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Moção de censura e ameaças de Sánchez à Catalunha
Mundo 2 min. 01.10.2019 Do nosso arquivo online

Moção de censura e ameaças de Sánchez à Catalunha

Moção de censura e ameaças de Sánchez à Catalunha

Foto: AFP
Mundo 2 min. 01.10.2019 Do nosso arquivo online

Moção de censura e ameaças de Sánchez à Catalunha

No dia em que se assinala o segundo aniversário do referendo independentista catalão, o partido Cidadãos anuncia uma moção de censura contra o governo regional e o chefe do governo espanhol em funções, Pedro Sánchez, ameaça com a aplicação do artigo constitucional que permite a suspensão da autonomia da Catalunha.

O parlamento regional da Catalunha vai debater e votar na próxima segunda-feira, 07 de outubro, a moção de censura que o Cidadãos (direita liberal) avançou contra o presidente independentista do Governo regional, Quim Torra.

Os partidos independentistas têm a maioria dos deputados da assembleia regional, o que faz prever com um grau elevado de probabilidade que a proposta será chumbada.

A moção apenas é apoiada pelo Partido Popular da Catalunha (direita) e tanto o Partido Socialista da Catalunha (na esfera do PSOE) como outros partidos – independentistas ou não – já fizeram saber que se vão abster, porque não concordam com a possibilidade de o Cidadãos subir ao poder na região.

As moções de censura em Espanha incluem o nome de quem vai substituir a pessoa censurada, neste caso a líder regional do Cidadãos, Lorena Roldán, que seria a nova presidente regional caso fosse aprovada.

“Torra é o problema, mas o Cidadãos não é a solução”, segundo a líder parlamentar regional socialista, Eva Granados.

Por seu lado, a líder dos “Comunes” (versão catalã do Podemos, extrema-esquerda), Jéssica Albiach, assegurou que substituir Quim Torra por Lorena Roldán é equivalente a “meter o lobo a guardar as ovelhas” ou um “pirómano a apagar o fogo”.

Deverão votar contra a moção a coligação de dois partidos que apoiam o atual executivo regional liderado por Torra: o ‘Juntos pela Catalunha’ (direita, independentistas), formação à qual também pertence Carles Puigdemont, presidente regional anterior que está fugido na Bélgica, e ‘Esquerda Republicana da Catalunha’ (ERC, esquerda moderada, independentista).

A moção de censura do Cidadãos, que pode ser retirada a qualquer momento, é a quarta apresentada nesta comunidade autonómica desde o início da transição espanhola em 1078.

Desde 2015 que o parlamento regional tem uma maioria de deputados independentistas que apoiam executivos separatistas.

Aniversário do referendo independentista

No dia em que se cumprem dois anos da consulta popular convocada pelo então governo catalão liderado por Carles Puigdemont, com o apoio de outras forças independentistas, o chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, voltou a ameaçar com a aplicação do artigo 155 da Constituição espanhola que permite a suspensão das autoridades autonómicas catalãs. Apesar de dirigir o executivo na condição interina, em entrevista à SER, afirmou poder recorrer a essa opção do ponto de vista constitucional. “Não brinquem com o fogo”, terá dito, de acordo com o El País.

Com a sentença do processo judicial contra vários dos líderes independentistas prestes a sair, o parlamento catalão exigiu a saída do corpo policial espanhol Guardia Civil da Catalunha e apelou à mobilização massiva da sociedade em solidariedade com os presos.

Com Lusa

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