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NATO diz que Rússia continua a reforçar presença militar nas fronteiras com Ucrânia
Mundo 2 min. 16.02.2022 Do nosso arquivo online
Tensão

NATO diz que Rússia continua a reforçar presença militar nas fronteiras com Ucrânia

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.
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NATO diz que Rússia continua a reforçar presença militar nas fronteiras com Ucrânia

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.
Foto: AFP
Mundo 2 min. 16.02.2022 Do nosso arquivo online
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NATO diz que Rússia continua a reforçar presença militar nas fronteiras com Ucrânia

Lusa
Lusa
A Rússia continua a reforçar a presença militar nas suas fronteiras com a Ucrânia, disse esta quarta-feira o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, observando que “nesta fase” não há sinais de desescalada, apesar das declarações de Moscovo.

“Nesta fase, não assistimos a qualquer desescalada no terreno. Pelo contrário, parece que a Rússia continua a reforçar a sua presença militar”, disse Jens Stoltenberg no início de uma reunião com os ministros da Defesa da Aliança em Bruxelas.


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Presidente russo indicou que está disposto a iniciar conversações sobre a limitação da instalação de mísseis de médio alcance na Europa, transparência de manobras militares e outras medidas, mas insiste que Ocidente tem de atender às principais exigências de Moscovo.

“A Rússia ainda pode invadir a Ucrânia sem aviso prévio, as capacidades estão no lugar” com mais de 100 mil soldados, acrescentou o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), citado pela agência francesa AFP.

A Rússia anunciou hoje, e na terça-feira, o regresso aos quartéis de algumas das suas tropas que destacou para perto das fronteiras com a Ucrânia nos últimos meses.

Algumas dessas unidades estavam na península ucraniana da Crimeia, que a Rússia invadiu e anexou em 2014.

A televisão russa mostrou hoje imagens noturnas de um comboio que transportava blindados através da ponte sobre o Estreito de Kertsch, construído pela Rússia para ligar a Crimeia ao seu território.

À entrada da reunião da NATO, o ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, também se referiu à falta de provas da retirada de forças e disse que o Reino Unido irá julgar a Rússia pelas ações e não pelas palavras.


Kremlin confirma retirada de tropas da fronteira com a Ucrânia
A Presidência russa (Kremlin) confirmou esta terça-feira, 15, o início da retirada de algumas das suas tropas de perto das fronteiras da Ucrânia, denunciando a "histeria ocidental" sobre uma suposta invasão iminente do país pela Rússia.

Wallace disse que se mantém a possibilidade de um ataque.

“De facto, assistimos a uma acumulação contínua de coisas como hospitais de campo e sistemas de armas estratégicas”, disse.

“Até vermos uma verdadeira desescalada, penso que todos devemos ser cautelosos sobre a direção que o Kremlin [Presidência russa] está a tomar”, acrescentou.

A reunião dos ministros da Defesa da NATO realiza-se hoje e quinta-feira, em Bruxelas.

Portugal está representado pelo ministro da Defesa, João Gomes Cravinho.

O Ocidente acusa a Rússia de ter concentrado mais de 100 mil tropas nas fronteiras da Ucrânia para invadir novamente o país vizinho.


Guterres alerta para guerra "desastrosa" e apela a solução diplomática
"O preço em sofrimento humano, destruição e dano à segurança europeia e global é demasiado alto para ser contemplado", disse o secretário-geral da ONU aos jornalistas.

A Rússia nega qualquer intenção bélica, mas exige garantias para a sua segurança, incluindo uma promessa de que a Ucrânia nunca será membro da NATO.

Esta exigência foi rejeitada pelo Ocidente, que propôs em troca conversações com Moscovo sobre outros assuntos de segurança, como o controlo de armas ou visitas recíprocas a infraestruturas sensíveis.

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