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Morreu James Randi, o mágico que desafiou as pseudociências
Mundo 2 min. 24.10.2020

Morreu James Randi, o mágico que desafiou as pseudociências

Morreu James Randi, o mágico que desafiou as pseudociências

Mundo 2 min. 24.10.2020

Morreu James Randi, o mágico que desafiou as pseudociências

Bruno Amaral de Carvalho
Bruno Amaral de Carvalho
Em 1964, o famoso ilusionista prometeu mil dólares a quem comprovasse, seguindo critérios científicos, que possuía poderes paranormais. Como ninguém conseguiu passar no teste, aumentou o prémio para 10 mil dólares. O desafio continuou sem vencedor. Em 1996, aumentou o reto para um milhão de dólares, novamente sem ninguém provar as suas capacidades paranormais.

O canadiano começou a carreira como mágico especializado em escapologia, a arte de libertar-se de algemas, correntes e caixas fechadas pela qual ficou famoso Harry Houdini. Também se dedicou à astrologia. O seu talento como ilusionista deu-lhe a oportunidade de apresentar diversos programas de televisão. 

Devido ao seu ceticismo em acreditar em poderes sobrenaturais, ciências ocultas e medicina sem base científica, James Randi passou a desafiar outros mágicos e supostos físicos paranormais que diziam possuir poderes como mover objetos e entortar talheres com a força da mente.

Começou assim uma história de grande rivalidade com o autoproclamado físico paranormal israelita Uri Geller, que ganhou fama em todo o mundo, ao participar de programas televisivos supostamente deformando talheres apenas com o poder da mente.

Em várias oportunidades, James Randi repetiu os feitos de Uri Geller demonstrando que não passavam de truques de mágia, ou seja, ilusionismo para enganar a imaginação das pessoas.

Mas o ilusionista canadiano foi mais longe, em 1964, ao criar um desafio em que se mostrou disposto a pagar mil dólares a quem comprovasse, seguindo critérios científicos, que possuía poderes paranormais. Como ninguém conseguiu passar no teste, James Randi aumentou a quantia para 10 mil dólares. O desafio continuou sem vencedor.

Em 1996, a sua fundação recebeu uma doação de 1 milhão de dólares para que pudesse dar o prémio a quem  comprovasse possuir poderes paranormais. Em 2015, o desafio de 1 milhão de dólares foi encerrado sem que houvesse um vencedor.

Em 2014, o documentário “An Honest Liar” mostrou a história de James Randi a partir do início da sua carreira como mágico, passando pela sua luta por desmascarar charlatães e falsos paranormais. O canadiano dedicou a sua vida a combater as pseudociências. 

O escritor Arthur C. Clarke, autor do romance 2001: Odisseia no Espaço, afirmou numa ocasião que considerava Randi "como um tesouro nacional, e talvez um dos antídotos restantes que podem evitar a decadência da mente americana".

"Vamos sentir muito a sua falta. Desse ser livre. Para sempre nos nossos corações", escreveram os colaboradores do mágico de 92 anos, que morreu esta semana na Florida, nos Estados Unidos.

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