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NASA lança-se no mercado imobiliário... em Marte

NASA lança-se no mercado imobiliário... em Marte

Foto: NASA
Mundo 2 2 min. 12.04.2019

NASA lança-se no mercado imobiliário... em Marte

A NASA elegeu três modelos de habitação para a fase final de um concurso destinada a conseguir os edifícios perfeitos para os humanos viverem “na Lua, em Marte e além”. São, naturalmente, casas dignas de um filme de ficção científica.

Até agora, a estimativa é que o homem só conseguirá chegar a Marte para lá de 2030. O mais certo é ser mais tarde. E será uma viagem de ida e volta, sem grandes dormidas no planeta vermelho.

Mesmo assim, a criação de colónias na Lua e em Marte, é um dos sonhos da civilização humana. Estrategicamente, essas bases serão colocadas primeiro no satélite terrestre, por ser um excelente posto de abastecimento de combustível para viagens interplanetárias mais longínquas na aventura da exploração espacial. Em relação à ficção científica, a fazer fé na antiga série de televisão "Espaço 1999", já estão atrasadas. 

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A agência espacial norte-americana iniciou um concurso internacional à procura da habitação perfeita para se viver no planeta vermelho, de acordo com as suas particularidades. Outras foram projetadas para a Lua.

E na semana passada, apresentou os três projetos que chegaram à final, deste 3D- Printed Habitar Chanllenge, da Nasa São construções dignas de um filme de ficção científica. Mas desta vez, a intenção é que sejam reais, e abriguem os corajosos humanos que se queiram aventurar a ir colonizar Marte. Quando? Não se sabe.

Este concurso da NASA passa por três fases principais. A primeira, que terminou em 2015, foi uma competição de design que envolveu equipas de arquitetos.  Já a segunda fase, que terminou em 2017, foi uma competição estrutural, que focou em tecnologias materiais, ao pedir que essas equipas criassem componentes estruturais para as habitações elaboradas.

A terceira fase do concurso começou ano passado, e é uma competição que tem como objetivo testar as habilidades dos participantes em desenvolver tecnologias para construir essas habirtações, com um prêmio que totaliza 2 milhões de dólares. No final, a construção idealizada pelo vencedor será fabricada a partir da tecnologia de impressão 3D.

As estruturas foram apresentadas à escala real dos seus designs graças a um software de modelagem 3D. O primeiro lugar, com um edifício cilíndrico foi conquistado Team SEArch +/Apis Cor, de Nova Iorque.   

O segundo lugar foi para Zoperhus que optou por casas mais pequenas e interligadas, em forma de meia esfera.

O terceiro, consiste em vários módulos e tem até espaço para plantar verduras, árvores e plantas foi desenhado por artistas e engenheiros da Mars Incubator.

Agora só falta mesmo o homem conseguir chegar a Marte. O maior problema prende-se com a longa viagem, e os seus efeitos. A NASA e a Esa, a agência espacial europeia centram os seus estudos nestas consequências para conseguir, com sucesso, colocar o homem, no planeta vermelho. “Uma missão tripulada a Marte deve levar cerca de mil dias: 350 na ida, duas semanas no planeta e o resto na volta”, afirmou numa entrevista o engenheiro holandês Dietrich Vennemann, da ESA. E, não se sabe o que pode acontecer com os astronautas durante tanto tempo. O recorde de permanência no espaço é do cosmonauta russo Sergei Krikalev, que ficou “apenas” 748 dias em órbita.

 O multimilionário Elon Musk também está a programar levar turistas espaciais até Marte, através da sua empresa espacial, a SpaceX, em viagens que custarão centenas de milhares de dólares. Um capricho só para os muito ricos. E mais tarde, gostaria de transportar os humanos que quisessem ir morar para o planeta vermelho, disse numa entrevista ao site Inverse.

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