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"Não vamos voltar atrás". Mulheres protestam contra a condenação do aborto no Alabama

"Não vamos voltar atrás". Mulheres protestam contra a condenação do aborto no Alabama

Foto: AFP
Mundo 12 20.05.2019

"Não vamos voltar atrás". Mulheres protestam contra a condenação do aborto no Alabama

A lei que proíbe o aborto em todas as situações - mesmo em caso de violação ou incesto - foi aprovada no dia 14 de maio, no Alabama, nos Estados Unidos. A única exceção é se a mãe correr risco de morte durante a gravidez.

Centenas de manifestantes juntaram-se este domingo em gritos de protesto no Alabama, numa manifestação contra a proibição do aborto recentemente aprovada naquele estado norte-americano.

"Meu corpo, minha escolha!", gritaram os manifestantes numa marcha até ao Capitólio do Alabama, dias depois de ter sido aprovada uma lei que proíbe o aborto em todas as situações, exceto em caso de perigo de morte da mãe, tornando-a a mais restritiva nos EUA.

Na passada sexta-feira foi a vez de o Missouri aprovar uma lei para impedir o aborto após oito semanas de gravidez, mas que também a proíbe depois de o feto se desenvolver ao ponto de já poder sentir dor.

O Alabama e o Missouri juntaram-se a seis outros estados que têm vindo a fazer um caminho no sentido de limitar seriamente o direito ao aborto, previsto na Constituição dos EUA: Arkansas, Kentucky, Mississípi, Dacota do Norte, Ohio e Geórgia.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou-se no domingo "profundamente pró-vida", mas admitiu ser favorável a exceções à proibição do aborto em caso de violação ou incesto.

Com Lusa


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"Como a maioria das pessoas sabem, e para as que querem saber, sou fortemente pró-vida, com três exceções - violação, incesto e proteção da vida da mãe – a mesma posição adotada por Ronald Reagan", escreveu Donald Trump no Twitter na noite de sábado.