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Myanmar. Aung San Suu Kyi acusada de incitar à desordem contra responsáveis do golpe
Mundo 02.03.2021

Myanmar. Aung San Suu Kyi acusada de incitar à desordem contra responsáveis do golpe

Myanmar. Aung San Suu Kyi acusada de incitar à desordem contra responsáveis do golpe

Foto: AFP
Mundo 02.03.2021

Myanmar. Aung San Suu Kyi acusada de incitar à desordem contra responsáveis do golpe

A Nobel da Paz compareceu em tribunal por videoconferência enquanto os protestos se sucedem em todo o país contra a junta militar que já provocou vários mortos e feridos.

Um mês depois do golpe militar que depôs o governo de Aung San Suu Kyi em Myanmar, a junta militar quer assegurar que a líder da Liga Nacional para a Democracia (NLD) não regresse ao poder num futuro próximo. 

A Nobel da Paz, também acusada de genocídio contra o povo rohingya, foi apontada esta segunda-feira como responsável por "incitamento ao motim", durante uma audiência em que participou em videoconferência. 

Entretanto, os protestos prosseguem por todo o país, depois de domingo ter sido o dia mais violento com o saldo de pelo menos 18 mortos e 30 feridos.

Suu Kyi pareceu saudável, segundo a Reuters, durante a audiência que decorreu num tribunal da capital, Naypyidaw. A acusação inclui a divulgação de informações susceptíveis de incitar à agitação e "causar medo ou alarme", ao abrigo do código penal da era colonial. A advogada Min Min Soe afirmou que a próxima audiência terá lugar a 15 de março. 

A Nobel da Paz é também acusada de violar a lei de importação e exportação por alegadamente possuir walkie talkies e de violar medidas para impedir a propagação do coronavírus durante a campanha que conduziu à eleição de novembro passado, em que a NLD ganhou por uma larga margem.

Para as duas primeiras acusações, Suu Kyi, 75 anos, que está sob prisão domiciliária em Naypyidaw desde o golpe de estado, poderia enfrentar um total de seis anos de prisão. A líder política alega que são politicamente motivadas e concebidas para a manter afastada das próximas eleições, que a nova junta apontou para o final do estado de emergência (declarado por um ano e prorrogável até dois). Os militares classificaram as eleições de novembro como fraudulentas sem apresentarem provas, um motivo que utilizaram para levar a cabo o golpe há apenas um mês.


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