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"O momento é grave". Central de Zaporijia novamente bombardeada na quinta-feira
Mundo 3 min. 12.08.2022
Guerra na Ucrânia

"O momento é grave". Central de Zaporijia novamente bombardeada na quinta-feira

A central de Zaporizhia fotografada a 27 de abril deste ano.
Guerra na Ucrânia

"O momento é grave". Central de Zaporijia novamente bombardeada na quinta-feira

A central de Zaporizhia fotografada a 27 de abril deste ano.
Foto: Ed Jones/AFP
Mundo 3 min. 12.08.2022
Guerra na Ucrânia

"O momento é grave". Central de Zaporijia novamente bombardeada na quinta-feira

Lusa
Lusa
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica apelou ainda ao acesso à fábrica "o mais depressa possível".

O local da central nuclear de Zaporijia da Ucrânia foi novamente bombardeado na quinta-feira, com a Ucrânia e a Rússia a culparem-se mutuamente, como em bombardeamentos anteriores na semana passada.  

A  Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) mostrou-se preocupada com os novos confrontos entre as tropas russas e ucranianas na maior central nuclear do país, suscitando novos receios de um desastre nuclear.

O diretor-geral da agência, Rafael Grossi, disse no mesmo dia ao Conselho de Segurança da ONU que "o tempo é sério" e apelou ao acesso à fábrica de Zaporijia "o mais depressa possível".

Rafael Grossia acrescentou que análises preliminares indicam não haver "ameaça imediata" à segurança nuclear, mas alertou que a situação é grave e "pode mudar" rapidamente.  

Também o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a apelar à comunidade internacional para "reagir imediatamente" para expulsar os russos da central nuclear ocupada. "O mundo inteiro deve reagir imediatamente para expulsar os ocupantes da central de Zaporijia", a maior da Europa, localizada no sul da Ucrânia e ocupada por tropas russas desde 4 de março, disse o Presidente ucraniano no discurso diário em vídeo.  

"Só a retirada completa dos russos e a retomada do controlo total da central pela Ucrânia garantiria a segurança nuclear para toda a Europa", acrescentou, denunciando "a chantagem nuclear russa".

Vários bombardeamentos, pelos quais ambos os lados também se culpam mutuamente, sem que fosse possível verificar estas reivindicações de fontes independentes, já tinham ocorrido no território da central no final da semana passada, suscitando receios de um desastre nuclear.

"A situação está a piorar, as substâncias radioativas estão localizadas nas proximidades e vários sensores de radiação foram danificados", disse a empresa estatal da Ucrânia Energoatom na quinta-feira.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, disse no mesmo dia ao Conselho de Segurança da ONU que "o tempo é sério" e apelou ao acesso à fábrica de Zaporijia "o mais depressa possível".

Acidente em Zaporijia "poderia ser mais grave" que Fukushima, diz China  

 O representante chinês junto das Nações Unidas, Zhang Jun, alertou o Conselho de Segurança de que um acidente na central nuclear de Zaporijia poderá ser mais grave do que o ocorrido em Fukushima em 2011.

Segundo um comunicado da missão chinesa junto das Nações Unidas, Zhang recordou na quinta-feira que Zaporijia, no leste da Ucrânia, é a maior central nuclear da Europa e disse não querer que "o mesmo risco" se repita.

O acidente nuclear de Fukushima, no Japão, ocorreu a 11 de março de 2011, depois de um intenso terramoto de 9 graus na escala de Richter, que provocou ondas de cerca de 15 metros de altura e matou quase 18 mil pessoas.

Numa reunião de emergência do Conselho de Segurança, convocada pela Rússia, o representante chinês apelou a russos e ucranianos que exerçam "contenção, ajam com prudência, evitem tomar medidas que comprometam a segurança nuclear".

O diplomata chinês mostrou apoio à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) para desempenhar "um papel ativo" na promoção de questões de segurança e proteção nuclear. Zhang Jun pediu também à Rússia e à Ucrânia que removam "obstáculos" colocados à deslocação de uma equipa de especialistas da AIEA a Zaporijia.

"Mais uma vez, pedimos a todas as partes envolvidas que retomem as negociações o mais rápido possível, busquem uma solução para a crise na Ucrânia com uma atitude calma e racional, abordem as preocupações legítimas de segurança umas das outras e construam uma estrutura de segurança equilibrada, eficaz e sustentável para alcançar a segurança comum", disse Zhang.

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