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Multimilionário amigo de Trump detido por tráfico sexual de menores
Mundo 2 min. 11.07.2019

Multimilionário amigo de Trump detido por tráfico sexual de menores

Multimilionário amigo de Trump detido por tráfico sexual de menores

Foto: AFP
Mundo 2 min. 11.07.2019

Multimilionário amigo de Trump detido por tráfico sexual de menores

Jeffrey Epstein que está acusado de criar uma rede para abusar de menores nas suas mansões tinha chegado a acordo com atual secretário do Emprego do governo Trump, em 2008, para evitar a prisão perpétua.

O multimilionário norte-americano Jeffrey Epstein foi acusado na segunda-feira de criar uma rede para abusar de menores nas suas mansões, entre 2002 e 2005, anunciou a Procuradoria federal do distrito sul de Nova Iorque.

Segundo o documento de acusação da Procuradoria, Jeffrey Epstein, próximo de grandes figuras políticas como Donald Trump e Bill Clinton, detido na noite de sábado no aeroporto próximo de Teterboro (Nova Jérsia), foi acusado de tráfico sexual e de conspiração para cometer esse crime.

Epstein "explorou sexualmente e abusou de dezenas de menores nas suas casas em Manhattan, Nova Iorque e Palm Beach, na Florida, entre outros lugares, durante vários anos", segundo a acusação, que alega que após cometer os atos, o milionário pagava às vítimas "centenas de dólares".

Além disso, Epstein é acusado de "criar uma ampla rede de vítimas menores de idade para explorá-las sexualmente", uma vez que pagava a algumas delas para recrutar outras crianças que seriam vítimas de abusos semelhantes.

O empresário, de 66 anos, já tinha sido acusado de abusar de dezenas de menores há mais de uma década, contudo evitou ser alvo de acusações federais através de um controverso acordo extrajudicial em que admitiu ter solicitado serviços de prostituição, um acordo que foi objeto de escrutínio recentemente.

O acordo foi supervisionado pelo então procurador de Miami, Alexander Acosta - atual secretário do Trabalho nos EUA do governo de Donald Trump - que defendeu esse acordo como "apropriado" tendo em conta as circunstâncias, em particular com o facto de "muitas das vítimas estarem reticentes em testemunhar".

A verdade é que este acordo permitiu a Epstein evitar a prisão perpétua. Foi na altura condenado a apenas 13 meses de prisão e obrigado a integrar o registo nacional de agressores sexuais. Cumpriu a pena numa ala privada da prisão de Palm Beach County, mas foi-lhe dada a possibilidade de contratar segurança privada enquanto cumpriu a sentença. Após os 13 meses, esteve ainda um ano em liberdade condicional.  

Em fevereiro, o caso sofreu uma reviravolta depois de um juiz da Florida determinar que a Procuradoria violou a lei, ocultando o acordo, que afetou mais de 30 mulheres que denunciaram ter sofrido abuso sexual quando eram menores de idade.

Na quarta-feira, Alexander Acosta desvalorizou os pedidos de democratas que agora exigem a sua demissão e defendeu o acordo aprovado há dez anos a favor de Epstein. “Sem o trabalho levado a cabo pelos procuradores na altura, Epstein ter-se-ia escapado”, defendeu o secretário do Trabalho, destacando que “ele era e é um predador sexual”.

No início dos anos 2000, Donald Trump referiu-se a Epstein como um “tipo fantástico” que já conhecia “há 15 anos”. “É muito divertido estar com ele. Dizem até que ele gosta de mulheres bonitas tanto como eu, e que muitas delas são mais novas. Não há dúvidas de que o Jeffrey aproveita a sua vida social”, afirmou Trump.

Com Lusa

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