Escolha as suas informações

Mariupol não se rende e militares ucranianos vão "lutar até ao fim"
Mundo 2 min. 17.04.2022 Do nosso arquivo online
Guerra Ucrânia

Mariupol não se rende e militares ucranianos vão "lutar até ao fim"

Casal em Mariupol, cidade que o governo ucraniano garante que não se rende às tropas russas. Nem no Donbass.
Guerra Ucrânia

Mariupol não se rende e militares ucranianos vão "lutar até ao fim"

Casal em Mariupol, cidade que o governo ucraniano garante que não se rende às tropas russas. Nem no Donbass.
Foto: AFP
Mundo 2 min. 17.04.2022 Do nosso arquivo online
Guerra Ucrânia

Mariupol não se rende e militares ucranianos vão "lutar até ao fim"

Lusa
Lusa
“Não, a cidade não caiu. As nossas forças militares, os nossos soldados ainda lá estão", declarou hoje o primeiro-ministro ucraniano que recusou o ultimato russo e garante que também em Donbass as suas tropas não se rendem.

Os últimos militares ucranianos presentes na cidade de Mariupol vão continuar a “lutar até ao fim”, afirmou o primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmygal, numa entrevista transmitida hoje pela estação norte-americana ABC.

“Não, a cidade não caiu. As nossas forças militares, os nossos soldados ainda lá estão. Eles vão lutar até ao fim. Enquanto falo, eles ainda estão em Mariupol”, afirmou o governante, citado pela agência France-Presse (AFP).

Os militares ucranianos cercados em Mariupol estão, segundo o primeiro-ministro, a ignorar o ultimato da Rússia para deporem as armas e evacuarem o local estratégico no sudeste da Ucrânia, cuja captura por Moscovo constituiria uma grande vitória para o Kremlin.

No sábado à noite, a Rússia pediu a rendição dos militares ucranianos que estão em Mariupol, exigindo que depusessem as armas a partir das 06h00, horário de Moscovo (04h00 em Lisboa).

Também no sábado, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a “eliminação” dos últimos soldados ucranianos presentes em Mariupol “poria fim a qualquer negociação de paz” com Moscovo.


Imagem de uma residente de Mariupol caminhando com o filho sob o olhar das tropas russas.
Rússia lançou ultimato à rendição de Mariupol. Kiev não respondeu
O ultimato russo para a cidade cercada de Mariupol entrou em vigor ao início desta manhã prometendo a Rússia poupar a vida dos soldados ucranianos que se rendam. Sem resposta direta, Zelensky alertou para a catástrofe humanitária na cidade.

Fracassos russos

Denys Shmygal rejeitou também as recentes alegações do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, que disse que as forças russas estão a ganhar a guerra.

“Nem uma única grande cidade caiu. Apenas Kherson está sob o controlo das forças russas, mas todas as outras cidades estão sob controlo ucraniano”, insistiu, acrescentando que mais de 900 municípios, incluindo a capital, Kiev, estão livres da ocupação russa.

“Estamos atualmente a combater na região do Donbass e não temos intenção de nos rendermos”, acrescentou.

Situada no mar de Azov, Mariupol é um dos principais objetivos dos russos no esforço para obter controlo total da região de Donbass e formar um corredor terrestre, no leste da Ucrânia, a partir da península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

De acordo com o município, pelo menos 20.000 civis morreram nesta cidade desde o início da invasão russa.


Presidente ucraniano Zelensky lança o alerta do perigo nuclear a todos os países.
Zelensky. Mundo tem de "preparar-se para ataque nuclear russo"
Para salvar a face perante os reveses militares, Putin pode avançar para ataques com armas nucleares, avisa o presidente ucraniano. "Todos os países devem preocupar-se", diz.

"Não vamos abdicar" da Ucrânia

Numa entrevista transmitida hoje pela estação CNN, Zelensky descartou a possibilidade de deixar Moscovo assumir o controlo da região de Donbass e parte da Ucrânia oriental.

“A Ucrânia e o seu povo são claros. Não temos qualquer reivindicação sobre o território de mais ninguém, mas não vamos abdicar do nosso”, disse.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou quase dois mil civis, segundo dados das Nações Unidas, que alertam para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra causou a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, mais de cinco milhões das quais para os países vizinhos.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

O Contacto tem uma nova aplicação móvel de notícias. Descarregue aqui para Android e iOS. Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas