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Omicron. Os cinco grandes perigos da nova variante
Mundo 5 min. 21.12.2021 Do nosso arquivo online
Pandemia

Omicron. Os cinco grandes perigos da nova variante

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Omicron. Os cinco grandes perigos da nova variante

Mundo 5 min. 21.12.2021 Do nosso arquivo online
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Omicron. Os cinco grandes perigos da nova variante

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Propaga-se a um ritmo alucinante e só as duas doses da vacina não chegam para uma proteção eficaz. O que se sabe até agora sobre a nova estirpe da covid-19 que está a cancelar as festas natalícias pelo mundo.

A nova variante Omicron está a propagar-se a um "ritmo nunca antes visto" e "já está provavelmente na maioria dos países", afirmou recentemente Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS).    Identificada há apenas um mês já está presente em mais de 80 países, e a velocidade a que se transmite aliada ao pouco que ainda se conhece sobre a estirpe faz soar os alarmes no mundo. Os cientistas já descobriram que só as duas doses de vacina não são suficientes para uma proteção máxima e ainda desconhecem qual será, de facto a gravidade da infeção, dado ser ainda muito cedo para avaliações. Perante o desconhecimento reinante os governos decidiram agir preventivamente e voltar a adotar medidas mais rígidas, ao mesmo tempo que aceleram as campanhas de reforço da vacinação.

Ainda esta terça-feira, o diretor-geral da OMS apelava à contenção nas festas de natal. "É melhor cancelar um evento do que cancelar uma vida. Mais vale cancelar agora e celebrar mais tarde, do que celebrar agora e lamentar mais tarde". A nova variante vista à lupa:

1 - Os disfarces da Omicron

A nova estirpe do SARS-CoV-2, o vírus que provoca a covid-19, foi identificada a 24 de novembro no Botswana, e logo depois na África do Sul. É a variante que mais mutações possui até agora em comparação com o vírus original, cerca de 50 mutações, a maioria delas, 30 alterações são na proteína spike, a 'chave' do vírus para entrar nas células e infetá-las.

Ao conseguir modificar tanto a composição da 'chave', a nova variante torna-se capaz de conseguir fugir aos anticorpos gerados pela infeção ou vacinação, que não a identificam como perigosa, como o fazem com as variantes anteriores do novo coronavírus. E assim conseguem atuar.

2 - Reinfeção e perda de eficácia das vacinas

Assim sendo, "é mais provável que as pessoas vacinadas ou recuperadas da covid-19 possam ser infetadas ou reinfetadas", declarou recentemente o diretor-geral da OMS. Estudos realizados na África do Sul indicam que o perigo de reinfeção pela Omicron é três vezes superior às anteriores estirpes como a Delta.

Foto: Sebastian Gollnow/dpa

Por sua vez, um outro estudo do Imperial College London, de Inglaterra, indica que o risco de reinfeção é 5,4 vezes maior com a Omicron do que com a Delta.

Por outro lado, as duas doses atuais de vacina contra a covid também não chegam para uma proteção máxima em relação à Omicron. As farmacêuticas Pfizer e a Moderna já anunciaram ser necessária uma terceira dose de reforço das suas vacinas para produzir níveis de anticorpos para fazer frente à Omicron, tão eficazes como para as outras variantes, de acordo com estudos realizados.

Contudo, os especialistas acreditam que as duas doses conseguem mesmo assim proteger contra uma infeção mais grave.


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3 - Regresso das contenções 

Perante a ameaça da Omicron e a falta de proteção total, governos e especialistas mundiais voltam a multiplicar os apelos para a adoção e cumprimento das medidas de prevenção individuais e coletivas. Uso de máscaras e higiene das mãos, distanciamento social e evitar locais com muitas pessoas.

Vários países estão a intensificar as restrições nesta quadra festiva, adotando medidas mais rígidas contra a covid-19, como é o caso de Portugal, Alemanha e Países Baixos

Foto: Joshua Bratt/PA Wire/dpa

No mesmo relatório o Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças alerta que a nova variante deverá passar a ser a variante dominante na União Europeia entre janeiro e março de 2022.

4 - Mais transmissível do que a Delta

Na África do Sul a Omicron mostrou ser capaz de duplicar a incidência de casos em apenas dois dias. Já na Dinamarca o número de infeções duplicou entre dois a três dias, revela um relatório sobre a avaliação da futura emergência e potencial da Omicron, do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, de 15 de dezembro.

Foto: Andrew Matthews/PA Wire/dpa

No mesmo relatório o organismo alerta que a nova variante deverá passar a ser a variante dominante na União Europeia entre janeiro e março de 2022.

5 - Pressão hospitalar

E, mesmo que aparentemente a severidade da Omicron seja menor do que a Delta, o facto de ser muito mais contagiosa irá aumentar o número de doentes e fazer crescer as hospitalizações.

A própria OMS alerta: "É insensato pensar que esta é uma variante branda, que não causará doenças graves, porque com os números de casos a aumentar, todos os sistemas de saúde ficarão sob pressão", declarou Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS. E a saturação dos hospitais tem de ser evitada a todo o custo, para não se reviver os dramas do ano passado.

Foto: Jens Büttner/dpa-Zentralbild

Os especialistas apelam à vacinação de quem não está vacinado, à toma da dose de reforço, ao regresso do uso de máscara e distanciamento social, à redução dos contactos sociais e à realização de testes antes dos eventos festivos. Ao mesmo tempo, os governos também apertam medidas. A Omicron veio sem dúvida estragar a quadra festiva e temer as piores previsões para os primeiros meses do ano. 

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