Escolha as suas informações

Não haverá "afeganização" da guerra, diz assessor de Zelensky
Mundo 02.04.2022
Guerra na Ucrânia

Não haverá "afeganização" da guerra, diz assessor de Zelensky

Mykhailo Podolyak, assessor do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e um dos negociadores.
Guerra na Ucrânia

Não haverá "afeganização" da guerra, diz assessor de Zelensky

Mykhailo Podolyak, assessor do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e um dos negociadores.
Foto: Wikimedia/https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
Mundo 02.04.2022
Guerra na Ucrânia

Não haverá "afeganização" da guerra, diz assessor de Zelensky

Lusa
Lusa
“Não haverá ‘afeganização’ e nem um conflito longo e exaustivo pela Federação Russa, como muitos esperam”, declarou Podolyak, numa mensagem publicada hoje na rede social Twitter.

Um assessor do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o Governo não espera que ocorra uma "afeganização" da guerra com a Rússia ou que esta se torne "longa e exaustiva".

“Não haverá ‘afeganização’ e nem um conflito longo e exaustivo pela Federação Russa, como muitos esperam”, declarou Podolyak, numa mensagem publicada hoje na rede social Twitter.


Kiev a 30 de março, mais de um mês desde o começo da guerra.
Um mês de guerra e a vida retorna a Kiev
Mais de um mês depois da invasão da Ucrânia, a capital, Kiev, tem mais carros a circular, mais lojas abertas e mais pessoas nas ruas.

A Rússia vai retirar-se de todos os territórios, exceto do sul e do leste" da Ucrânia, previu o assessor, Mikhailo Podolyak, acrescentando que o inimigo tentará "entrincheirar-se" nessas regiões, reduzir as suas perdas e "ditar as condições".

Contudo, acrescentou: "Não podemos ficar sem armas pesadas se quisermos derrotar os russos".

Depois de Moscovo ter adotado esta semana uma aparente mudança de estratégia e ter começado a reagrupar as suas tropas, muitos analistas internacionais previram que uma "guerra de desgaste" se poderia arrastar por meses.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.276 civis, incluindo 115 crianças, e feriu 1.981, entre os quais 160 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.


Encontro entre Putin e Zelensky para breve? Delegações dos dois países admitem que sim
A Ucrânia concorda com estatuto de neutralidade e a Rússia admite reduzir a força militar no país.

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4,1 milhões de refugiados em países vizinhos e cerca de 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas