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Movimento contra aumento do preço de combustível quer paralisar, este sábado, as estradas de França e Bélgica
Mundo 16.11.2018

Movimento contra aumento do preço de combustível quer paralisar, este sábado, as estradas de França e Bélgica

Movimento contra aumento do preço de combustível quer paralisar, este sábado, as estradas de França e Bélgica

Foto de arquivo: AFP
Mundo 16.11.2018

Movimento contra aumento do preço de combustível quer paralisar, este sábado, as estradas de França e Bélgica

O movimento popular de protesto contra o aumento do preço dos combustíveis na Bélgica e em França, "gilets jaunes" (coletes amarelos), já começou o bloqueio das bombas de combustível, um dia antes do previsto.

Criado nas redes sociais, o novo movimento ameaça paralisar este sábado várias estradas dos dois países e bombas de gasolina, em protesto contra o aumento do preço do combustível. Mas um dia antes do previsto, os "coletes amarelos" começaram a ação na Bélgica, bloqueando nesta sexta-feira o acesso a várias refinarias. Nas estradas, não há para já qualquer perturbação.

"Fomos avisados sobre um apelo lançado na Bélgica, nas redes sociais, para bloquear as auto-estradas e as refinarias. Mas por agora não há qualquer impacto nas auto-estradas", garante o porta-voz da polícia federal belga, citado pelo Wort. "Os efetivos da polícia estão preparados para serem mobilizados caso seja necessário", acrescentou.

Os protestos começaram esta manhã junto à refinaria Total Petrochemical, na localidade de Feluy (centro do país), com o bloqueio da entrada dos camiões. De acordo com os meios de comunicação locais, estas ações tiveram lugar ainda à entrada das instalações da empresa Proxifuel de Wierde e em Wandre (a leste do país), todas localidades da região da Valónia.

Em França, onde nasceu o movimento "gilets jaunes", a ameaça é paralisar este sábado 1.100 estradas, mas as autoridades estão de pré-aviso e prometem evitar o protesto. "Vamos intervir primeiro através do diálogo e depois vamos garantir a livre-circulação, como fizemos há uns dias. Peço que não haja nenhum bloqueio total porque quem manifesta são cidadãos. Vamos intervir em todo o lado onde houver risco para as intervenções de segurança, mas também para a livre-circulação", advertiu o ministro do interior francês, Christophe Castaner.

As ações de protesto mais próximas ao Luxemburgo estão previstas em Thionville e Amnéville, a cerca de 20 quilómetros da fronteira. Prevê-se que a circulação na maioria das estradas francesas e belgas possa ser afetada, condicionado também a circulação no Luxemburgo. O movimento deverá também chegar à Suíça.