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NATO garante "todas as medidas necessárias" para proteger aliados
Mundo 2 min. 24.02.2022 Do nosso arquivo online
Guerra

NATO garante "todas as medidas necessárias" para proteger aliados

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NATO garante "todas as medidas necessárias" para proteger aliados

Foto: John Thys/AFP
Mundo 2 min. 24.02.2022 Do nosso arquivo online
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NATO garante "todas as medidas necessárias" para proteger aliados

Lusa
Lusa
"As nossas medidas são e continuam a ser preventivas, proporcionadas e não fomentadoras de tensão", garante o Conselho do Atlântico Norte.

"As ações da Rússia representam uma séria ameaça à segurança euro-atlântica, e terão consequências geoestratégicas. A NATO continuará a tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança e defesa de todos os aliados", refere uma declaração do Conselho do Atlântico Norte, principal organismo de decisão política da aliança, sobre o ataque da Rússia à Ucrânia, divulgada hoje de manhã.


O conselheiro Mykhailo Podolyak referiu que o exército ucraniano está a responder e "já infligiu perdas significativas ao inimigo".
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou, esta quinta de madrugada, o início de uma operação militar no leste da Ucrânia.

Após uma reunião de urgência horas depois de Moscovo ter ordenado uma operação militar em grande escala na Ucrânia, iniciada hoje de madrugada, o Conselho do Atlântico Norte informa que os aliados estão "a destacar forças terrestres e aéreas defensivas adicionais para a parte oriental da Aliança, bem como meios marítimos adicionais". "Temos aumentado a prontidão das nossas forças para responder a todas as contingências", assegura.

Assente nesta reunião ficou o "acordo com o planeamento defensivo para proteger os aliados, tomar medidas adicionais para reforçar ainda mais a dissuasão e a defesa em toda a Aliança", acrescenta o órgão.

"As nossas medidas são e continuam a ser preventivas, proporcionadas e não fomentadoras de tensão", garante o Conselho do Atlântico Norte, condenando "com a maior veemência possível o ataque horrendo da Rússia à Ucrânia, que é totalmente injustificado e não provocado".

"Exortamos a Rússia a cessar imediatamente a sua ação militar e a retirar todas as suas forças dentro e fora da Ucrânia", refere ainda. E, caso a Rússia "não volte atrás no caminho da violência e da agressão que escolheu", terá um "preço económico e político muito elevado" a pagar, adianta a declaração.

Depois de semanas de tensão crescente, a Rússia invadiu, hoje de madrugada, a Ucrânia, fazendo ataques aéreos em todo o país, incluindo na capital, Kiev, e avançando com forças terrestres em três frentes: a partir do norte, do leste e do sul do país.


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A invasão foi explicada pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin, com a necessidade de proteger civis de etnia russa nas repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk, que reconheceu como independentes na segunda-feira.

Depois do reconhecimento, Putin autorizou o exército russo a enviar uma força de "manutenção da paz" para Donetsk e Lugansk, referindo, na quarta-feira, que os líderes das autoproclamadas repúblicas separatistas pró-Rússia tinham pedido ajuda para “repelir a agressão” dos militares ucranianos.

O Ocidente acusa Moscovo de quebrar os Acordos de Minsk, assinados por Kiev e pelos separatistas pró-russos de Donetsk e Lugansk, sob a égide da Alemanha, França e Rússia. Estes visavam encontrar uma solução para a guerra entre Kiev e os separatistas apoiados por Moscovo que começou em 2014, pouco depois de a Rússia ter anexado a península ucraniana da Crimeia.

A guerra no Donbass já provocou mais de 14.000 mortos e 1,5 milhões de deslocados desde 2014, segundo as Nações Unidas.

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