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Ministro dos Negócios Estrangeiros: Jean Asselborn adverte que UE caminha para a anarquia
Jean Asselborn (esq.), à conversa com o ministro do Interior alemão Thomas de Maiziere (centro) e o comissário para as Migrações, Dimitris Avramopoulos

Ministro dos Negócios Estrangeiros: Jean Asselborn adverte que UE caminha para a anarquia

Foto: AFP
Jean Asselborn (esq.), à conversa com o ministro do Interior alemão Thomas de Maiziere (centro) e o comissário para as Migrações, Dimitris Avramopoulos
Mundo 26.02.2016

Ministro dos Negócios Estrangeiros: Jean Asselborn adverte que UE caminha para a anarquia

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, Jean Asselborn, disse esta quinta-feira que a UE caminha para a anarquia se o sistema das migrações não for resolvido. Já o comissário Europeu para as Migrações diz que o sistema pode colapsar em 10 dias.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, Jean Asselborn, disse esta quinta-feira que a União Europeia (UE) caminha para a anarquia se o sistema das migrações não for resolvido. Já o comissário Europeu para as Migrações diz que o sistema pode colapsar em 10 dias.

 "Não temos mais uma linha comum [...] Temos que nos unir antes que seja tarde demais", disse Jean Asselborn no fim de uma reunião de ministros em Bruxelas, com o objectivo de tentar solucionar a crise migratória na Europa.

O comissário Europeu das Migrações, o grego Dimitris Avramopoulos, disse também no final da reunião desta quinta-feira que a UE tem até ao próximo dia 7 de Março, data da reunião da UE com a Turquia, para conter o número de migrantes que chegam ao continente. Caso contrário, o sistema migratório europeu poderá entrar em colapso.

"Nos próximos dez dias precisamos de resultados tangíveis e claros. Se assim não for, há o risco de o sistema entrar em colapso total", alertou Avramopoulos.

"Não há tempo para acções descoordenadas", acrescentou o comissário europeu, referindo-se à "possibilidade de uma crise humanitária" na Grécia e na rota que atravessa os Balcãs.

"Não podemos continuar a agir através de acções unilaterais, bilaterais e trilaterais. Os primeiros efeitos negativos e impactos já são visíveis", disse. "Temos uma responsabilidade comum, tanto perante nossos vizinhos, membros ou não da UE, quanto perante essas pessoas desesperadas."

Controlos de fronteira foram restabelecidos em sete países-membros e os limites diários de entrada de refugiados introduzidos pela Áustria nos últimos dias deixaram milhares de migrantes retidos noutros países da UE, sobretudo na Grécia.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, ameaçou vetar os acordos legais da UE caso a situação não melhore.

Mais de 1 milhão de refugiados chegaram à Europa em 2015. Outros 110 mil chegaram ao continente neste ano.

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