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Merkel não vai recandidatar-se à liderança da CDU (atualizada)
Mundo 2 min. 29.10.2018 Do nosso arquivo online

Merkel não vai recandidatar-se à liderança da CDU (atualizada)

German Chancellor Angela Merkel greets participants as she delivers a speech at the Konrad-Adenauer Foundation in Berlin on September 27, 2018. (Photo by John MACDOUGALL / AFP) / ALTERNATIVE CROP

Merkel não vai recandidatar-se à liderança da CDU (atualizada)

German Chancellor Angela Merkel greets participants as she delivers a speech at the Konrad-Adenauer Foundation in Berlin on September 27, 2018. (Photo by John MACDOUGALL / AFP) / ALTERNATIVE CROP
AFP
Mundo 2 min. 29.10.2018 Do nosso arquivo online

Merkel não vai recandidatar-se à liderança da CDU (atualizada)

Agora é oficial: a chanceler alemã Angela Merkel não vai recandidatar-se à liderança do seu partido, após quase duas décadas à frente da CDU e numa altura em que surge cada vez mais fragilizada.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, confirmou que não se recandidatará à presidência do seu partido, em dezembro, e também que este é o seu último mandato como chefe de governo.

“Hoje, é tempo de abrir um novo capítulo”, disse a chanceler alemã, atual líder da União Democrata Cristã (CDU), após meses de crises governamentais e na sequência de um revés nas eleições regionais realizadas no domingo em Hesse.

Merkel adiantou ainda, numa declaração à imprensa, que não pretende dar indicações ou intervir na decisão sobre o seu sucessor à frente do partido.

“Sinto que esta fase (de buscar um novo líder para a CDU) está cheia de possibilidades e isso é ótimo porque não as tivemos nos últimos 18 anos", disse a chanceler.

A secretária-geral do partido, Annegret Kramp-Karrenbauer, que é próxima de Merkel, e o ministro da Saúde, Jens Spahn, da ala mais à direita do partido, já demonstraram interesse em candidatarem-se à liderança da CDU.

A intenção da chanceler de deixar a liderança do partido este ano e retirar-se da chancelaria tinha sido avançada hoje por vários meios de comunicação alemães, citando fontes da CDU, após o resultado negativo, nas eleições regionais de domingo no estado federal de Hesse, da coligação em que está integrado o partido de Merkel.

"A imagem que dá a grande coligação é inaceitável", admitiu a chanceler ao anunciar a sua decisão, que está ligada aos resultados da eleição que chamou de "amarga" e culpou "não o trabalho dos amigos em Hesse", mas os conflitos internos persistentes da sua aliança de Governo em Berlim.

Nos seus 18 anos à frente do partido e quase 13 anos como chefe de Governo da Alemanha, Merkel disse que sempre assumiu a responsabilidade "sobre o que correu bem e sobre o que correu mal", lembrando que "não nasceu chanceler" e que, depois de "muita reflexão" decidiu iniciar a sua retirada de um dos cargos "que sempre quis conduzir com dignidade e deixar com dignidade".

A eleição do próximo presidente da CDU terá lugar no congresso do partido, agendado para 7 a 8 de dezembro, em Hamburgo.

A decisão de Merkel aconteceu após a queda acentuada, nas eleições regionais de domingo em Hesse, de votos na CDU e também no partido Partido Social-Democrata (SPD), que integra a coligação que forma o governo alemão.

A CDU de Merkel conseguiu 27% dos votos no domingo e os social-democratas 19,8 %. Foi o pior resultado na região para os social-democratas desde a Segunda Guerra Mundial.

Na última eleição em Hesse, em 2013, os resultados foram 38,3% para a CDU e 30,7% para o SPD.

Além das perdas dos dois grandes partidos alemães, destacou-se, nas eleições deste domingo, a entrada do partido de extrema-direita, Alternativa para a Alemanha (AfD) no parlamento regional de Hesse.


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