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Nagorno-Karabakh. Governo do Azerbaijão diz que Arménia atacou vários alvos civis
Mundo 3 min. 04.10.2020

Nagorno-Karabakh. Governo do Azerbaijão diz que Arménia atacou vários alvos civis

Nagorno-Karabakh. Governo do Azerbaijão diz que Arménia atacou vários alvos civis

Foto: AFP
Mundo 3 min. 04.10.2020

Nagorno-Karabakh. Governo do Azerbaijão diz que Arménia atacou vários alvos civis

Lusa
Lusa
O novo confronto armado na região completou uma semana de intensos combates no sábado, sem haver qualquer sinal de que a Arménia e o Azerbaijão estejam dispostos a discutir um cessar-fogo.

A Armênia atacou vários alvos civis na manhã deste domingo, incluindo as cidades de Tartar, Horadiz e Ganja, a segunda mais importante do Azerbaijão, denunciou o Governo do Azerbaijão.

"A Arménia lançou foguetes sobre Ganja. As forças armadas armênias atacam deliberadamente as cidades de Tartae e Horadiz com artilharia pesada e sistemas de foguetes. Também houve ataques de foguetes em cidades nas regiões de Fuzuli e Jabrail", disse o conselheiro da Presidência do Azerbaijão, Hikmet Hajiyev.

De acordo com o alto funcionário do Azerbaijão, “vários civis foram mortos ou ficaram feridos como resultado desses ataques”.

Hajiyev indicou que durante os últimos dias, a Arménia lançou mais de 10.000 projéteis de vários tipos contra áreas densamente povoadas, causando graves danos a mais de 500 casas.

O alto funcionário sublinhou a necessidade de distinguir entre militares e civis durante o confronto.

"Os ataques arménios em grande escala contra as aldeias do Azerbaijão sem necessidade militar de qualquer tipo não são acidentais. Os ataques sistemáticos da Arménia são um testemunho de que foi um plano preparado com antecedência e incluído no programa de prontidão de combate do Exército Arménio", alegou Hajiyev.


A guerra entre a Arménia e o Azerbaijão volta em Nagorno-Karaback
O regresso às hostilidades entre a república separatista de maioria arménia e o Azerbaijão ameaça escalar para uma nova guerra na região do Cáucaso.

As forças armadas do Azerbaijão respondem "adequadamente" para aniquilar os postos de fogo inimigos e garantir a segurança da população civil, garantiu Hajiyev.

Enquanto isso, a procuradoria-geral do Azerbaijão anunciou a morte de dois outros civis da cidade de Beylagan como resultado dos confrontos do dia anterior, elevando para 22 o número de civis mortos durante a guerra.

Por outro lado, no sábado, o primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinyan disse que o seu país enfrenta "talvez o momento mais decisivo da sua história", referindo-se ao conflito no enclave de Nagorno-Karabakh, onde separatistas apoiados por Erevan lutam contra soldados do Azerbaijão.

  Angela Merkel pede cessar-fogo e início de conversações  

A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu ao seu homólogo arménio, Nikol Pashinian, durante uma conversa telefónica, um cessar-fogo imediato em Nagorno-Karabakh e o início das negociações com o Azerbaijão.

A vice-porta-voz do executivo alemão, Ulrike Demmer, explicou hoje, num comunicado, que a conversa entre os dois líderes sobre o conflito de Nagorno-Karabakh ocorreu no sábado.

"Angela Merkel enfatizou que todos os lados devem abandonar as hostilidades […] e que uma negociação deve começar. A chanceler apoiou a declaração dos copresidentes do Grupo de Minsk", disse Ulrike Demmer.

O Grupo de Minsk foi criado em 1992 pela OSCE para encorajar a negociação entre o Azerbaijão e a Arménia no sentido de resolverem pacificamente o conflito de Nagorno-Karabakh.

A chanceler também foi favorável a um "cessar-fogo humanitário" para poder enterrar os soldados que morreram nos confrontos armados dos últimos dias.

O novo confronto armado na região de Nagorno-Karabakh completou uma semana de intensos combates no sábado, sem haver qualquer sinal de que a Arménia e o Azerbaijão estejam dispostos a discutir um cessar-fogo.

No centro das deterioradas relações entre Erevan e Baku encontra-se a região do Nagorno-Karabakh, no Cáucaso do Sul onde há interesses divergentes de diversas potências, em particular da Turquia, da Rússia, do Irão e de países ocidentais.

Este território, de maioria arménia, integrado em 1921 no Azerbaijão pelas autoridades soviéticas, proclamou unilateralmente a independência em 1991, com o apoio da Arménia.

Na sequência da uma guerra que provocou 30.000 mortos e centenas de milhares de refugiados, foi assinado um cessar-fogo em 1994 e aceite a mediação do Grupo de Minsk, constituído no seio da OSCE, mas as escaramuças armadas permaneceram frequentes.

Em julho deste ano, os dois países envolveram-se em confrontos a uma escala mais reduzida que provocaram cerca de 20 mortos. Os combates recentes mais significativos remontam abril de 2016, com um balanço de 110 mortos.

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