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Nos mercados de Natal de Berlim nem o vinho quente ajuda
Mundo 6 2 min. 23.11.2022
Alemanha

Nos mercados de Natal de Berlim nem o vinho quente ajuda

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Nos mercados de Natal de Berlim nem o vinho quente ajuda

Foto: Monika Skolimowska/dpa
Mundo 6 2 min. 23.11.2022
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Nos mercados de Natal de Berlim nem o vinho quente ajuda

Lusa
Lusa
Em algumas tendas do mercado de Potsdamer Platz, o vinho quente pode chegar aos 8 euros (com o copo incluído), a salsicha com pão 4 euros e meio.

"Ainda a pandemia continua, já temos outro problema, a inflação", desabafa uma das vendedoras do mercado da Potsdamer Platz, em Berlim, enquanto afasta a primeira capa de gelo do telhado de madeira da tenda.

As temperaturas caíram na capital alemã com os primeiros graus negativos do ano. Se antes este era motivo de convite para os mercados de Natal, especialmente para o vinho quente, este ano o receio da falta de clientes volta a pairar por quem ali vende.

Juan Carlos torna a vender brinquedos depois de quase dez anos de ausência dos mercados de Natal. Lamenta a falta de gente, mas acredita que tudo irá melhorar no mês de dezembro, quando faltar menos para o Natal. Ainda assim, não ignora as mudanças nos preços.

"Está tudo mais caro. O que compramos, o que vendemos. Mas onde noto mais, para já, é no supermercado. Os dez euros que usava há quatro meses para as compras agora não dão para nada", lamentou.

Para Martin, as opções biológicas disponíveis nas prateleiras passaram a ser um luxo.


Alemães preparam-se para casas mais frias e ruas escuras neste inverno
Algumas lojas já comunicaram que estão esgotar o 'stock' de aquecedores elétricos.

"Agora, vamos ter de reforçar as camisolas a usar dentro de casa"  

"Se antes conseguia comprar produtos mais naturais, que faziam melhor à saúde, agora essas opções passaram a ser incomportáveis. Temos de escolher o mais barato", apontou.

Ao lado, a namorada explica que o aumento generalizado dos preços, sobretudo nos custos da energia, já a fez baixar o aquecimento em casa.

"Até aqui, com temperaturas superiores a 10 graus, não tínhamos grande problema. Mas agora, com o frio, vamos ter de reforçar as camisolas a usar dentro de casa. Tenho muito mais cuidado com o tempo em que tenho o aquecimento ligado, e com o número de vezes que vamos jantar aquele sushi caro que gostamos", partilhou, com um sorriso.

Em algumas tendas do mercado de Potsdamer Platz, um dos primeiros a abrir em Berlim, o vinho quente pode chegar aos 8 euros (com o copo incluído), a salsicha com pão 4 euros e meio, e por um saco de 200 gramas de amêndoas torradas paga-se este ano 11 euros. Preços mais altos e pouco doces para quem por ali passa.

"Os mercados de Natal são fantásticos, têm uma boa atmosfera, mas este ano não tenciono vir muitas vezes. Passaram a ser um luxo, e não uma necessidade. Comprar comida é uma necessidade", realçou Marius, enquanto termina de almoçar.

O horário de encerramento deste mercado, mantém-se, tal como no ano passado, às 22h. Outros, como o mercado na Breitscheidplatz, fecham um pouco mais cedo. Com os custos da eletricidade em níveis recorde, a maioria das tendas opta por iluminação a LED ou mais reduzida.

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