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Milícias nas ruas de Kiev. Toque de recolher para as 17:00 e após essa hora todos são inimigos
Mundo 26.02.2022 Do nosso arquivo online
Guerra

Milícias nas ruas de Kiev. Toque de recolher para as 17:00 e após essa hora todos são inimigos

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Milícias nas ruas de Kiev. Toque de recolher para as 17:00 e após essa hora todos são inimigos

AFP
Mundo 26.02.2022 Do nosso arquivo online
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Milícias nas ruas de Kiev. Toque de recolher para as 17:00 e após essa hora todos são inimigos

Redação
Redação
O metro da capital foi transformado em refúgio para os moradores, pelo que não fornecerá mais serviços de transporte, por enquanto. "O metro entrou em modo de abrigo", disse o presidente da capital ucraniana.

O presidente da câmara de Kiev anunciou hoje um endurecimento do recolher obrigatório, em vigor devido à invasão russa, alertando que qualquer pessoa que esteja na rua entre as 17:00 e as 08:00 será tratada como inimigo. Segundo a comnicação social portuguesa na capital, há milícias populares a controlar as ruas - solicitam documentos e tiram fotografias. Aconteceu, pelo menos, a um dos jornalistas da CNN Portugal destacado para Kiev. 

"Todos os civis que estiverem nas ruas durante o toque de recolher obrigatório serão considerados membros dos grupos de sabotagem e tratados como inimigos", disse Vitali Klitschko na rede Telegram, citado pela agência France-Presse.

Imposto em Kiev na quinta-feira, após o início da ofensiva russa, o toque de recolher estava em vigor, até agora, entre as 22:00 e as 07:00.

Klitschko também anunciou que o metro da capital foi transformado em refúgio para os moradores, pelo que não fornecerá mais serviços de transporte, por enquanto.

"O metro entrou em modo de abrigo", escreveu Klitschko noutra mensagem no Telegram.

Hoje, o terceiro dia da invasão, Kiev estava sob fogo de mísseis de Moscovo e os combates aconteciam na cidade, segundo autoridades ucranianas.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram pelo menos 198 mortos, incluindo civis, e mais de 1.100 feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de 120.000 deslocados desde o primeiro dia de combates.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de o país se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), UE e Conselho de Segurança da ONU, tendo sido aprovadas sanções em massa contra a Rússia.


*com agência Lusa

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