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Novo confinamento em França. O que deverá mudar a partir de sexta-feira
Mundo 4 min. 28.10.2020

Novo confinamento em França. O que deverá mudar a partir de sexta-feira

Novo confinamento em França. O que deverá mudar a partir de sexta-feira

Foto: AFP
Mundo 4 min. 28.10.2020

Novo confinamento em França. O que deverá mudar a partir de sexta-feira

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Presidente Emmanuel Macron anunciou, hoje, um novo confinamento nacional para tentar travar a covid-19 e evitar "400.000 mortes suplementares” dentro de alguns meses em França”.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou, esta quarta-feira, 28 de outubro, um novo confinamento à escala nacional em França.

O país é o segundo país da União Europeia, depois da Irlanda, a decretar um confinamento geral, desde que a pandemia entrou na chamada segunda vaga, no continente europeu, com o objetivo de tentar travar a propagação do vírus da covid-19.

A França entra em novo confinamento, a partir de sexta-feira e durante todo o mês de novembro, numa altura em que muitos especialistas admitem que a situação entrou numa fase de descontrolo, mas com menos restrições que o imposto em março.


Reconfinamento. França aguarda instruções do Presidente
França pode estar mesmo a caminho de um reconfinamento generalizado, segundo os meios de comunicação social.

Segundo Macron, que falou à nação francesa num discurso transmitido pela televisão ao país, é necessária uma “travagem brutal nos contágios” para evitar o colapso dos hospitais.

“Se nada for feito, haverá pelo menos 400.000 mortes suplementares” dentro de alguns meses em França”, afirmou Macron.

O que deverá mudar

O novo confinamento começa já a partir da meia-noite de sexta-feira, 30 de outubro, e dura até dia 1 de dezembro. As escolas permanecerão abertas, mas as universidades e os estabelecimentos comerciais não essenciais deverão ser encerrados.

 As unidades de cuidados continuados, estabelecimentos de serviços públicos, fábricas e explorações agrícolas vão continuar a funcionar. 

Os cemitérios vão manter-se abertos, pelo menos, durante os dias de Todos os Santos.

Já os bares e restaurantes vão ter de encerrar. As reuniões privadas e ajuntamentos públicos estão proibidos enquanto vigorar este confinamento.

As deslocações dos cidadãos serão reduzidas essencialmente ao trajeto casa-trabalho-casa e a questões de primeira necessidade, sendo necessário comprovativo para deslocações laborais, de saúde, assistência a terceiros, cursos essenciais ou passeios higiénicos. Está prevista uma tolerância no regresso das férias de Todos os Santos, segundo adianta a Radio France Internationale.

De acordo com o mesmo órgão, as fronteiras do espaço aéreo europeu manter-se-ão abertas, com a realização de testes rápidos à chegada a território francês.


Novo confinamento colocaria em risco 8 mil postos de trabalho, diz Horesca
Um eventual novo confinamento, devido à pandemia de covid-19, colocaria em risco 8.000 empregos nos ramos da hotelaria e restauração, segundo as estimativas da Horesca.

Macron anunciou também que o teletrabalho será praticamente obrigatório em todo o país, nas atividades que o permitam.

O Presidente francês deixou ainda um apelo para que as pessoas continuem a seguir as regras de saúde e respeitem a distância social, incluindo no meio familiar.  

As medidas do novo confinamento serão detalhadas esta quinta-feira, 29 de outubro, depois da aprovação no parlamento. 

Alemanha com encerramentos parciais

No mesmo dia que a França anuncia o regresso ao confinamento geral, a Alemanha decide também avançar com o encerramento de alguns setores económicos, durante o mês de novembro.

O objetivo é o mesmo: aliviar a pressão sobre os hospitais numa altura em que os números de infetados batem recordes todos os dias.


Alemanha decide encerramento parcial da restauração e comércio
As restrições entrarão todas em vigor a 2 de novembro com o objetivo de "evitar uma emergência sanitária nacional", anunciou Merkel.

Assim, a partir de 2 de novembro e durante quatro semanas, restaurantes, bares e teatros estarão encerrados, mantendo-se abertas as escolas e o comércio, “enquanto for possível”, anunciou a chanceler alemã, Angela Merkel.

Todas as competições desportivas profissionais decorrerão sem púbico a partir de segunda-feira e os cidadãos são aconselhados a evitar viagens desnecessárias. Merkel adiantou mesmo que os hotéis não vão ter a possibilidade de acomodar pessoas em viagens de turismo.

 Portugal: Costa convoca partidos e Conselho de Ministros extraordinário  

Portugal continua sob estado de calamidade, com três concelhos da região Norte sob medidas mais apertadas que o resto do território. No entanto, e apesar de ter vindo a descartar um confinamento geral e o regresso ao estado de emergência,  o primeiro-ministro, António Costa, convocou os partidos para reuniões, esta sexta-feira, e um Conselho de Ministros extraordinário, para sábado.

Com o número de infetados no país a continuar a bater máximos desde que a pandemia começou, como aconteceu esta quarta-feira, e a subida diária de internamentos, o Governo português quer definir novas "ações imediatas" para controlar a pandemia em Portugal. 

Segundo a agência Lusa, a ministra da Saúde, Marta Temido, e a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, estão já a ouvir um conjunto de epidemiologistas, enquanto o ministro da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, está a ouvir parceiros sociais.

Antes disso, os governantes europeus participam num Conselho Europeu extraordinário, por videoconferência, já esta quinta-feira, para procurar uma resposta coordenada, a nível europeu, para conter os contágios.


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