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Na Europa, só quatro por cento da população vem de fora da UE
Mundo 2 min. 29.04.2019 Do nosso arquivo online

Na Europa, só quatro por cento da população vem de fora da UE

Na Europa, só quatro por cento da população vem de fora da UE

Foto: Reuters
Mundo 2 min. 29.04.2019 Do nosso arquivo online

Na Europa, só quatro por cento da população vem de fora da UE

As migrações são um dos temas da campanha para as eleições europeias, mas os números mostram que a percentagem de estrangeiros na UE está muito longe do fantasma brandido pelos partidos de extrema-direita.

As migrações alimentam controvérsias e são o combustível dos partidos de extrema-direita. Mas dados divulgados hoje pela Agência France Presse mostram que o alegado "problema" está largamente inflacionado. 

O total de estrangeiros a residir nos 28 Estados-membros correspondia a apenas cerca de 7,5% dos mais de 510 milhões de habitantes da UE em 1 de janeiro de 2017, segundo dados do Eurostat. Destes, apenas 4,2% tinham a nacionalidade de países-terceiros, isto é, de fora da UE, correspondendo a um total de 21,6 milhões de pessoas nos 28 Estados-membros. Cerca de 16,9 milhões tinham a nacionalidade de outro país da UE, que conta, recorde-se, mais de 510 milhões de habitantes. 

Em números absolutos, a Alemanha é o país com mais estrangeiros (9,2 milhões), seguindo-se o Reino Unido (seis milhões), Itália (cinco) e França (4,6 milhões).

Já em números relativos, proporcionalmente à sua população, o Luxemburgo é, sem surpresa, o país com a maior percentagem de estrangeiros (48%), enquanto a Polónia e a Roménia são os que têm a menor taxa (0,6%).

Os países da UE podem acordar autorizações de residência a nacionais de países-terceiros, por razões de emprego, educação ou no caso de pedidos de asilo. Em 2017, foram emitidos 3,1 milhões de novas autorizações de residência, segundo dados do Eurostat, divulgados pela AFP. O maior número registou-se na Polónia (683 mil), Alemanha (535 mil), Reino Unido (517 mil) e França (250 mil).

Os ucranianos foram os nacionais de países-terceiros que obtiveram a maioria de títulos de residência (662 mil), à frente de sírios (223 mil) e chineses (193 mil).

A agência francesa também aponta que, depois de um afluxo sem precedentes de refugiados em 2015 - cerca de um milhão de pessoas, a maioria da Síria  (56%), Afeganistão (24%) e Iraque (10%) -, as chegadas de migrantes têm vindo a cair a pique nos últimos quatro anos. Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), em 2017 o número de refugiados a chegar à Europa caiu 187 mil e no ano passado para 144 mil.  Em 2019,  a OIM contabiliza para já 18 mil chegadas em toda a UE, no período que vai de janeiro a meados de abril. 

Os pedidos de asilo estão longe de conseguir obter uma resposta positiva, aponta a AFP. Em 2018, foram deferidos 333 mil pedidos, segundo o Eurostat, quarenta por cento menos que em 2017, ano em que as decisões positivas já tinham caído 25% em relação a 2016. Os países que acolheram o maior número de pessoas com direito a asilo foram a Alemanha (139.600), Itália  (47.900) e França (41.400).


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