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Merkel: Alemanha quer novas conversações de paz na Ucrânia

Merkel: Alemanha quer novas conversações de paz na Ucrânia

Foto: REUTERS
Mundo 20.05.2017

Merkel: Alemanha quer novas conversações de paz na Ucrânia

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse hoje ao presidente ucraniano, Petro Poroshenko, que quer lançar novas negociações sobre o processo de paz na Ucrânia no mesmo formato dos Acordos de Minsk.

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse hoje ao presidente ucraniano, Petro Poroshenko, que quer lançar novas negociações sobre o processo de paz na Ucrânia no mesmo formato dos Acordos de Minsk.

Segundo a agência alemã DPA, Merkel disse a Poroshenko querer que ambos participem, tão breve quanto possível, em conversações com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente de França, Emmanuel Macron, sobre a persistente violência no leste ucraniano.

Os quatro países negociaram o chamado Acordo de Minsk, de 2015, que permitiu pôr fim aos combates em grande escala entre tropas ucranianas e separatistas pró-russos, mas não impediu que os confrontos continuassem.

Angela Merkel manifestou preocupação com o aumento das violações da trégua depois da Páscoa e frisou que “a segurança é condição prévia para desenvolvimentos políticos”.

Merkel e Poroshenko, que se reuniram hoje em Berlim, concordaram que não há alternativa aos acordos de Minsk.

A negociação política do conflito no leste da Ucrânia encontra-se bloqueada há meses devido em grande parte a contínuas e reciprocas acusações de violações ao cessar-fogo.

Os Acordos de Minsk contemplam uma trégua estável com a retirada do armamento pesado e a introdução de reformas políticas para possibilitar eleições regionais nas zonas controladas pelos rebeldes pró-russos.

Kiev sustenta que não é possível alcançar progressos nos aspetos políticos do plano de paz enquanto a Ucrânia não assumir o controlo da parte fronteiriça com a Rússia, atualmente nas mãos das milícias pró-russas.

Segundo dados da ONU, nos três anos de conflito no leste da Ucrânia, foram mortas cerca de 10.000 pessoas, entre combatentes e civis.

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