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Não há confirmação de portugueses desaparecidos no naufrágio em São Tomé

Não há confirmação de portugueses desaparecidos no naufrágio em São Tomé

Foto: Lusa
Mundo 2 min. 26.04.2019

Não há confirmação de portugueses desaparecidos no naufrágio em São Tomé

Informação é do porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas.

O porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas, comandante Pedro Coelho Dias, disse à Lusa, cerca das 23:00 em Lisboa, que nos contactos com a embaixada portuguesa em São Tomé, "não há confirmação de que existam portugueses entre os desaparecidos" no naufrágio do Amfitriti, do qual resultaram pelo menos sete mortos. "A informação que nós temos, e que continua a tentar ser validada, é que não existem portugueses", afirmou o porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas.

Também a Secretaria de Estados das Comunidades Portuguesas não tem confirmação de que existam duas portuguesas desaparecidas ao contrário do que chegou a ser noticiado. Um balanço anterior das autoridades são-tomenses dava conta de duas cidadãs portuguesas desaparecidas. O presidente do governo regional do Príncipe, José Cassandra, referiu que estavam "registados três estrangeiros que vinham no barco", duas cidadãs portuguesas e um francês, embora tenha indicado tratar-se de "informações não confirmadas".

Entretanto, o navio-patrulha da Marinha portuguesa, em missão em São Tomé e Príncipe, "continua a fazer buscas". Hoje, os responsáveis vão "tentar perceber" se conseguem avançar com mergulhadores para verificar se existem pessoas presas na embarcação naufragada, que "está à tona, mas completamente virada", adiantou.

Segundo o primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, o "Amfitriti" partiu na noite de quarta-feira de São Tomé com 64 passageiros e oito tripulantes a bordo, tendo sido enviado um alerta de naufrágio, por um outro navio, às 04:00 de ontem.

O navio, que fazia a ligação entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe, uma viagem que dura entre seis e oito horas, zarpou do porto de São Tomé com destino à cidade de Santo António e adornou já perto da ilha do Príncipe, afundando-se em seguida. Cinquenta e cinco pessoas foram resgatadas com vida.

As causas do naufrágio são ainda desconhecidas.

O NRP "Zaire", com uma guarnição constituída por militares portugueses e são-tomenses, navegou de imediato para o local do naufrágio.

A bordo seguiu uma equipa de mergulhadores da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe e uma equipa médica que se junta ao enfermeiro do navio português e é formada por um médico e um socorrista do Exército de São Tomé e um enfermeiro da Guarda Costeira local.

Lusa

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