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Mariupol anuncia nova tentativa de retirada de civis
Mundo 06.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra na Ucrânia

Mariupol anuncia nova tentativa de retirada de civis

 Mariupol
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Mariupol anuncia nova tentativa de retirada de civis

Mariupol
Foto: AFP
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Mariupol anuncia nova tentativa de retirada de civis

Lusa
Lusa
A retirada da população da cidade, de 450 mil habitantes, será feita a partir de três pontos por autocarros municipais e em transporte privado, seguindo os todos veículos em coluna, indicou a câmara de Mariupol.

A Câmara Municipal de Mariupol anunciou hoje uma nova tentativa de retirada de civis a partir das 12:00 locais (10:00 TMG), após no sábado ter sido impossível abrir o corredor humanitário acordado com a Rússia devido aos combates contínuos.


O exército russo retomou a “ofensiva” após o adiamento da retirada de civis de duas cidades cercadas no sudeste da Ucrânia, uma delas Mariupol.
Exército russo retoma ofensiva contra cidades no sudeste, entre elas Mariupol
O exército russo retomou a “ofensiva” após o adiamento da retirada de civis de duas cidades cercadas no sudeste da Ucrânia, uma delas Mariupol.

"A retirada de civis em Mariupol começa às 12:00", anunciou a autarquia da cidade portuária na sua conta oficial do Telegram.

De acordo com o Centro de Coordenação da Administração Civil-Militar Regional de Donetsk, Pavel Kirilenko, para o efeito será estabelecido hoje um cessar-fogo humanitário entre as 10:00 locais (08:00 GMT) e as 21:00 (19:00 GMT).

A retirada da população da cidade, de 450 mil habitantes, será feita a partir de três pontos por autocarros municipais e em transporte privado, seguindo os todos veículos em coluna, indicou a câmara de Mariupol.

"É estritamente proibido qualquer desvio da rota do corredor humanitário", sublinhou a autarquia, acrescentando que uma escolta da Cruz Vermelha encabeçará a coluna de veículos.

A câmara apela ainda aos automobilistas que deixam a cidade para que contribuam para a retirada da população civil tanto quanto lhes seja possível, transportando consigo outras pessoas e que “abasteçam os veículos o máximo possível".


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A Rússia lançou, na madrugada de 24 de fevereiro, uma ofensiva militar à Ucrânia e as autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças. Segundo a ONU, os ataques já provocaram mais de 1,2 milhões de refugiados.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.

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