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Na Venezuela: Portugueses querem segurança para investir
Mundo 2 min. 07.05.2016

Na Venezuela: Portugueses querem segurança para investir

José Luís Carneiro falava no final de uma visita de quatro dias à Venezuela

Na Venezuela: Portugueses querem segurança para investir

José Luís Carneiro falava no final de uma visita de quatro dias à Venezuela
Foto: Lusa
Mundo 2 min. 07.05.2016

Na Venezuela: Portugueses querem segurança para investir

A comunidade portuguesa radicada na Venezuela está "com receio" em relação ao futuro do país e quer que as autoridades venezuelanas ofereçam segurança para continuarem com os seus investimentos, disse o secretário de Estado das Comunidades.

A comunidade portuguesa radicada na Venezuela está "com receio" em relação ao futuro do país e quer que as autoridades venezuelanas ofereçam segurança para continuarem com os seus investimentos, disse o secretário de Estado das Comunidades.

"[Estão] na expectativa de que as autoridades políticas venezuelanas possam dar garantias de segurança, por forma a que esses portugueses que aqui construíram as suas vidas, possam continuar a investir e a fazer deste país", disse.

José Luís Carneiro falava à Agência Lusa no final de uma visita de quatro dias à Venezuela, onde manteve contactos com as autoridades locais e com portugueses radicados nas cidades de Caracas, Maracay e Valência.

"Levo, por um lado, a imagem de portugueses inseridos na vida social, cultural, económica e empresarial deste país. Portugueses que têm nas suas mãos a participação nalguns dos sectores mais relevantes na vida económica e empresarial da Venezuela, nomeadamente nos sectores alimentar e da indústria do medicamento, e também nos sectores energéticos, das infraestruturas e obras públicas, portugueses que querem vencer as dificuldades que conhecem na Venezuela", disse.

Por outro lado, explicou ter tido, em encontros com empresários, "a percepção de que é necessário estabelecer uma relação mais profunda, do ponto de vista institucional", entre os dois países, encarando com bons olhos a possibilidade de reatar a Comissão Mista de Acompanhamento Bilateral, que deverá reunir-se em Junho em Portugal.

Essa reunião, disse, servirá "para avaliar os termos da cooperação económica, empresarial e cultural, com a Venezuela, mas ao mesmo tempo também (…) servirá de impulso e esta cooperação, garantindo níveis de cooperação institucional indispensáveis para as empresas que têm investimentos na Venezuela".

"[Os empresários] também [viram] com bons olhos a disponibilidade de o Ministério de Relações Exteriores [da Venezuela] dialogar com o Ministério do Interior e com o Ministério da Justiça por forma a que possam ocorrer reuniões com mais regularidade com os serviços diplomáticos e consulares, tendo em vista criar canais de diálogo mais seguros, mais fluidos e simultaneamente também estabelecer um espírito de confiança no presente e no futuro deste país", disse.

Questionado sobre o alegado atraso nos pagamentos, por parte do Governo venezuelano, aos empresários de Portugal que têm investimentos na Venezuela, sublinhou que estão a ser feitos esforços para encontrar soluções.

"Sim, há situações de atraso dos pagamentos, pese embora se tenham encontrado soluções de pagamentos faseados em relação a uma parte dessas empresas. Há ainda questões que carecem de resolução e por isso é que os empresários portugueses com investimentos na Venezuela vêem com expectativa esta possibilidade da [reunião] da Comissão Mista de Acompanhamento", disse.

José Luís Carneiro sublinhou que ficou "surpreendido", com o "importante enraizamento dos portugueses na Venezuela" e com aquilo que construíram "ao longo de décadas".

"Fiquei surpreendido pela positiva com algumas das instituições que aqui existem, nomeadamente de promoção e de apoio social aos mais idosos e carenciados, mas também instituições de dinamização cultural, social, recreativa e desportiva. A Casa Portuguesa de Maracay e o Centro Português de Caracas são infraestruturas das mais completas que alguma vez vi em qualquer país do mundo, com milhares de pessoas diariamente a utilizarem essas instituições", sublinhou.

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