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Nova Iorque. Governador vai investigar violência em manifestação sobre Floyd
Mundo 8 2 min. 30.05.2020

Nova Iorque. Governador vai investigar violência em manifestação sobre Floyd

Nova Iorque. Governador vai investigar violência em manifestação sobre Floyd

AFP
Mundo 8 2 min. 30.05.2020

Nova Iorque. Governador vai investigar violência em manifestação sobre Floyd

Lusa
Lusa
Cerca de 3.000 pessoas saíram à rua para exigir justiça pela morte de George Floyd. Cuomo quer saber se houve força excessiva da polícia.

O governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, disse hoje que vai pedir uma investigação aos acontecimentos violentos durante as manifestações de protesto pela morte de George Floyd pela polícia, que decorreram naquela cidade na sexta-feira.

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"Assistimos a confrontos violentos e preocupantes durante os protestos em Nova Iorque. Todos vimos os vídeos e vou pedir à procuradora geral do Estado, Laetitia James, que investigue as ações e os procedimentos usados", disse Cuomo em conferência de imprensa.

O governador sublinhou que "o público merece respostas e responsabilização", adiantando que depois de ter falado com o presidente da câmara de Nova Iorque, Bill de Blasio, concordaram na necessidade de uma "investigação independente" dos acontecimentos.

Manifestações em todo o país

Na origem dos protestos de Nova Iorque está a morte às mãos da polícia de Minneapolis, estado do Minesota, na segunda-feira, de George Floyd, um cidadão negro que estava desarmado e não ofereceu resistência à detenção.

A contestação, que começou nas ruas de Minneapolis, foi replicada em cidades de todo o país, e na sexta-feira, em Nova Iorque, cerca de 3.000 pessoas saíram à rua para exigir justiça pela morte de Floyd.


"Não consigo respirar". A história de um homem que morreu asfixiado pelo joelho de um polícia
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Cerca de 200 pessoas foram detidas, principalmente em manifestações no bairro de Brooklyn, e cerca de uma dúzia de polícias, bem como vários manifestantes, ficaram feridos, alguns com gravidade.

Videos mostram força excessiva da Polícia

Vídeos colocados nas redes sociais mostram uso de força excessiva contra manifestantes pacíficos, incluindo uma mulher que ficou feriada na cabeça após um empurrão violento e aparentemente injustificado por um dos agentes da polícia.

Com novos protestos previstos em várias áreas de Nova Iorque este sábado, Cuomo insistiu que "a violência não é a resposta, nunca é", recordando as palavras do icónico ativista Martin Luther King: "Responder ao ódio com ódio apenas multiplica o ódio".


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Uma esquadra foi invadida e incendiada na cidade onde, durante sete minutos, um polícia asfixiou George Floyd, um afro-americano que estava desarmado, algemado e deitado no chão acabando por falecer mais tarde. Três polícias observaram sem reação. Homens foram despedidos mas o país exige justiça.

A conferência de imprensa de Cuomo aconteceu pouco depois de o comissário da Polícia de Nova Iorque Dermot Shea ter defendido as ações dos agentes e ter afirmado que a polícia tinha sido atacada em várias ocasiões pelos manifestantes, que, segundo disse, atiraram tijolos e "cocktails" Molotov, um dos quais atingiu uma carrinha da polícia com agentes no interior.

"Temos sorte de não haver mortes hoje", disse.

Momentos de tensão

O primeiro protesto de sexta-feira teve lugar na Praça Foley, em Manhattan, mas as ações mais violentas ocorreram em Brooklyn, onde um carro da polícia foi queimado e uma esquadra danificada.


Polícia que matou George Floyd foi detido
O polícia que asfixiou o mais recente símbolo dos protestos contra o racismo das autoridades está atrás das grades.

Viveram-se vários momentos de grande tensão com cargas policiais e uso de gás lacrimogéneo.

Durante os protestos, as palavras "não consigo respirar" - que Floyd disse ao polícia que lhe colocou o joelho no pescoço - foram repetidas insistentemente pelos manifestantes, que exigiram justiça para o também afro-americano Eric Garner, que morreu em Nova Iorque, em julho de 2014, durante outra operação policial.

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