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Navio mais importante da frota russa no Mar Negro "gravemente danificado" pela Ucrânia
Mundo 4 min. 14.04.2022
Guerra na Ucrânia

Navio mais importante da frota russa no Mar Negro "gravemente danificado" pela Ucrânia

Guerra na Ucrânia

Navio mais importante da frota russa no Mar Negro "gravemente danificado" pela Ucrânia

Foto: AFP
Mundo 4 min. 14.04.2022
Guerra na Ucrânia

Navio mais importante da frota russa no Mar Negro "gravemente danificado" pela Ucrânia

Redação
Redação
O Ministério da Defesa russo confirmou que o cruzador de mísseis Moskva, que lidera a frota da Rússia no mar Negro, ficou "gravemente danificado", na sequência de uma explosão de munições causada por um incêndio.

Na quarta-feira à noite, o chefe da administração militar regional de Odesa, Maksym Marchenko, disse que as forças ucranianas tinham atingido com mísseis Neptuno o Moskva, causando "danos graves", segundo a agência de notícias ucraniana Ukrinform.

De acordo com as agências de notícias estatais russas Tass e Ria Novosti, o Ministério da Defesa disse que a tripulação do cruzador foi retirada e que uma investigação está em curso para determinar a causa do incêndio. As agências russas não mencionaram a localização do Moskva quando a explosão aconteceu, nem qualquer possível ataque da Ucrânia.

"Não entendemos o que aconteceu", disse, de forma sarcástica, um conselheiro do Presidente ucraniano. "Chegou uma surpresa ao navio-almirante da frota russa no mar Negro", disse Oleksiï Arestovitch, num vídeo publicado no YouTube.

O Moskva "está a arder intensamente. E com este mar agitado, é impossível saber quando eles poderão receber ajuda", disse Arestovitch, assegurando que "510 tripulantes" estavam a bordo.

O navio participou nos primeiros dias da invasão num ataque contra a ilha das Serpentes, localizada no mar Negro, perto da fronteira romena, durante o qual 19 marinheiros ucranianos foram capturados. Os marinheiros foram posteriormente trocados por prisioneiros russos.

Finlândia e Suécia na NATO vão tornar-se "adversários", ameaça Rússia

O aviso foi feito pelo vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev. De acordo com a agência russa TASS, Dmitry Medvedev disse que, caso a Finlândia e Suécia se juntem à NATO, a Rússia "vai ter mais adversários oficialmente registados".


Em Bucha e Irpin, cidades que estiveram sob ocupação militar russa, foram descobertos cadáveres de centenas de habitantes.
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O britânico Karim Khan descreveu hoje o país como um “cenário de crime”, durante uma visita à cidade de Bucha, perto de Kiev.

"A Finlândia e a Suécia estão a discutir a possibilidade de se juntarem à NATO com uma seriedade animalesca. A própria aliança está pronta para aceitar. Os Estados Unidos agora estão a fazer propaganda para os receber", escreveu no Telegram. "O que significa isto? Que a Rússia vai ter mais dois adversários oficialmente registados", disse. O antigo presidente russo disse ainda que as conversas para uma região do Báltico sem nuclear poderão terminar, acrescentando que "o equilíbrio deve ser restaurado".

Rússia ameaça atacar centros de comando em Kiev

As Forças Armadas da Rússia ameaçaram atacar os centros de comando na capital ucraniana, poupados por Moscovo até ao momento, acusando a Ucrânia de disparos e de sabotagens em território russo.


Carta foi lida pelo embaixador da Ucrânia na ONU, Sergiy Kyslytsya, na segunda-feira, na reunião do Conselho de Segurança.
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O facto destas palavras serem escritas "quer dizer que algo correu terrivelmente mal, incluindo aqui nas Nações Unidas", acusou o embaixador da Ucrânia na ONU, Sergiy Kyslytsya.

"Estão a verificar-se tentativas de sabotagem e de ataques das forças ucranianas contra alvos em território da Federação da Rússia", declarou Igor Konachenkov, porta-voz do Ministério da Defesa russo. "Caso prossigam estas ações, o exército russo desencadeará ataques dirigidos a centros de tomada de decisão, incluindo em Kiev, o que o exército russo se absteve de fazer até agora", prosseguiu.

No final de março as forças russas retiraram-se da região de Kiev. Durante um mês, tentaram cercar a capital e efetuaram diversos bombardeamentos que atingiram a periferia da capital. Moscovo possui designadamente mísseis hipersónicos, considerados impossíveis de destruir durante o voo devido à sua velocidade, que indicou já ter utilizado na Ucrânia.

O porta-voz do Ministério da Defesa também referiu que a zona comercial do porto de Mariupol, cidade estratégica do sudeste da Ucrânia, foi totalmente conquistada. Na segunda-feira, o líder dos separatistas russófonos de Donetsk, que combatem ao lado do exército russo em Mariupol, tinha já reivindicado este avanço militar.

"O que resta das unidades ucranianas e dos nazis [do batalhão] Azov presentes na cidade estão bloqueados e privados da possibilidade de sair do cerco", afirmou Igor Konachenkov. 

Irlanda no terreno

O Ministro dos Negócios Estrangeiros irlandês, Simon Coveney, visita Kiev esta quinta-feira, a primeira visita de um ministro dos Negócios Estrangeiros de um membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, desde o início da guerra na Ucrânia. 


 Frank-Walter Steinmeier
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Presidentes da Polónia, Lituânia, Letónia e Estónia estão a caminho da capital ucraniana, mas convite para Frank-Walter Steinmeier se juntar à delegação não foi bem recebido por Zelensky. Já o chanceler alemão deverá ir a Kiev para tomar "decisões práticas" sobre a entrega de armamento pesado.

Simon Coveney, que é também ministro da defesa, irá encontrar-se com os seus dois homólogos, o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kouleba, e o ministro da Defesa, Oleksii Reznikov, e vai visitar áreas afetadas pela invasão. 

"As discussões com o governo ucraniano centrar-se-ão na forma como a Irlanda pode continuar a fornecer apoio político, de segurança e humanitário à Ucrânia", disse o gabinete oficial.  

Concentrar-se-ão também em como "ajudar" a Ucrânia na sua tentativa de aderir à União Europeia, "levar a cabo as sanções da UE contra a Rússia e responsabilizar a Rússia pela sua invasão brutal e injustificada". 

A Irlanda concedeu 20 milhões de euros em ajuda humanitária à Ucrânia e aos refugiados ucranianos nos países vizinhos e 33 milhões de euros em ajuda ao exército ucraniano através do Mecanismo de Apoio à Paz da UE. Este fundo de cinco mil milhões de euros foi criado e financiado por Estados-membros fora do orçamento da UE

(Com agências)

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