fase de teste só estarão disponíveis no verão do próximo ano.

Da mesma forma, resta saber se uma vacina - quer seja capaz de desenvolver anticorpos no corpo ou de fornecer a resposta imunitária das chamadas células T - garantirá imunidade total contra a covid-19, ou se apenas oferecerá um certo grau de proteção para que, em caso de infeção, a ausência de sintomas torne a presença potencial do vírus "invisível". No segundo caso, a pessoa vacinada continuaria a ser portadora do vírus e poderia, hipoteticamente, representar um perigo para a sociedade.

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