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NATO. Macron pede a Erdogan que respeite "decisão soberana" da Finlândia e Suécia
Mundo 2 min. 26.05.2022
Aliança Atlântica

NATO. Macron pede a Erdogan que respeite "decisão soberana" da Finlândia e Suécia

O presidente turco tem mostrado oposição à adesão dos dois países nórdicos
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NATO. Macron pede a Erdogan que respeite "decisão soberana" da Finlândia e Suécia

O presidente turco tem mostrado oposição à adesão dos dois países nórdicos
Foto: Adem ALTAN / AFP
Mundo 2 min. 26.05.2022
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NATO. Macron pede a Erdogan que respeite "decisão soberana" da Finlândia e Suécia

AFP
AFP
O presidente francês Emmanuel Macron apelou esta quinta-feira ao seu homólogo turco Recep Tayyip Erdogan que "respeite a decisão soberana" da Finlândia e da Suécia em aderir à NATO, e disse esperar que seja rapidamente encontrada uma "solução" para levantar a ameaça de um veto turco.

"O Presidente da República salientou a importância de respeitar a escolha soberana destes dois países, resultante de um processo democrático e em resposta às mudanças no seu ambiente de segurança", disse o Eliseu após o telefonema entre os dois líderes que durou uma hora.


Falha consenso em reunião de diplomatas sobre adesão da Finlândia e Suécia
Os membros da NATO falharam hoje um consenso sobre se devem iniciar conversações de adesão com a Finlândia e a Suécia, disseram diplomatas, com a Turquia a insistir nas suas objeções à adesão dos dois países nórdicos.

"[Macron] espera que as discussões continuem para encontrar uma solução rápida" para a oposição da Turquia às duas candidaturas, acrescentou a presidência francesa.

Os dois países nórdicos, rompendo com uma longa tradição de neutralidade, decidiram juntar-se à NATO em resposta à ofensiva da Rússia na Ucrânia a 24 de fevereiro.

Turquia exige extradição de curdos dos dois países

Mas a Turquia ameaça bloquear a sua entrada na Aliança Atlântica, que requer aprovação por unanimidade entre os Estados-membros da organização.

Ancara acusa os dois países de abrigar militantes curdos do PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, que considera uma organização terrorista, e exige a sua extradição.

A Turquia está também a considerar uma nova operação contra os curdos no norte da Síria, que poderá levantar novas tensões no seio da NATO, especialmente com a França.


NATO. Erdogan vetará adesão de Finlândia e Suécia se mantiverem política pró-curda
“A Suécia é um centro de incubação de organizações terroristas. Acolhe terroristas. No seu parlamento, há deputados que defendem os terroristas. A quem acolhe terroristas não diremos ‘sim’ quando quiserem juntar-se à NATO”, declarou Erdogan.

Os presidentes francês e turco falaram também da "necessidade urgente de tornar possível a exportação de cereais ucranianos", bloqueada pela guerra nos portos do sul do país, que ameaça causar uma crise alimentar global. Emmanuel Macron continuará "nos próximos dias os contactos sobre este assunto com os atores internacionais relevantes".

Macron e Erdogan discutiram as "diferentes formas possíveis de transporte" destas culturas, em conjunto com as Nações Unidas, e "concordaram em permanecer em contacto a fim de encontrar rapidamente uma solução".

Turquia pode ajudar a exportar cereais da Ucrânia

Uma das opções estudadas é o estabelecimento de um corredor naval a partir de Odessa, no Mar Negro, no qual a Turquia poderia ser um ator importante.

Os dois líderes também expressaram "a sua preocupação com a deterioração da situação na Líbia".

Mais de uma década depois do caos que se seguiu à queda de Muammar Gaddafi em 2011, a Líbia, flagelada pelas divisões entre instituições concorrentes no leste e no oeste, teve dois governos rivais desde o início de março, como aconteceu entre 2014 e 2021, quando estava no meio de uma guerra civil.


Os embaixadores da Finlândia e da Suécia, ao lado do secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg (ao centro), entregaram esta quarta-feira os pedidos de adesão dos dois países à organização.
Finlândia e Suécia entregam candidaturas à NATO em dia "histórico"
"A vossa adesão à NATO vai aumentar a nossa segurança partilhada", disse o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg.

Um governo formado pelo antigo ministro do Interior Fathi Bachagha, aprovado pelo parlamento com assento no leste, está a competir com o executivo em Tripoli, liderado por Abdelhamid Dbeibah, que emergiu de acordos políticos patrocinados pela ONU.

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