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Megan Rapinoe, estrela do futebol e ativista
Mundo 2 min. 12.07.2019

Megan Rapinoe, estrela do futebol e ativista

Megan Rapinoe, estrela do futebol e ativista

AFP
Mundo 2 min. 12.07.2019

Megan Rapinoe, estrela do futebol e ativista

Se a estrela da seleção norte-americana de futebol, que acaba de ganhar o Mundial em França, fosse candidata presidencial teria 42% dos votos, de acordo com uma sondagem.

Megan Rapinoe irrompeu no debate político norte-americano com mais força depois da vitória da seleção norte-americana de futebol no Campeonato Mundial de França. A euforia das 300 mil pessoas que se concentraram nas ruas de Nova Iorque para celebrar o triunfo das futebolistas acabou por ser também uma manifestação política. As sucessivas declarações de Rapinoe contra Donald Trump, contra a injustiça social e em defesa dos direitos LGBT tiveram impacto entre os mais jovens. Entre a multidão, encontravam-se inúmeros cartazes a pedir-lhe que se candidatasse à Casa Branca.

A estrela do futebol norte-americano insiste que não há sítio onde goste mais de estar do que na sua equipa mas a verdade é que já há sondagens que mostram que poderia ganhar a Donald Trump. Um estudo da Public Policy Polling dá-lhe 42% de apoio eleitoral, mais um ponto percentual do que ao atual presidente dos Estados Unidos. Os especialistas consideram, inclusive, que Rapinoe ainda teria muita margem de progressão.

A futebolista destacou o trabalho da seleção como “plataforma” para levar a sua luta contra a desigualdade de género para fora dos relvados. “Este grupo é forte e resistente”, afirmou, “temos o cabelo rosa e roxo, tatuagens e rastas, raparigas brancas, negras e com toda a diversidade pelo meio, temos raparigas hetero e gay”.

O seu apelo de “amar mais e odiar menos” ganhou força entre os que a escutavam e que a ouviram dizer que “é responsabilidade de todos fazer deste mundo um lugar melhor”. É um tipo de discurso que choca frontalmente com o do atual inquilino da Casa Branca.

Os atritos com Trump começaram no mês passado quando disse que não iria à Casa Branca se ganhasse o Mundial. “Não vou”, repetiu mal chegou aos Estados Unidos, “e as outras membros da seleção com quem falei tampouco irão. Não tem sentido. Seria dar-lhe uma espécie de oportunidade a esta administração”. Durante o hino nacional esteve em silêncio e com as mãos atrás das costas.

“Dentro e fora do campo”, disse o autarca democrata local Bill de Blasio, “esta equipa representa o melhor de Nova Iorque e do nosso país. A confiança, a coragem e a perseverança desta seleção serve de inspiração para todos”, acrescentou o também candidato presidencial.

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